Existem dois meios pelos quais um homem pode perder sua alma. Quais são eles? Ele pode perdê-la por viver e morrer sem nenhuma fé. Ele pode viver e morrer como um animal, ímpio, ateisticamente, sem a graça e incrédulo. Este é um caminho seguro para o inferno. Cuidado para não andar por ele. Ele pode perder sua alma por aceitar determinado tipo de fé. Ele pode viver e morrer contentando-se com um cristianismo falso e descansando numa esperança sem fundamento. Este é o caminho mais comum que existe para o inferno.
O que quero dizer com fé inútil? Em primeiro lugar, uma fé é totalmente inútil quando Jesus Cristo não é o principal objeto e não ocupa o lugar principal. Existem portanto, muitos homens e mulheres batizados que praticamente nada sabem sobre Cristo. A fé deles consiste em algumas noções vagas e expressões vazias. “Mas eles crêem, não são piores que outros; eles se mantêm na igreja, tentam fazer suas obrigações; não prejudicam a ninguém; esperam que Deus seja misericordioso para com eles! Eles confiam que o Poderoso perdoará seus pecados e os levará para o céu quando morrerem”. Isto é quase a totalidade da sua fé.
Mas o que estas pessoas sabem de fato sobre Cristo? Nada! Nada mesmo! Que relação experiencial eles têm com Seus ofícios e obra, Seu sangue, Sua justiça, Sua mediação, Seu sacerdócio, Sua intercessão? Nenhuma! Nenhuma mesmo! Pergunte-lhes sobre a fé salvífica; pergunte-lhes sobre nascer de novo do Espírito; pergunte-lhes sobre ser santificado em Cristo Jesus. Que resposta você terá? Você é um bárbaro para eles. Você lhes perguntou questões bíblicas simples, mas eles não sabem mais sobre elas, experimentalmente, do que um budista ou um mulçumano. E mesmo assim, esta é a fé de centenas de milhares de pessoas por todo mundo que são chamadas de cristãs. Se você é um homem deste tipo, eu o advirto claramente que tal cristianismo nunca o levará para o céu. Ele pode fazer muito bem aos olhos dos homens; pode ser aprovado no conselho da igreja, no escritório, no parlamento inglês ou nas ruas, mas ele nunca o confortará; nunca satisfará sua consciência; nunca salvará sua alma. Eu o advirto claramente, que todas as noções e teorias sobre Deus ser misericordioso sem Cristo são ilusões sem fundamento e imaginações vãs. Tais teorias são puramente ídolos da invenção humana, tanto quanto os ídolos hindus. Elas são todas da terra, terrestres; nunca desceram do céu. O Deus do céu selou e nomeou Cristo como o
único Salvador e caminho para a vida e todos que quiserem ser salvos devem satisfazer-se em serem salvos por Ele, do contrário, de forma alguma serão salvos. Eu lhe dou um aviso legítimo: Uma fé sem Cristo nunca salvará sua alma. Mas eu ainda tenho outra coisa a dizer. Uma fé é inteiramente inútil quando se une
qualquer coisa a Cristo com respeito a salvação da sua alma. Você não deve somente depender de Cristo para salvação, mas deve depender de Cristo somente e exclusivamente de Cristo. Existem multidões de homens e mulheres batizados que professam honrar a Cristo, mas na realidade O desonram grandemente. Eles dão a Cristo um certo lugar no seu sistema religioso, mas não o lugar que Deus tencionou que Ele ocupasse. Cristo, exclusivamente, não é “tudo em todos” para suas almas. Não!
É Cristo e a igreja; ou Cristo e os sacramentos; ou Cristo e Seus ministros ordenados; ou Cristo e a bondade deles; ou Cristo e suas orações; ou Cristo e a sinceridade e caridade deles, nas quais eles realmente descansam suas almas. Se você é um cristão deste tipo, eu também o advirto claramente que sua fé é uma ofensa a Deus. Você está mudando o plano de salvação de Deus em um plano da sua própria invenção. De fato você está depondo Cristo do seu trono, dando a glória que Lhe é devida a outro.
Eu não me importo quem lhe ensina sua fé, cuja palavra você confia. Se ele é papa ou cardeal, arcebispo ou bispo, diácono ou presbítero, episcopal ou presbiteriano, batista, independente ou metodista; quem quer que acrescente alguma coisa a Cristo, está ensinando incorretamente. Eu não me preocupo com o que você está juntando a Cristo. Se é a necessidade de unir-se a igreja de Roma, ou de ser um episcopal, ou um sacerdote independente, ou desistir da liturgia, ou de ser batizado por imersão. O que quer que seja que você
acrescente a Cristo no que se refere a salvação, você ofende a Cristo. Atente para o que você está fazendo. Cuidado para não dar aos servos de Cristo a honra devida a ninguém, além de Cristo. Cuidado para não dar às ordenanças a honra devida ao Senhor. Cuidado para não descansar o fardo de sua alma em coisa alguma a não ser Cristo e Cristo exclusivamente. Cuidado para não ter uma fé que seja inútil e
que não pode salvar. É horrível não ter nenhuma fé. Ter uma alma imortal confiada ao seu cuidado e
negligenciá-la, é terrível. Porém, não menos terrível, é estar contente com uma fé que não lhe pode fazer nenhum bem. Não permita que esse seja seu caso. J. C. Ryle
domingo, 8 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
VIVO PARA MORRER. MORTO PARA VIVER.
Fiel é está palavra: se já morremos com ele, também viveremos com ele. 2 Timóteo 2:11.
Deus criou o homem, com a vida, para viver. O homem não tinha vida eterna, mas tinha a vida sem a contaminação da morte. A vida de Adão, antes do pecado, era vida soprada por Deus, era uma vida criada sem a morte, mas não era a vida eterna. Adão tinha a opção pela vida eterna.
No Jardim do Éden havia duas fontes de decisão. A liberdade pressupõe escolha, e esta requer opção. As duas árvores do Jardim de Deus apontavam para uma questão de preferência. A árvore da vida eterna e a árvore que causaria a morte estavam em jogo. A vida eterna e a morte ficaram como matéria de decisão do homem.
