“Trazendo uma criança, colocou-a no meio deles e, tomando-a nos braços, disse-lhes: Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou” (Mc 9.36-37).
“Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava” (Mc 10.13-16).
Jesus deixou muito claro para os discípulos como se sentia a respeito de crianças. Os textos acima são as únicas duas passagens registradas nas Escrituras que mencionam o fato de Jesus ter tomado alguém nos braços – e em ambas as ocasiões foram crianças! Marcos registrou esses carinhosos gestos do abraço de Deus a fim de revelar-nos algumas coisas muito importantes a respeito de crianças e do seu reino.
Sejam Bem-vindas, Crianças
No capítulo 9 de Marcos, vemos Jesus dando atenção especial ao treinamento dos seus discípulos. Depois de ensinar o princípio de servir (os últimos serão os primeiros), ele acentuou a lição tomando uma pequena criança nos braços e afirmando que acolher uma criança era o mesmo que acolher o próprio Jesus. Crianças pequenas geralmente são consideradas as últimas e as menores na ordem de importância. Contudo, Jesus, caracteristicamente, usou esse fato para ensinar aos discípulos mais uma lição a respeito do Reino de Deus, reforçando a importância de humildade e serviço nesse reino onde crianças têm o mesmo valor de qualquer outro cidadão aos olhos de Deus.
A fim de tornar essa verdade relevante para a cultura atual, é importante lembrar que Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Ele não alterou sua posição sobre a importância de acolher as crianças. Mesmo assim, geralmente relutamos em fazer isso porque as crianças são imprevisíveis e “bagunceiras”. O desejo de Deus é tocar, mudar, transformar, abençoar e modelar seu povo, indiferentemente de idade ou maturidade. As crianças não são influenciadas pela posição de influência, riqueza ou status das pessoas que as amam. A única coisa que sabem é que recebem cuidado e afeto quando a graça de Deus é derramada sobre elas por meio de um ato amoroso, tal como um abraço ou uma palavra abençoadora. E, ao acolhermos uma criança, de acordo com a Escritura, estamos acolhendo o próprio Jesus.
Tragam as Crianças e Não as Impeçam
É interessante notar que pouco depois de o Senhor ensinar aos discípulos a importância de acolher as crianças, eles evidenciaram mais uma vez sua falta de compreensão. Talvez na tentativa de resguardar Jesus de “amolação”, tentaram afastar as pessoas que traziam crianças para serem tocadas pelo Mestre. Quão rapidamente se esqueceram dos pacientes, porém sérios ensinos de Jesus!
O mesmo acontece conosco até hoje. Parece que não estamos muito convencidos de que as crianças ocupam uma posição de igual importância à dos adultos. Evidenciamos nosso patente preconceito na atitude que temos em relação à educação espiritual das crianças. Se tivéssemos aprendido que acolher as crianças é o mesmo que acolher a Jesus Cristo, seríamos tão prontos a dar prioridade secundária à formação espiritual delas em nossos lares e igrejas? Crianças salvas são coerdeiras com Jesus, tanto quanto o são os adultos.
É impossível ser tocado por Jesus sem ser abençoado e mudado. Tome como exemplo a situação da mulher que tivera um fluxo de sangue durante doze anos. Ela “sabia” que tudo o que tinha de fazer era tocar a barra do manto de Jesus e ela ficaria bem. Foi muito grande a sua fé – fé inocente, como de uma criança! Da mesma maneira, o toque de Jesus libera o poder de Deus para transformar nosso coração.
Os pais que levaram seus filhos para Jesus sabiam que um toque dele mudaria para sempre a vida daquelas crianças. Você já se imaginou como uma das crianças que Jesus pegou nos braços e abençoou? Não teria sido interessante seguir cada uma delas e ver como Deus modelou o coração e a vida para serem usadas no seu Reino?