O homem era uma alma vivente capaz de decidir entre a vida eterna e a morte. Resolve, e serás livre. Por livre vontade, ainda que tentado, o ser humano preferiu a árvore que originava a morte. A tentação podia ser da serpente, mas a decisão era do homem.
No momento do pecado, as algemas da morte aprisionaram o tronco da raça humana. Adão se tornou instantaneamente um morto, vivendo para morrer. Ele era um morto espiritual. Morte significa separação. A morte não é extinção em qualquer acepção dessa palavra. É sempre separação. O pecado separou o homem de Deus.
Mas, o homem ainda tinha vida. A vida biológica poluída pela morte. A vida de Adão não era mais vida para viver, mas a vida contaminada pela morte que esperava o tempo para morrer. O homem no pecado é uma alma vivente que vive apenas para morrer.
Assim, o gênero humano encontra-se dominado pelo princípio da morte, de modo que não nascemos para viver, mas nascemos com a vida que certamente vai morrer. Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Romanos 5:12.
Somos uma raça sentenciada pelo óbito. Nosso fim já foi decretado no dia em que fomos gerados. Ao nascermos, com certeza haveremos de morrer. Todos os que estão vivos encontram-se na fila para morrer. A vida que rege a nossa existência tem um ultimato. Somos uma geração condenada, pois, de cada um que nasce todos morrem. Correr da morte é tão impossível como correr de nós mesmos.
O fim de nossa existência é demarcado pela morte. Vivo, mas vivo para morrer. Que tragédia é a história do pecado. Não há esperança sob o manto escuro da morte. A vida que termina numa sepultura acaba sem qualquer significado. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. 1 Coríntios 15:19. Se a morte é, de fato, o fim da vida, esta vida encontra-se destituída de qualquer valor.
Mas, graças a Deus que, a Bíblia apresenta alternativa. Se a morte é o fim da vida, Jesus Cristo é o princípio de uma nova vida. O Senhor Jesus Cristo veio ao mundo, governado pelo pecado e pela morte, para introduzir uma nova realidade. Ele veio para estabelecer o reino da vida. Deus não é Deus de mortos e sim de vivos. Mateus 22:32b.
O Deus da vida não pode ficar prisioneiro da morte. A criação de Deus não pode ficar refém numa sepultura. No Reino de Deus, o poder da vida é infinitamente maior do que o poder da morte. Jesus veio inaugurar um novo começo. Ele foi categórico: O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir: Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. João 10:10. Está é a vida que ultrapassa as dimensões da cova.
Temos mais certeza de que nos levantaremos de nosso túmulo do que de nosso leito, instava Thomas Watson. O evangelho tem uma mensagem vitoriosa da vida. A história da cruz não termina com um funeral, mas com uma celebração. Não há dias de finados no calendário da ressurreição. A proclamação do Novo Testamento é de um Cristo que esteve morto, mas está vivo e não um Cristo que esteve vivo e está morto.
Jesus veio com o propósito de estabelecer o Reino da vida no império da morte. Por isso, antes de dar a vida, ele precisava vencer a morte. O médico tem que derrotar a doença antes de promover a saúde. Só depois de debelar as causas da infecção é que se asseguram os meios da robustez. É matando o princípio da morte que se pode constituir o início da vida.
Cristo assumiu o nosso pecado na cruz, porque este era a causa de nossa morte. Ele não tinha pecado algum. Ele não precisava morrer por isso. Mas, ele morreu. E, morreu para nos dar vitória sobre a morte e acesso à verdadeira vida. Ele morreu porque tomou os nossos pecados. Tomando o lugar do pecador na cruz, Jesus tornou-se tão inteiramente responsável pelo pecado como se fosse totalmente cul-pado.
A morte de Cristo foi o golpe certeiro desferido contra o senhor da morte. Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. Hebreus 2:14-15. Como disse William Romaine, A morte feriu a si própria, causando sua própria morte, quando feriu a Cristo.
Por outro lado, Jesus, como nosso Salvador, teve que morrer, porque nós é que deveríamos morrer. Ele morreu para nos levar a morrer com ele. Só a sua morte vicária poderia englobar a nossa morte compartilhada. Ele deveria morrer, porque nós precisávamos morrer para o pecado. Sem a morte do pecador não pode haver justificação.
A justiça de Deus exige a pena de morte para o culpado. A conseqüência do pecado é a morte, e só a morte do réu pode garantir a sua justificação. Porquanto quem morreu está justificado do pecado. Romanos 6:7. Isto é: aqueles que morreram em Cristo. Não pode haver perdão sem o cumprimento da justiça.
A lei requer que o culpado seja executado. Não é somente a morte do Salvador que satisfaz a justiça da lei, mas a morte do pecador juntamente com Cristo. Jesus só morreu por nós, porque nós tínhamos que morrer com ele; caso contrário, ainda estaríamos sacrificando os cordeiros, como no Antigo Testamento.
Todos nos nascemos neste mundo para morrer, mas precisamos morrer em Cristo, a fim de renascer para poder viver. Em Adão, nós nascemos para morrer, porém, em Cristo, nós morremos para viver. Quem nasce de Adão, nasce na carne: morto no espírito e mortal no corpo. Quem renasce em Cristo, nasce vivo no espírito, mas ainda tem um corpo sujeito aos efeitos da morte física. É bem verdade que, esta morte do corpo é provisória. É um sono, enquanto aguarda as providências da economia divina.
Deus regenera o nosso espírito aqui na terra, para possuir um corpo glorioso, depois da ressurreição, lá no seu Reino. A Bíblia mostra que, todos os mortos fisicamente, que tenham morrido em Cristo, para o pecado, ressuscitarão com corpos glorificados, para uma vida que não tem fim. Se a morte pudesse deter algum pedaço do homem, a salvação de Cristo não seria completa. Graças a Deus que, a salvação é sem retoques. A causa de Deus nunca corre perigo; o que ele começou na alma ou no mundo, levará até o fim. Nada pode impedir ou estorvar os decretos e determinações de Deus.