Na qualidade de pais, é nossa responsabilidade levar os filhos a Jesus. Descumprir esse dever sagrado é desobedecer ao Senhor. Estamos impedindo nossos filhos todas as vezes que não dedicamos tempo para educá-los e fortalecer sua fé simples e pura. Você tem culto doméstico em sua casa ou só confusão doméstica? John Wesley recomendava que houvesse adoração e estudo na família duas vezes por dia, de manhã e à noite. O formato sugerido incluía oração, cântico de alguns Salmos, estudo da Bíblia (um dos pais lia e explicava uma passagem das Escrituras e os filhos a explicavam de volta para os pais), cantar a Doxologia, ouvir uma bênção pronunciada por um dos pais e, finalmente, abençoar os filhos em nome de Jesus. A bênção incluía impor as mãos sobre a cabeça de cada filho e era ministrada mesmo que algum deles tivesse se comportado mal naquele dia.
Como a maioria das famílias tem se afastado de qualquer semelhança a esse padrão! Se você soubesse que não aproximar seu filho a Jesus diariamente é o mesmo que impedi-lo de receber o abraço carinhoso do Salvador, será que seus hábitos espirituais em casa mudariam?
Recebam o Reino Como Criancinhas
Jesus disse claramente que o Reino de Deus pertence aos pequeninos e que “quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele” (Mc 10.14-16). As crianças têm uma abertura e uma receptividade que lhes permitem receber o Reino de Deus como uma dádiva. O Reino não pode ser conquistado e é dado gratuitamente. Elas acreditam nisso e não duvidam.
Jesus queria que seus discípulos, tanto os daquela época quanto os de agora, compreendessem que, verdadeiramente, o Reino de Deus está próximo. Por meio da cruz, Jesus traz o Reino de Deus a nós, no presente momento. Como alguém já escreveu: “Uma parte da nossa tarefa, na função de postos avançados (bases militares) do Reino de Deus na Terra, é orar ativamente para que a realidade do governo de Deus, que por enquanto é manifestada perfeitamente só no Céu, venha fazer parte da nossa vida aqui na Terra”.
Sua família tem experimentado o Reino de Deus em seu dia a dia? Você ora para que o que acontece no Céu aconteça também aqui na Terra? Deus quer tocar, modelar e transformar a nossa vida para sermos úteis no seu Reino – agora! Somos suas mãos e seus pés, e ele deseja que recebamos seu Reino com fé simples e ingênua de tal modo que sua vontade seja realizada na nossa vida, nosso lar, nossa igreja, nossa comunidade e no mundo.
Costuma-se dizer que a realidade do Reino de Deus é “presente agora, mas ainda não plenamente consumada”. Nunca entenderemos a totalidade dessa verdade enquanto não vier a plenitude; entretanto, sabemos como Jesus viveu sua vida terrena. Se buscarmos a semelhança com Cristo, podemos ser transformados dia após dia por meio de atos de simples obediência à Palavra de Deus.
Você está ensinando seus filhos a viverem como Jesus? Você ama o Senhor seu Deus com todo o coração, a alma, a mente e a força? Você ama seu próximo como a si mesmo? Seus filhos estão aprendendo a obedecer ao Pai celestial? Como uma família, vocês estão crescendo na fé? Estão servindo aos pobres e às pessoas marginalizadas na sua comunidade? A oração é uma atividade contínua durante todo o dia? Seus filhos sabem que Deus os ama incondicionalmente? Eles sabem que você também os ama dessa forma, na proporção em que busca uma vida semelhante a Cristo?
Dedique tempo a considerar cuidadosamente como as respostas a essas perguntas afetam sua família. O que é necessário mudar para que Jesus seja revelado em sua vida prática – e na vida de seus filhos?
Abençoe as Criancinhas
Desde o tempo em que meu filho era muito jovem, adotei a prática de impor as mãos sobre sua cabeça e proclamar uma bênção sobre ele. Normalmente, eu utilizava uma versão modificada da bênção do sumo sacerdote em Números 6.24-26: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz”. Talvez esta tenha sido exatamente a bênção utilizada por Jesus em Marcos 10.
De acordo com a instrução da Palavra de Deus e com os conselhos de John Wesley, a bênção deve sempre ser ministrada em nome de Jesus. Sou grato por que, independentemente do tipo de dia que David e eu havíamos passado, se ele havia sido repreendido ou se eu havia me zangado – nós sempre fomos capazes de oferecer e de receber expressões de perdão e amor um para o outro por meio desse precioso tempo de bênção. Acredito que Deus também quer ter esse tipo de contato íntimo conosco. Ele quer abençoar-nos e transformar-nos à imagem do seu Filho. Ele nos ama muito mais do que qualquer pai terreno poderia amar um filho ou uma filha.
A imposição de mãos é significativa, tanto no Velho Testamento quanto no Novo. Além da função de abençoar (Gn 48.13-20; Mc 10.16), esse gesto era usado para comissionar alguém para uma nova responsabilidade (Nm 27.23; At 6.6; 13.3; 1 Tm 5.22), transferir culpa do pecador para o sacrifício (Lv 1.4), transmitir dons espirituais (At 8.17; 19.6; 1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6) e curar (At 28.8; Mc 1.41). Deus quer que saibamos como é importante o ato de impor as mãos sobre uma outra pessoa.
O que aconteceria se você começasse a impor as mãos e abençoar seus filhos todos os dias em nome de Jesus? Eu sei o que aconteceu em nossa casa. Quando David tinha cerca de quatro ou cinco anos, ele começou a colocar as mãos na minha cabeça e me abençoar de volta. Se eu me esquecesse de abençoá-lo, ele me lembrava, mesmo que isso significasse um telefonema (abençoávamos um ao outro por interurbano quando necessário). Talvez a lembrança mais significativa que eu tenho, que acabou selando a importância de abençoar os filhos, foi quando meu filho já adulto, na véspera do seu casamento, veio até o meu quarto para ser abençoado uma última vez antes de iniciar sua vida conjugal. Tenho certeza que ele abençoará seus filhos também, porque sei do impacto que isso teve na vida dele. “Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor e se compraz nos seus mandamentos. A sua descendência será poderosa na terra; será abençoada a geração dos justos” (Sl 112.1-2).
Jesus Tem Planos Para os Seus Filhos
Jesus utilizou as crianças para ensinar princípios do Reino aos seus discípulos e até chamou seus seguidores de todas as épocas de “pequeninos”. Uma palavra tão carinhosa, usada muitas vezes nas Escrituras, oferece-nos um quadro bem claro de como Deus vê as pessoas que herdarão seu Reino. Deus deseja que confiemos nele plenamente e o obedeçamos de todo o coração. Ele anseia que nos aproximemos dele livres dos impedimentos de ambições mundanas e constrangimentos adultos.
Tire tempo para aprender sobre Jesus com seus filhos. Como é que eles o veem? O que creem a respeito dele? Como é o som da voz de Jesus para eles? Eles confiam que ele cumprirá suas promessas? Acreditam que cuidará deles, que os curará, fortalecerá e confortará? Se possuem dúvidas, quais são e de onde vêm?
Você está fazendo sua parte para treiná-los no caminho em que devem andar (Pv 22.6)? Se não, por que não? Você está muito ocupado? Está esperando que algum professor de Escola Dominical faça isso por você?
Pense seriamente sobre sua responsabilidade de cuidar de seus filhos. Jesus tomou as crianças nos braços, impôs as mãos sobre elas e as abençoou. Você faz isso com seus filhos?
Jesus quer usar seus filhos em favor do seu Reino nesta Terra de tal modo que muitas outras pessoas sejam atraídas para o seu Reino eterno. Dedique tempo para conduzir seus filhos a Jesus.
http://www.oarautodasuavinda.com.br
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Poder dos Joelhos que se Dobram
Cada dia que abro minha caixa de correspondência virtual vejo que recebi vários e-mails sobre as eleições e os candidatos, sobre as implicações de se votar neste ou naquele.
Em certa parte é muito bom que as pessoas estejam mais envolvidas e buscando realmente se informar para votarem naqueles que julgam mais coerentes com suas crenças e opiniões.
Nestes últimos dias tenho ouvido, também pela internet, uma série de mensagens do Pr. Sandro Baggio (Projeto 242 – http://www.projeto242.com) sobre Neemias; louvei a Deus pela instrumentalidade deste irmão e também pelos ensinos que recebi através destas mensagens. Ele faz um pequeno esboço da vida de Neemias, da situação que ele se encontrava no cativeiro, de como estava Jerusalém e como foram reconstruídos os muros da cidade.