Ora, se já morremos com Cristo, certamente viveremos por meio da vida ressuscitada de Cristo. Esta é a essência do evangelho: estou morto com Cristo para viver pela vida de Cristo. Estou crucificado com Cristo, logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gálatas 2:19b-20.
Adão precisava ser sacrificado e sua vida em nós tinha que morrer, a fim de ganharmos uma nova vida em Cristo. A fé cristã é a certeza da vida eterna doada pela ressurreição de Cristo, depois da nossa morte juntamente com Cristo.
Sem a morte do velho homem com Cristo não há possibilidade do novo nascimento com a novidade da vida imaterial de Cristo em nós. Sem a morte do eu, Cristo não vive em mim. Não eu, mas Cristo é a síntese do evangelho. Se esta não é a nossa realidade espiritual de fé, nada aconteceu de fato em nossa experiência como rebanho de Cristo. Portanto, o pulsar do coração regenerado bate assim: não eu, mas Cristo; não eu, mas Cristo; não eu, mas Cristo; não eu, mas Cristo; não eu, mas Cristo... Glenio Paranaguá -editoraide.com.br
Deus criou o homem, com a vida, para viver. O homem não tinha vida eterna, mas tinha a vida sem a contaminação da morte. A vida de Adão, antes do pecado, era vida soprada por Deus, era uma vida criada sem a morte, mas não era a vida eterna. Adão tinha a opção pela vida eterna.
No Jardim do Éden havia duas fontes de decisão. A liberdade pressupõe escolha, e esta requer opção. As duas árvores do Jardim de Deus apontavam para uma questão de preferência. A árvore da vida eterna e a árvore que causaria a morte estavam em jogo. A vida eterna e a morte ficaram como matéria de decisão do homem.
O homem era uma alma vivente capaz de decidir entre a vida eterna e a morte. Resolve, e serás livre. Por livre vontade, ainda que tentado, o ser humano preferiu a árvore que originava a morte. A tentação podia ser da serpente, mas a decisão era do homem.
No momento do pecado, as algemas da morte aprisionaram o tronco da raça humana. Adão se tornou instantaneamente um morto, vivendo para morrer. Ele era um morto espiritual. Morte significa separação. A morte não é extinção em qualquer acepção dessa palavra. É sempre separação. O pecado separou o homem de Deus.
Mas, o homem ainda tinha vida. A vida biológica poluída pela morte. A vida de Adão não era mais vida para viver, mas a vida contaminada pela morte que esperava o tempo para morrer. O homem no pecado é uma alma vivente que vive apenas para morrer.
Assim, o gênero humano encontra-se dominado pelo princípio da morte, de modo que não nascemos para viver, mas nascemos com a vida que certamente vai morrer. Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Romanos 5:12.
Somos uma raça sentenciada pelo óbito. Nosso fim já foi decretado no dia em que fomos gerados. Ao nascermos, com certeza haveremos de morrer. Todos os que estão vivos encontram-se na fila para morrer. A vida que rege a nossa existência tem um ultimato. Somos uma geração condenada, pois, de cada um que nasce todos morrem. Correr da morte é tão impossível como correr de nós mesmos.
O fim de nossa existência é demarcado pela morte. Vivo, mas vivo para morrer. Que tragédia é a história do pecado. Não há esperança sob o manto escuro da morte. A vida que termina numa sepultura acaba sem qualquer significado. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. 1 Coríntios 15:19. Se a morte é, de fato, o fim da vida, esta vida encontra-se destituída de qualquer valor.
Mas, graças a Deus que, a Bíblia apresenta alternativa. Se a morte é o fim da vida, Jesus Cristo é o princípio de uma nova vida. O Senhor Jesus Cristo veio ao mundo, governado pelo pecado e pela morte, para introduzir uma nova realidade. Ele veio para estabelecer o reino da vida. Deus não é Deus de mortos e sim de vivos. Mateus 22:32b.
O Deus da vida não pode ficar prisioneiro da morte. A criação de Deus não pode ficar refém numa sepultura. No Reino de Deus, o poder da vida é infinitamente maior do que o poder da morte. Jesus veio inaugurar um novo começo. Ele foi categórico: O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir: Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. João 10:10. Está é a vida que ultrapassa as dimensões da cova.
Temos mais certeza de que nos levantaremos de nosso túmulo do que de nosso leito, instava Thomas Watson. O evangelho tem uma mensagem vitoriosa da vida. A história da cruz não termina com um funeral, mas com uma celebração. Não há dias de finados no calendário da ressurreição. A proclamação do Novo Testamento é de um Cristo que esteve morto, mas está vivo e não um Cristo que esteve vivo e está morto.
Jesus veio com o propósito de estabelecer o Reino da vida no império da morte. Por isso, antes de dar a vida, ele precisava vencer a morte. O médico tem que derrotar a doença antes de promover a saúde. Só depois de debelar as causas da infecção é que se asseguram os meios da robustez. É matando o princípio da morte que se pode constituir o início da vida.
Cristo assumiu o nosso pecado na cruz, porque este era a causa de nossa morte. Ele não tinha pecado algum. Ele não precisava morrer por isso. Mas, ele morreu. E, morreu para nos dar vitória sobre a morte e acesso à verdadeira vida. Ele morreu porque tomou os nossos pecados. Tomando o lugar do pecador na cruz, Jesus tornou-se tão inteiramente responsável pelo pecado como se fosse totalmente cul-pado.
A morte de Cristo foi o golpe certeiro desferido contra o senhor da morte. Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. Hebreus 2:14-15. Como disse William Romaine, A morte feriu a si própria, causando sua própria morte, quando feriu a Cristo.
Por outro lado, Jesus, como nosso Salvador, teve que morrer, porque nós é que deveríamos morrer. Ele morreu para nos levar a morrer com ele. Só a sua morte vicária poderia englobar a nossa morte compartilhada. Ele deveria morrer, porque nós precisávamos morrer para o pecado. Sem a morte do pecador não pode haver justificação.