Eu já ouvi diversas mensagens sobre este feito glorioso de Neemias, mas o Pr Sandro focou a situação de antes da construção e para mim foi algo novo e muito interessante, que vou tomar a liberdade de compartilhar com vocês:
O povo de Deus foi levado ao cativeiro por causa de sua desobediência e por terem voltado as costas a Deus e aos seus mandamentos.
Neemias nasceu no cativeiro, ele não viveu em Jerusalém e, provavelmente, nem conhecia a cidade.
Durante aproximadamente 120 anos ninguém fez nada para mudar a situação que viviam, estavam acomodados e conformados com o cativeiro.
Neemias buscou saber como estavam as pessoas que ainda viviam em Jerusalém e como estava a cidade escolhida por Deus para refletir sua Glória. Ele se preocupou com as pessoas e com a Glória de Deus.
Neemias se colocou como intercessor, e clamou pelo perdão e pela misericórdia de Deus; colocou-se como pecador, como culpado pelos pecados cometidos pelo povo antes mesmo que ele tivesse nascido.
Neemias orou por 4 meses, para que a mão de Deus se movesse e a situação mudasse, e em 52 dias ele reconstruiu os muros de Jerusalém.
Voltando os olhos para nossa realidade, fico pensando o quanto nós, como cristãos, temos feito, quanto temos nos colocado na brecha da intercessão pelo nosso país e pelas eleições, clamando pelo perdão e pela misericórdia de Deus por causa dos pecados desta nação, pela corrupção, pela injustiça, pelo descaso, não só dos governantes, mas nos colocado como pecadores que têm cometido estes pecados, mesmo que não os tenhamos cometidos como indivíduos, mas como nação. Para que Deus nos perdoe, nos purifique e que todo esse tempo de corrupção e maus governantes tenha fim.
É muito bom lermos e nos informarmos com relação aos candidatos e também compartilharmos essas informações com nossos amigos, mas devemos também, assim que soubermos de um novo fato, antes de clicarmos e enviarmos a outros, nos ajoelharmos e clamarmos pela misericórdia de Deus e pela Sua ação. Se antes de cada “clique”, nós pararmos e orarmos, creio que isso provocará mudança e nossa história será diferente. Se apenas um homem orou por 4 meses e os muros de uma cidade foram restaurados em 52 dias, que diferença faremos se juntos, milhões de brasileiros cristãos, orarmos por uma nova nação, por um novo governo.Temos em nossos joelhos o poder de mudar nossa história.
Que Deus nos abençoe. Sandra Torres - ichtus@ichtus.com.br
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
VOCÊ DÁ FLORES EM VIDA?
“Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm.” (Efésios 5:16 NTLH)
Em seu livro Jesus Coach, Laurie Beth Jones escreveu:
Meu amigo Joe Mathews compartilhou comigo uma história comovente. A esposa de seu melhor amigo recebeu o diagnóstico de câncer terminal e lhe disseram que tinha pouco tempo de vida. Joe contou que observou, admirado, Dan e a esposa. Christine, passando a viver cada dia com uma pureza e um amor tremendos. Quando ela estava quase no fim da vida, Joe finalmente reuniu coragem para perguntar uma coisa a Christine:
- Qual é a sensação de viver cada dia sabendo que está morrendo?
Ela se apoiou em um dos cotovelos e, em seguida, lhe perguntou:
- Joe, qual é a sensação de viver cada dia fingindo que você não está morrendo?
A primeira coisa que me chamou a atenção foi perceber como frequentemente ouvimos de pessoas que, às portas da morte, se conscientizaram e passaram a dar valor às pessoas amadas e a tratá-las com o respeito e a dedicação que sempre mereceram. Antes assim do que nunca. Mas da perspectiva de Christine, estamos caminhando para a morte todos nós, independentemente de estarmos doentes ou não.
Conversava há alguns dias com um amigo e ele me dizia que uma das artimanhas mais utilizadas pelo Diabo para anular o efeito que a nossa vida pode ter é a de deixar-nos constantemente ocupados. Estamos sempre correndo para manter as tarefas e compromissos em dia, para ler todos os e-mails, responder todos os recados, seguir todos os tweets, visitar todos os sites, assistir todos os filmes, arquivar todos os arquivos. Quando não é em casa, é no trabalho, na igreja, na escola, no shopping, no supermercado, na associação, no trânsito. Quando vemos passou o dia e estamos esgotados sem condições de dedicar atenção a quem realmente importa.
Isso tudo me fez lembrar um pregador que sempre falava que nunca tinha visto um caminhão de mudança seguindo uma procissão de enterro. Dizia isso para lembrar que as coisas materiais e posições sociais conquistados duramente durante a vida nada significam se, para consegui-los, você teve que afastar para longe as pessoas que ama.
A segunda coisa que me chamou a atenção é: por que não tratamos as pessoas que amamos sempre da maneira correta? Por que temos esta atitude insana de deixar para amanhã? Estamos sempre correndo atrás de alguma coisa que nós achamos que, quando conseguirmos, compensará todas as vezes que fomos omissos? Pior ainda, por que tantas vezes, conscientemente, ignoramos e negamos aos nossos amados a nossa presença, carinho e atenção?
Cada vez que perdemos a oportunidade de tratar com valor e respeito aos nossos amados é uma chance perdida de tornar a vida, deles e nossa, boa, agradável e significativa.
A terceira coisa que me chamou a atenção é que o casal em questão teve a oportunidade de saber quando a morte estava chegando e, por isso, tiveram a oportunidade de desenvolver um comportamento que tornou aqueles últimos dias significativos para ambos. Mas quem disse que a morte sempre manda aviso prévio?
A música “Flores em Vida”, de Paulo César Baruk (http://www.youtube.com/watch?v=Kt1Izjm6G6Y), nos alerta para as tantas oportunidades perdidas e para o sentimento de perda e arrependimento que fica quando a morte leva inesperadamente a quem amamos. Ficamos dolorosamente conscientes que já não poderemos mais expressar o apreço, o carinho e o valor que deveríamos.
É curioso que, na maioria das vezes, não ficamos cobrando o que não recebemos, mas o que dói é o fato de que não mais podemos dar aquilo que poderíamos ter dado no tempo devido.
Não retenha o amor. Não economize o carinho. Não guarde o elogio e a apreciação. Não deixe de perdoar. Esforce-se para estar junto. Transmita a sua confiança ao olhar a pessoa que ama. Alegre o ambiente ao sorrir com sinceridade e satisfação por estar com ela. Use palavras positivas e cheias de esperança.
Com certeza, ao viver assim, poderemos olhar para trás e saber que fizemos tudo o que deveríamos ter feito e vivido da maneira que deveríamos ter vivido com aqueles a quem amamos. Vinicios Torres ichtus@ichtus.com.br
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
ORANDO SEM CESSAR
“Orai sem cessar.” (1 Tessalonicenses 5:17 ARA)
Recentemente passei por algumas situações que me provocaram bastantes dificuldades. Enquanto cria que Deus está no controle de todas as coisas e tem seus propósitos seguia tentando fazer a minha parte lutando com todas as forças que podia para superar as dificuldades.
Em um dia particularmente difícil desabei a lamentar com Deus a situação e a questionar por que parecia que Ele não fazia nada. Quando consegui ficar quieto tempo suficiente para acalmar o coração senti Deus me perguntar: “Quando você orou sobre isso? É a primeira vez que você traz esse problema para mim.”
É impressionante pensar que a gente pode orar todos os dias e ainda assim não falar sobre algumas coisas com Deus. Na maioria das vezes caímos na rotina de repetir as mesmas orações automatizadas: “Senhor, obrigado pelo alimento, perdoa os nossos pecados, dá-nos uma boa noite. Amém.”
Ao perceber que realmente tinha entrado em um “piloto automático” com Deus, mudei de atitude e passei a orar especificamente pelo problema que mais me afligia. Comecei a trazer diante de Deus as pessoas envolvidas e a pedir que Ele as abençoasse e tratasse com elas naquilo que eu não tinha como fazer. Também me abri para a possibilidade de que eu tivesse que mudar para que a dificuldade se resolvesse. Como era de se esperar as duas coisas aconteceram, tanto a situação se modificou como eu mesmo mudei algumas atitudes.