A justiça de Deus exige a pena de morte para o culpado. A conseqüência do pecado é a morte, e só a morte do réu pode garantir a sua justificação. Porquanto quem morreu está justificado do pecado. Romanos 6:7. Isto é: aqueles que morreram em Cristo. Não pode haver perdão sem o cumprimento da justiça.
A lei requer que o culpado seja executado. Não é somente a morte do Salvador que satisfaz a justiça da lei, mas a morte do pecador juntamente com Cristo. Jesus só morreu por nós, porque nós tínhamos que morrer com ele; caso contrário, ainda estaríamos sacrificando os cordeiros, como no Antigo Testamento.
Todos nos nascemos neste mundo para morrer, mas precisamos morrer em Cristo, a fim de renascer para poder viver. Em Adão, nós nascemos para morrer, porém, em Cristo, nós morremos para viver. Quem nasce de Adão, nasce na carne: morto no espírito e mortal no corpo. Quem renasce em Cristo, nasce vivo no espírito, mas ainda tem um corpo sujeito aos efeitos da morte física. É bem verdade que, esta morte do corpo é provisória. É um sono, enquanto aguarda as providências da economia divina.
Deus regenera o nosso espírito aqui na terra, para possuir um corpo glorioso, depois da ressurreição, lá no seu Reino. A Bíblia mostra que, todos os mortos fisicamente, que tenham morrido em Cristo, para o pecado, ressuscitarão com corpos glorificados, para uma vida que não tem fim. Se a morte pudesse deter algum pedaço do homem, a salvação de Cristo não seria completa. Graças a Deus que, a salvação é sem retoques. A causa de Deus nunca corre perigo; o que ele começou na alma ou no mundo, levará até o fim. Nada pode impedir ou estorvar os decretos e determinações de Deus.
Ora, se já morremos com Cristo, certamente viveremos por meio da vida ressuscitada de Cristo. Esta é a essência do evangelho: estou morto com Cristo para viver pela vida de Cristo. Estou crucificado com Cristo, logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gálatas 2:19b-20.
Adão precisava ser sacrificado e sua vida em nós tinha que morrer, a fim de ganharmos uma nova vida em Cristo. A fé cristã é a certeza da vida eterna doada pela ressurreição de Cristo, depois da nossa morte juntamente com Cristo.
Sem a morte do velho homem com Cristo não há possibilidade do novo nascimento com a novidade da vida imaterial de Cristo em nós. Sem a morte do eu, Cristo não vive em mim. Não eu, mas Cristo é a síntese do evangelho. Se esta não é a nossa realidade espiritual de fé, nada aconteceu de fato em nossa experiência como rebanho de Cristo. Portanto, o pulsar do coração regenerado bate assim: não eu, mas Cristo; não eu, mas Cristo; não eu, mas Cristo; não eu, mas Cristo; não eu, mas Cristo... Glenio Paranaguá -editoraide.com.br
sábado, 31 de julho de 2010
UMA NOVO CORAÇÃO
Você notará… Deus não tem prometido aperfeiçoar nossa natureza ou remendar nossos corações partidos. Não, sua promessa consiste em nos dar um novo coração e um espírito de retidão. A natureza humana está muito longe de ser apenas melhorada. Não é como uma casa que
precisa de pequenos reparos, tais como substituir uma telha ou fazer um reboco no teto. Não, ela está completamente corrompida. Até seu alicerce está arruinado. Do teto ao alicerce, não há uma viga sequer que não tenha sido comida pelos cupins. Não existe mais solidez, está toda apodrecida e pronta para desabar. Deus não faz tentativas ou experimentos com o homem; Ele não escora as paredes com estacas ou pinta novamente as portas; não ornamenta e embeleza, mas determina que a velha casa seja completamente derrubada, e uma nova seja construída em seu lugar. Como já mencionei, isto é mais do que ser restaurada ou melhorada. Se apenas algumas peças estivessem em mau estado, poderiam ser consertadas. Se tão-somente uma ou
duas engrenagens desta grande máquina chamada “humanidade” estivessem quebradas, o Criador colocaria tudo em ordem. Trocaria as peças quebradas, substituiria a roda danificada, e a máquina voltaria a trabalhar. Pelo contrário, os reparos são necessários por toda parte; não há sequer uma alavanca que não esteja quebrada ou eixo sem estragos; nenhuma das engrenagens funciona corretamente. A cabeça toda está doente e o coração completamente debilitado. Da sola dos pés à cabeça, a raça humana está toda infestada de chagas e feridas pútridas. Por isso, o Senhor, não pensa em apenas um simples reparo. Ele diz: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”. Charles Haddon Spurgeon
precisa de pequenos reparos, tais como substituir uma telha ou fazer um reboco no teto. Não, ela está completamente corrompida. Até seu alicerce está arruinado. Do teto ao alicerce, não há uma viga sequer que não tenha sido comida pelos cupins. Não existe mais solidez, está toda apodrecida e pronta para desabar. Deus não faz tentativas ou experimentos com o homem; Ele não escora as paredes com estacas ou pinta novamente as portas; não ornamenta e embeleza, mas determina que a velha casa seja completamente derrubada, e uma nova seja construída em seu lugar. Como já mencionei, isto é mais do que ser restaurada ou melhorada. Se apenas algumas peças estivessem em mau estado, poderiam ser consertadas. Se tão-somente uma ou
duas engrenagens desta grande máquina chamada “humanidade” estivessem quebradas, o Criador colocaria tudo em ordem. Trocaria as peças quebradas, substituiria a roda danificada, e a máquina voltaria a trabalhar. Pelo contrário, os reparos são necessários por toda parte; não há sequer uma alavanca que não esteja quebrada ou eixo sem estragos; nenhuma das engrenagens funciona corretamente. A cabeça toda está doente e o coração completamente debilitado. Da sola dos pés à cabeça, a raça humana está toda infestada de chagas e feridas pútridas. Por isso, o Senhor, não pensa em apenas um simples reparo. Ele diz: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”. Charles Haddon Spurgeon
quinta-feira, 29 de julho de 2010
FRASES
É impossível alguém se arrepender de fato sem ter uma profunda decepção consigo mesmo. A.W.Pink