Após isso comecei a perceber como a gente deixa de levar a Deus muitos aspectos da nossa vida.
Deixamos de orar diariamente por nossos filhos, não apenas para que Deus os proteja, mas também que lhes perdoe os pecados que porventura cometam e os restaure (Jó 1:5);
Deixamos de orar pelo nosso trabalho, para que não nos falte sustento, pelos nossos colegas, pelos nossos superiores;
Deixamos de orar pelo nosso bairro ou cidade, para que tenhamos paz e prosperidade (Jr 29:7);
Deixamos de orar pelas autoridades da nossa cidade, estado, país, para que vivamos em paz e segurança (1 Tm 2:2);
Ouvi uma frase há algum tempo: “quem não controla é controlado”. Se você não exerce sobre você mesmo o controle de entregar a Deus TODAS as questões da sua vida, alguém exercerá o controle delas e nem sempre será em seu benefício.
Cabe a nós constantemente clamar a Deus que “seja feita a Tua vontade na terra assim como ela é feita no céu”. Vinicios Torres - ichtus@ichtus.com.br
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
A FÉ PARA IMPOSSÍVEIS
Moisés, porém, respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que, hoje, vos fará. Êxodo 14:13 É sempre bom quando temos montanhas à direita e à esquerda, o inimigo atrás de nós e o mar à frente, pois é neste momento que a fé tem sua oportunidade. Um grande empecilho para a fé é a falta de necessidade. Se Deus o abençoa com necessidades, ele irá abençoá-lo com fé, e a fé opera melhor em situações onde há verdadeiro desespero. A bíblia diz que a fé pode remover montanhas. Ela não fala de formigueiros! Você não achará registro algum nas escrituras sobre o Senhor curando uma leve dor de cabeça. Antes, ele cuida dos casos impossíveis. O problema é que, quando Deus nos dá uma oportunidade de exercitar a fé, quase sempre a colocamos de lado. Não há muito sentido em você crer se, ao mesmo tempo, provê para si próprio uma saída alternativa! A fé opera de forma mais convincente quando não há alternativa alguma. Portanto, ore com ousadia para ficar em uma situação difícil, como ficou Israel diante do mar. Assim, diante da incrédula pergunta "Deus pode?", você poderá Ter a ousadia de afirmar como sua confissão pessoal: "Ele é capaz". Fonte: Uma mesa no deserto, W.Nee, editora dos classicos
À SEMELHANÇA DO AUTÊNTICO
Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça. João 7:24.
Há muita gente parecida com cristão que não é cristã. Tudo começa com a origem. A cria de um tucura é um tucurinha. Tucura é gado sem raça aprimorada. Filho de Nelore PO (Puro por Origem) tem genética de qualidade no sangue. Nenhum criador experiente confunde um tucura pé-duro com um Nelore de elite. Vamos trabalhar neste exame aqui, do ponto de vista cristão. Quem é quem no reino da graça?
Um dos grandes problemas do ser humano é a aparência. Todos nós temos uma tremenda dificuldade em analisar os fatos, quando há ampla semelhança entre a realidade e a imitação. As cópias e os covers têm causado dificuldades terríveis no campo da ética e a falsificação, prejuízos incalculáveis no comércio. Muitas vezes ninguém sabe qual é o verdadeiro ou o falso. Isto também é uma charada indecifrável no seio da igreja.
Há muita gente parecida com cristão que não é cristã. Tudo começa com a origem. A cria de um tucura é um tucurinha. Tucura é gado sem raça aprimorada. Filho de Nelore PO (Puro por Origem) tem genética de qualidade no sangue. Nenhum criador experiente confunde um tucura pé-duro com um Nelore de elite. Vamos trabalhar neste exame aqui, do ponto de vista cristão. Quem é quem no reino da graça?
O fato de alguém ter um comportamento parecido com a conduta cristã, não significa que aquela pessoa é de fato uma filha de Abba. O humanismo é especialista em imitações baratas. O joio é semelhante ao trigo, assim como muitos religiosos são falsificações do verdadeiro cristianismo. Mas, ninguém os julgue segundo a aparência.
Há uma turma enorme que gosta demais de atuação. O mundo do desempenho fascina os alucinados pelo exterior que querem ver apenas a fachada. Para estes iludidos com a forma, o apóstolo Paulo rebate: Não nos recomendamos novamente a vós outros; pelo contrário, damo-vos ensejo de vos gloriardes por nossa causa, para que tenhais o que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração. 2 Coríntios 5:12.
A aparência e o coração são duas realidades diferentes. “Quem vê cara não vê coração”, diz o adágio popular. Sócrates foi irretocável, mas faltava-lhe a vida de Cristo. O centurião Cornélio era justo, mas não era novo nascido. Ele tinha casca e não cerne.
Saulo foi um religioso de exterioridade. Viveu como fariseu, que segundo Jesus, é a turma velada do sepulcro caiado. A religião farisaica só se preocupa com o reboco. Passa massa corrida em parede deteriorada. Além do que, sepulcro pintado é apenas o depósito da carniça no seu íntimo, de forma abafada. Paulo não queria mais esta hipocrisia em sua vida cristã aceita pela graça incondicional de Cristo. Ele pulou fora.
A academia das aparências e a passarela dos esnobes foram sempre lutas na vida deste homem sem apreensão com o desempenho. Ele foi contundente ao dizer: E, quanto àqueles que pareciam ser de maior influência (quais tenham sido, outrora, não me interessa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que me pareciam ser alguma coisa nada me acrescentaram; Gálatas 2:6. Paulo não estava preocupado com a importância de Pedro, Tiago e João. Ele queria ver a vida de Cristo neles.
Esta é a questão fundamental. Não é tão-somente a conduta correta que deve ser observada, mas o caráter manso e humilde de coração manifesto pela vida de Cristo. Aqui reside o ponto central da vida autêntica. Cristo vive em mim? Sim, é santificação.
Ouvi, algum tempo atrás, uma mensagem gravada, em que o pregador dizia que o novo nascimento não era o fato mais importante da vida cristã. O mais importante era o crescimento espiritual. Como? Perguntei sem cerimônia. Eu estava sozinho e a pergunta veio ao vivo e gritante. Eu sou limitado, mas não posso admitir o crescimento de alguém que não nasceu. Como pode haver crescimento espiritual de um morto?
Pouco tempo depois ouvi outra pessoa dizer que não era preciso evangelizar alguém que convivia na igreja. Se ela estivesse frequentando a igreja, era porque tinha sido evangelizada, por isso mesmo, só precisava ser alimentada para o seu crescimento espiritual. Ninguém poderia estar na igreja, se o Pai não tivesse trazido. Uau!
Eu pensava que a velha doutrina que dizia: “só há salvação na igreja”, havia sido explicada e resolvida com a reforma protestante, mas parece que a coisa continua viva e ativa pelos meandros da eclesiologia atual. Só que eu não consigo digerir essa coisa.
A pergunta do salmista me estimula: Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios? Salmos 82:2. Jesus falou de novo nascimento para um religioso de estirpe. Nicodemos era um mestre da religião judaica, que vivia no templo, ensinando nas sinagogas, mas não havia nascido do alto. Ele era um homem justo, que não havia sido justificado. Era uma pessoa reta, que nada sabia da santidade em Cristo.
Conforme a Bíblia, o grão de trigo precisa morrer para poder dar fruto. Jesus era o grão de trigo e ele precisava morrer para poder gerar vidas renascidas. Mas, como um homem sem pecados poderia morrer? Campbell Morgan dizia que é não-natural a morte de um homem sem pecado. Desde que o salário do pecado é a morte e, Jesus, um homem sem pecado morreu, todos têm que concluir que aquela morte não poderia ser a sua.
Segundo Jesus, sem o novo nascimento, ninguém poderá entrar no reino de Deus. Não há novo nascimento ou nascimento do alto sem a morte do único homem que veio do alto, Jesus. Ora, Jesus, o homem do alto, o homem sem pecado não poderia morrer, jamais. Mas ele morreu, logo, ele teve que assumir o pecado de alguém para poder morrer, já que só o pecado, de acordo com a Bíblia, pode levar alguém à morte.