Quase todo homens suportam a adversidade, mas se você quiser testar o caráter de um homem, dê-lhe o poder. Abraham Lincoln
"Pode se enganar todo mundo durante algum tempo, e algumas pessaos durante o tempo todo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo." Abraham Lincoln
Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo. Agostinho
"Quando Deus intenciona encher uma alma, primeiramente Ele a esvazia. Quando Ele deseja enriquecer uma alma, primeiramente Ele a empobrece. Quando Ele intenciona exaltar uma alma, Ele primeiro a faz sensível às suas próprias misérias, desejos e nulidades." R.C. Chapman
“Se você der a Deus o direito de controlar sua vida, Ele fará de você um experimento santo. E os experimentos Dele sempre dão certo.” Oswald Chambers
“Não são os grandes homens que transformam o mundo, mas sim os fracos nas mãos de um grande Deus.” Irmão Yun
“Algumas pessoas passam a vida toda fora da cadeia, mas com o coração preso, escravo do pecado e cativo por muitos laços. Esses homens enfrentam a existência mais miserável possível na prisão. Contudo, no interior, são livres como pássaros e pairam acima do topo das montanhas. Eles amam a Jesus de todo o coração.” Irmão Yun
“Os que sofrem não são os que estão presos por causa de Jesus, mas aqueles que nunca desfrutam da intimidade da presença de Deus”. Irmão Yun
“Não ore pelo fim da perseguição! Não devemos querer carga mais leve, e sim costas mais fortes! Então o mundo verá que Deus está conosco, capacitando-nos para viver de uma forma que reflete seu amor e seu poder”. Irmão Yun
“Nunca se satisfaça com o chamado de Deus em si, nem com os dons que Ele dá. Contentese apenas com o próprio Jesus Cristo.” Irmão Yun
“Alguns homens passam a vida fora da cadeia, mas depois enfrentam a prisão eterna no inferno. Vocês estão presos nesta vida, mas a partir de hoje, o nome de cada um de vocês está escrito no céu, e vocês estão livres”. Irmão Yun na cadeia
"Muitos pensam que “morrer para si mesmo” é o que lhes causa tanta dor. Mas, na realidade, é a parte deles que ainda vive que é a causa do problema. Tome a sua cruz. Permita que tudo em você que não é nascido de Deus morra." Fenelon
“Ó vós pobres almas, que vos esgotais com aflições desnecessárias; se buscásseis a Deus no vosso coração, haveria um rápido fim para todas as vossas inquietações. O aumento das tribulações seria proporcional ao vosso deleite.” Madame Guyon
Abracemos toda a verdade ou renunciemos totalmente ao cristianismo. Joseph Irons
Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para a que há de vir. Martinho Lutero
Quase todo homens suportam a adversidade, mas se você quiser testar o caráter de um homem, dê-lhe o poder. Abraham Lincoln
"Pode se enganar todo mundo durante algum tempo, e algumas pessaos durante o tempo todo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo." Abraham Lincoln
Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo. Agostinho
"Quando Deus intenciona encher uma alma, primeiramente Ele a esvazia. Quando Ele deseja enriquecer uma alma, primeiramente Ele a empobrece. Quando Ele intenciona exaltar uma alma, Ele primeiro a faz sensível às suas próprias misérias, desejos e nulidades." R.C. Chapman
“Se você der a Deus o direito de controlar sua vida, Ele fará de você um experimento santo. E os experimentos Dele sempre dão certo.” Oswald Chambers
“Não são os grandes homens que transformam o mundo, mas sim os fracos nas mãos de um grande Deus.” Irmão Yun
“Algumas pessoas passam a vida toda fora da cadeia, mas com o coração preso, escravo do pecado e cativo por muitos laços. Esses homens enfrentam a existência mais miserável possível na prisão. Contudo, no interior, são livres como pássaros e pairam acima do topo das montanhas. Eles amam a Jesus de todo o coração.” Irmão Yun
“Os que sofrem não são os que estão presos por causa de Jesus, mas aqueles que nunca desfrutam da intimidade da presença de Deus”. Irmão Yun
“Não ore pelo fim da perseguição! Não devemos querer carga mais leve, e sim costas mais fortes! Então o mundo verá que Deus está conosco, capacitando-nos para viver de uma forma que reflete seu amor e seu poder”. Irmão Yun
“Nunca se satisfaça com o chamado de Deus em si, nem com os dons que Ele dá. Contentese apenas com o próprio Jesus Cristo.” Irmão Yun
“Alguns homens passam a vida fora da cadeia, mas depois enfrentam a prisão eterna no inferno. Vocês estão presos nesta vida, mas a partir de hoje, o nome de cada um de vocês está escrito no céu, e vocês estão livres”. Irmão Yun na cadeia
"Muitos pensam que “morrer para si mesmo” é o que lhes causa tanta dor. Mas, na realidade, é a parte deles que ainda vive que é a causa do problema. Tome a sua cruz. Permita que tudo em você que não é nascido de Deus morra." Fenelon
“Ó vós pobres almas, que vos esgotais com aflições desnecessárias; se buscásseis a Deus no vosso coração, haveria um rápido fim para todas as vossas inquietações. O aumento das tribulações seria proporcional ao vosso deleite.” Madame Guyon
Abracemos toda a verdade ou renunciemos totalmente ao cristianismo. Joseph Irons
Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para a que há de vir. Martinho Lutero
quarta-feira, 28 de julho de 2010
GENEROSIDADE
“No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar.” (Lucas 10:35 ARA)
Muitas vezes olhamos para este samaritano anônimo e o julgamos um homem de misericódia. Alguém que se importou com outro ser humano e teve compaixão dele. Uma pessoa que não se conformou e continuar sua vida sabendo que poderia fazer algo por um necessitado. Mas, talvez passe despercebido neste versículo o fato dele ter investido de seu dinheiro também. Era generoso.
Sem dúvida muitas pessoas se dispõe a orar por outros na igreja, a consolar os que choram, a se envolver nas suas vidas, abençoar de várias formas. Mas ao tocar no bolso as coisas mudam e muitos (graças a Deus nem todos) recuam. O que concluo é que alguns conseguem ter misericórdia mas não conseguem ser generosos.
A generosidade é algo que Deus valoriza muito, especialmente se nos lembrarmos que o Reino de Deus não é comida nem bebida; que não devemos acumular tesouros aqui; que o amor ao dinheiro é raiz de males; que avareza é idolatria. Se olharmos no começo da igreja, especialmente no livro de Atos, vemos que as pessoas supriam as necessidades uns dos outros – materialmente. O “som que se ouvia” no começo da igreja era de mãos entrando e saindo do bolso para abençoar. Onde isso se perdeu? Não importa. Precisamos restaurar a generosidade no meio do povo de Deus.
Ouvi uma frase que gravei: o mundo está repleto (e farto) de exemplos de prosperidade, então precisamos dar exemplos de generosidade. Não impressiona mais ter milhões e morar em mansão ou ter carro importado. O que impressiona é encher o porta-mala de sanduíches e sair distribuindo na rua. Impressiona ajudar os que aparentemente não fazem por merecer. Impressiona é estourar a conta no banco para comprar roupras para quem precisa. Sejamos generosos, cada um na sua medida.
“Senhor, eu não quero ser famoso, quero ser generoso. Se for para ser rico e egoísta, não faço questão. Mas quero sim ter recursos para poder repartir mais. Ensina-me a ser generoso.” Mário Fernandez
A SUFICIÊNICA DE CRISTO SUPRINDO A DEFICIÊNCIA HUMANA
Então, ele me disse: A minha graça te basta, (ou é suficiente) porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:9
Saulo, o perseguidor da Igreja, o religioso implacável, foi transformado em um filho de Aba e servo de Jesus Cristo. Paulo, o filho-servo convertido, passou pela escola do deserto, sendo preparado pelo Espírito Santo para a obra do apostolado cristão. Tornou-se um baluarte da pregação do evangelho e fez uma viagem particular à estância celestial, se no corpo ou fora deste, ele não tem noção, mas sabe que esteve num ambiente denominado terceiro céu. Foi uma realidade incomum.
Lá, Paulo, o apóstolo gracioso, ouviu coisas indizíveis para qualquer mortal e, ao regressar como alguém fora de série, estava em perigo. Talvez, ele seja a única pessoa que tenha tido este privilégio. Mas, agora, o perigo rondava a sua alma. Ser especial é encontrar-se tendente à presunção. Ninguém pode ser único em matéria de distinção, sem cair no risco da vanglória.
A obra prima do pecado é nos perpetrar no nível dos condecorados, com uma boa opinião de nós mesmos. Por isso, o Pai precisava entrar neste assunto perigoso. Foi aí que Aba enviou um mensageiro de Satanás para desmontar a altanaria deste super astronauta. O Manual do Fabricante já prescrevia: A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda. Provérbios 16:18.
Não há nada no coração do ser humano que mais se contraponha ao Espírito de Deus do que a ostentação da glória pessoal. Desconstruir uma posição privilegiada foi uma tarefa divina aos cuidados de um mensageiro maligno. O projeto era de Deus, mas o desconstrutor foi Satanás.
O Soberano Deus pode usar qualquer uma das suas criaturas, mesmo as mais rebeldes e malignas, para a execução de qualquer um dos seus propósitos em benefício dos seus filhos. O Senhor é tão poderoso que até mesmo os seus inimigos mais ferrenhos, quando são ordenados, o obedecem sem controverter. Neste Universo não há dois soberanos coexistindo ao mesmo tempo. Não existem dois Deuses, um do bem e outro do mal. Elohim, o Deus Triúno, é o único Criador e todos os outros seres criados são apenas criaturas.
O apóstolo Paulo corria grande risco de ensoberbecer-se com a grandeza das revelações. Então, o Senhor lhe designou um espinho na carne para abatê-lo. Era um representante de Satanás, mas quem havia dado a ordem para o mister foi o próprio Senhor. Paulo carecia de esvaziamento.
O orgulho é a principal plataforma do inferno para o lançamento do pecado, enquanto a humildade é o manto que reveste os filhos de Deus. O Diabo não tinha nenhum interesse em desensoberbecer o enfatuado viajante dos páramos celestiais. Na verdade, a sua intenção era mantê-lo elevado e cheio de si mesmo. Quem queria quebrantá-lo era o Pai, por isso a sua estratégia articulada para a desocupação deste inquilino sorrateiro. Cuidado com a invisibilidade do orgulho.
O pecado nos tornou teomaníacos. Somos uma raça aspirante ao trono de Deus. Mesmo os santos sofrem deste mal do altar. Queremos ser vistos como santos. Gostamos de ser reconhecidos como crentes maduros e evoluídos. Temos prazer em contar aos outros das nossas aventuras espirituais exitosas e apelamos para a platéia aprovar o modelo de nossa santidade.
Graças ao Pai por sua intervenção. O filho de Aba precisa ser exaurido de sua presunção humanista. Os sofrimentos aparecem aqui como instrumentos cirúrgicos para o enfraquecimento de nossa humanidade prepotente. Enquanto no esporte os atletas tomam anabolizantes para super fortalecer os músculos, na vida espiritual, o Pai envia espinhos satânicos para nos fazer fracos. Astheneia é a palavra grega que nos habilita à dependência divina. Ela é a instituição do fracasso.
No reino de Deus, a impotência é o verdadeiro caminho da graça para a superpotência espiritual. Quanto mais eu decrescer em fraqueza, isto é, quanto mais astênico eu estiver em minha alma, mais serei dependente do Todo-Poderoso e, neste caso, ao chegar à total impotência, me tornaria potentíssimo, através da onipotência divina. Paulo sabia do valor desta lição, ao dizer: tudo posso naquele que me fortalece. Filipenses 4:13. No reino de Deus, quando estou débil, então sou feito pujante. Quanto mais impotente em mim mesmo, mais encouraçado pelo poder do alto.
A Escola do esvaziamento passa também pelo júbilo na lição da húbris, outra palavra helênica que Paulo usou no seu texto e que significa: insulto, injúria, repreensões, dano ou incômodo. É uma contradição total você ter prazer nos ultrajes, mas esta é a tônica do seu aprendizado. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte. 2 Coríntios 12:10.
Suportar a afronta sem execrar o ultrajante é uma das matérias básicas para a desconstrução da nossa altivez. O modelo é Cristo e a competência é a sua Vida incriada, agindo em nós, administrada pelo Espírito Santo, pois ele, (Cristo) quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente. 1 Pedro 2:23.
A graça de Deus é Cristo, e a graça de Deus, em Jesus Cristo, nos é suficiente. Se Cristo é tudo e em todos, ele é a suficiência divina suprindo a deficiência humana. Toda a suficiência onipotente de Deus encontra-se provendo, em Cristo, toda a anagke, ou necessidade humana.
Fazer festa diante da carência é uma atitude imprevista na prole de Adão. Se Paulo sentia prazer diante da indigência ou penúria, no seu dia a dia, temos que admitir que se trate de outra espécie de ser humano. Ainda que o cristão faça parte da humanidade, ele não é mais um humanista arrogante e calculista. O seu egoísmo foi pregado na cruz com Cristo e ele agora vive numa dimensão da abastança da Vida não criada do próprio Cristo ressurreto, no seu interior.
Uma das coisas que me impressiona na vida cristã é a capacidade de suportar as adversidades. Isto só vem confirmar que estamos diante de outra realidade. Saulo, antes de sua conversão, foi um perseguidor implacável dos cristãos. Depois do seu novo nascimento, Paulo foi um perseguido e sentia alegria em suas diogmos ou perseguições. Aqui não se trata de um masoquista que sente prazer no seu sofrimento, mas de alguém que tem prazer pela causa do seu sofrimento.
Os cristãos sempre viram nas perseguições um motivo de júbilo por estarem envolvidos em uma causa que tem um valor eterno. Foi Jesus quem disse: Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Mateus 5:10. Que felicidade mais curiosa!
É estranha, mas real. Quem é mais inocente do que Cristo? Quem foi mais perseguido até agora do que ele, neste mundo? E, se Cristo vive em nós, não há alternativa. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. 2 Timóteo 3:12. Está claro que não há vida piedosa sem perseguição, mas também não haverá uma vida realmente piedosa sem o contentamento em Cristo. É impossível Cristo ser a nossa Vida e não sermos bem-aventurados.
A última palavra usada pelo velho apóstolo para definir o método de sua educação espiritual avançada foi stenochoria, que deve ser traduzida por angústia. O desenvolvimento espiritual não nos isenta da participação das agonias em nosso íntimo. É na crise dolorosa que a alma se apega à suficiência de Cristo. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Romanos 8:35.
Não existe crescimento na Vida espiritual ou evolução em santidade sem estas cinco lições especiais. O poder de Deus só se aperfeiçoa na fraqueza. Tudo isto, todavia, por amor de Cristo.
John Owen afirmava no século XVII: "não teremos nenhum poder de Deus, a não ser que sejamos convencidos de que não temos nenhum poder em nós mesmos". Aquele que é totalmente fraco tem toda a chance de depender da onipotência divina. Quem é perfeitamente deficiente traz a garantia de ser suprido pela suficiência de Cristo.
O aprimoramento da fraqueza passa por estas quatro etapas. Quando injuriado não revidar com insultos. Quando estiver passando necessidade não chamar a atenção dos outros, mas confiar somente em quem pode prover suas carências. Quando for perseguido por causa do evangelho nunca se defender, ainda que possa explicar os fatos que estão movendo o acossamento.
Por fim, quando estiver passando pelos vales sombrios da angústia, lembre-se que o Senhor também cruzou estes vales, tornando-se, em tudo, a nossa suficiência. Agora saiba que, em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. 2 Coríntios 4:8-10. Glenio Fonseca Paranaguá
Saulo, o perseguidor da Igreja, o religioso implacável, foi transformado em um filho de Aba e servo de Jesus Cristo. Paulo, o filho-servo convertido, passou pela escola do deserto, sendo preparado pelo Espírito Santo para a obra do apostolado cristão. Tornou-se um baluarte da pregação do evangelho e fez uma viagem particular à estância celestial, se no corpo ou fora deste, ele não tem noção, mas sabe que esteve num ambiente denominado terceiro céu. Foi uma realidade incomum.
Lá, Paulo, o apóstolo gracioso, ouviu coisas indizíveis para qualquer mortal e, ao regressar como alguém fora de série, estava em perigo. Talvez, ele seja a única pessoa que tenha tido este privilégio. Mas, agora, o perigo rondava a sua alma. Ser especial é encontrar-se tendente à presunção. Ninguém pode ser único em matéria de distinção, sem cair no risco da vanglória.
A obra prima do pecado é nos perpetrar no nível dos condecorados, com uma boa opinião de nós mesmos. Por isso, o Pai precisava entrar neste assunto perigoso. Foi aí que Aba enviou um mensageiro de Satanás para desmontar a altanaria deste super astronauta. O Manual do Fabricante já prescrevia: A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda. Provérbios 16:18.
Não há nada no coração do ser humano que mais se contraponha ao Espírito de Deus do que a ostentação da glória pessoal. Desconstruir uma posição privilegiada foi uma tarefa divina aos cuidados de um mensageiro maligno. O projeto era de Deus, mas o desconstrutor foi Satanás.
O Soberano Deus pode usar qualquer uma das suas criaturas, mesmo as mais rebeldes e malignas, para a execução de qualquer um dos seus propósitos em benefício dos seus filhos. O Senhor é tão poderoso que até mesmo os seus inimigos mais ferrenhos, quando são ordenados, o obedecem sem controverter. Neste Universo não há dois soberanos coexistindo ao mesmo tempo. Não existem dois Deuses, um do bem e outro do mal. Elohim, o Deus Triúno, é o único Criador e todos os outros seres criados são apenas criaturas.
O apóstolo Paulo corria grande risco de ensoberbecer-se com a grandeza das revelações. Então, o Senhor lhe designou um espinho na carne para abatê-lo. Era um representante de Satanás, mas quem havia dado a ordem para o mister foi o próprio Senhor. Paulo carecia de esvaziamento.
O orgulho é a principal plataforma do inferno para o lançamento do pecado, enquanto a humildade é o manto que reveste os filhos de Deus. O Diabo não tinha nenhum interesse em desensoberbecer o enfatuado viajante dos páramos celestiais. Na verdade, a sua intenção era mantê-lo elevado e cheio de si mesmo. Quem queria quebrantá-lo era o Pai, por isso a sua estratégia articulada para a desocupação deste inquilino sorrateiro. Cuidado com a invisibilidade do orgulho.
O pecado nos tornou teomaníacos. Somos uma raça aspirante ao trono de Deus. Mesmo os santos sofrem deste mal do altar. Queremos ser vistos como santos. Gostamos de ser reconhecidos como crentes maduros e evoluídos. Temos prazer em contar aos outros das nossas aventuras espirituais exitosas e apelamos para a platéia aprovar o modelo de nossa santidade.
Graças ao Pai por sua intervenção. O filho de Aba precisa ser exaurido de sua presunção humanista. Os sofrimentos aparecem aqui como instrumentos cirúrgicos para o enfraquecimento de nossa humanidade prepotente. Enquanto no esporte os atletas tomam anabolizantes para super fortalecer os músculos, na vida espiritual, o Pai envia espinhos satânicos para nos fazer fracos. Astheneia é a palavra grega que nos habilita à dependência divina. Ela é a instituição do fracasso.
No reino de Deus, a impotência é o verdadeiro caminho da graça para a superpotência espiritual. Quanto mais eu decrescer em fraqueza, isto é, quanto mais astênico eu estiver em minha alma, mais serei dependente do Todo-Poderoso e, neste caso, ao chegar à total impotência, me tornaria potentíssimo, através da onipotência divina. Paulo sabia do valor desta lição, ao dizer: tudo posso naquele que me fortalece. Filipenses 4:13. No reino de Deus, quando estou débil, então sou feito pujante. Quanto mais impotente em mim mesmo, mais encouraçado pelo poder do alto.
A Escola do esvaziamento passa também pelo júbilo na lição da húbris, outra palavra helênica que Paulo usou no seu texto e que significa: insulto, injúria, repreensões, dano ou incômodo. É uma contradição total você ter prazer nos ultrajes, mas esta é a tônica do seu aprendizado. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte. 2 Coríntios 12:10.
Suportar a afronta sem execrar o ultrajante é uma das matérias básicas para a desconstrução da nossa altivez. O modelo é Cristo e a competência é a sua Vida incriada, agindo em nós, administrada pelo Espírito Santo, pois ele, (Cristo) quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente. 1 Pedro 2:23.
A graça de Deus é Cristo, e a graça de Deus, em Jesus Cristo, nos é suficiente. Se Cristo é tudo e em todos, ele é a suficiência divina suprindo a deficiência humana. Toda a suficiência onipotente de Deus encontra-se provendo, em Cristo, toda a anagke, ou necessidade humana.
Fazer festa diante da carência é uma atitude imprevista na prole de Adão. Se Paulo sentia prazer diante da indigência ou penúria, no seu dia a dia, temos que admitir que se trate de outra espécie de ser humano. Ainda que o cristão faça parte da humanidade, ele não é mais um humanista arrogante e calculista. O seu egoísmo foi pregado na cruz com Cristo e ele agora vive numa dimensão da abastança da Vida não criada do próprio Cristo ressurreto, no seu interior.
Uma das coisas que me impressiona na vida cristã é a capacidade de suportar as adversidades. Isto só vem confirmar que estamos diante de outra realidade. Saulo, antes de sua conversão, foi um perseguidor implacável dos cristãos. Depois do seu novo nascimento, Paulo foi um perseguido e sentia alegria em suas diogmos ou perseguições. Aqui não se trata de um masoquista que sente prazer no seu sofrimento, mas de alguém que tem prazer pela causa do seu sofrimento.
Os cristãos sempre viram nas perseguições um motivo de júbilo por estarem envolvidos em uma causa que tem um valor eterno. Foi Jesus quem disse: Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Mateus 5:10. Que felicidade mais curiosa!
É estranha, mas real. Quem é mais inocente do que Cristo? Quem foi mais perseguido até agora do que ele, neste mundo? E, se Cristo vive em nós, não há alternativa. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. 2 Timóteo 3:12. Está claro que não há vida piedosa sem perseguição, mas também não haverá uma vida realmente piedosa sem o contentamento em Cristo. É impossível Cristo ser a nossa Vida e não sermos bem-aventurados.
A última palavra usada pelo velho apóstolo para definir o método de sua educação espiritual avançada foi stenochoria, que deve ser traduzida por angústia. O desenvolvimento espiritual não nos isenta da participação das agonias em nosso íntimo. É na crise dolorosa que a alma se apega à suficiência de Cristo. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Romanos 8:35.
Não existe crescimento na Vida espiritual ou evolução em santidade sem estas cinco lições especiais. O poder de Deus só se aperfeiçoa na fraqueza. Tudo isto, todavia, por amor de Cristo.
John Owen afirmava no século XVII: "não teremos nenhum poder de Deus, a não ser que sejamos convencidos de que não temos nenhum poder em nós mesmos". Aquele que é totalmente fraco tem toda a chance de depender da onipotência divina. Quem é perfeitamente deficiente traz a garantia de ser suprido pela suficiência de Cristo.
O aprimoramento da fraqueza passa por estas quatro etapas. Quando injuriado não revidar com insultos. Quando estiver passando necessidade não chamar a atenção dos outros, mas confiar somente em quem pode prover suas carências. Quando for perseguido por causa do evangelho nunca se defender, ainda que possa explicar os fatos que estão movendo o acossamento.
Por fim, quando estiver passando pelos vales sombrios da angústia, lembre-se que o Senhor também cruzou estes vales, tornando-se, em tudo, a nossa suficiência. Agora saiba que, em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. 2 Coríntios 4:8-10. Glenio Fonseca Paranaguá
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