Não há nascimento sem a morte da semente. Esta é uma lei biológica, mas também espiritual. Antes do nascimento é necessário que a semente morra. Insensato! O que semeias não nasce se primeiro não morrer; 1 Coríntios 15:36. Antes do novo nascimento é preciso que Adão seja crucificado com Cristo. Não tem outro jeito. É a lei do plantio.
Para Lance Lambert, judeu messiânico da atualidade, “não há vida de ressurreição nem poder sem a morte da cruz. Se você e eu vamos conhecer, em experiência, a vida mais abundante, a vida que transborda. Se vamos conhecer a vida de ressurreição e poder, então, nós temos de conhecer a morte da cruz trabalhando em nós”.
A base do novo nascimento é a morte da velha vida na cruz com Cristo e a substituição daquela vida pela nova vida ressurreta de Cristo. Adão não pode ser educado ou reformado espiritualmente falando. Para Adão não há recuperação. Ele tem que morrer. E a única morte que engloba a natureza adâmica é a morte de Jesus, o homem sem pecado, incluindo os pecados da raça humana, no seu corpo, sobre o madeiro.
Para Lambert “a chave verdadeira para a vida transbordante, para a vida mais abundante, a vida de ressurreição, não é o quanto eu vivo, mas o quanto eu morro. O problema não é como viver a vida cristã. O problema é como morrer. Se você tiver o segredo de morrer com Cristo, não terá de aborrecer a mente sobre como viver a vida cristã”.
Temos que examinar com imparcialidade. São também estes provérbios dos sábios. Parcialidade no julgar não é bom. Provérbios 24:23. Julgar pela aparência é uma temeridade. Ver a conduta e não analisar a fé que procede do coração quebrantado e contrito é muito arriscado. Sem a morte do velho homem não há possibilidade do nascimento do novo, criado em Cristo Jesus. Não há nova criatura sem a morte da velha.
O ser humano nasce no mundo como um ser perverso. Jesus nasceu aqui como justo. Agora estamos com um problema teológico sério em razão de sua morte, diante deste texto de Salomão. O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro. Provérbios 17:15. Como o Senhor pode sair desta abominação que justifica o perverso e condena o justo, sem ferir seu caráter divino?
Jesus era justo, não tinha pecado algum. Nós somos pecadores e por isso, perversos por natureza. Como podemos ser justificados por aquele que não pode ser condenado? Esta é a obra do evangelho da graça. Fomos atraídos por Jesus na cruz e ele assumiu os nossos pecados como se dele fossem. Assim, o justo é condenado como perverso e os perversos são justificados, a ponto de serem feitos justos, pela justiça divina em sua graça.
Esta justiça não é comportamental à primeira vista, mas imputada. Somos justificados pela sua justiça, enquanto ele foi condenado pelos nossos pecados. Mas a coisa vai mais longe, pois ele não somente levou os nossos pecados, mas nós também fomos incluídos em seu corpo para morrermos juntamente com ele.
A minha experiência com Cristo não é uma questão de aparência. Nada tem a ver com a conduta humana, mas com a vida de Cristo. Paulo, vergastando os teóricos da religião que se preocupavam com o comportamento, foi decisivo: Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade. Colossenses 2:23.
A vida do cajueiro é uma questão da semente. Nela está a essência genética da planta e o poder do seu crescimento. A coisa mais importante para a vida do cajueiro é o seu nascimento e, a coisa mais importante para o seu nascimento é a morte da semente. O cajueiro não pode crescer se não nascer e, também, não pode nascer se a semente não morrer. É verdade que o solo, a água e os nutrientes vão ter grande importância no seu desenvolvimento, mas se não nascer, nada disso tem qualquer valor para ele.
Não adianta o tucura querer viver como se fosse um Nelore. Aqui estamos diante de uma questão genética. Se você tem a natureza de Adão, você vai se desenvolver dentro da sua natureza adâmica. Você pode até mascarar muitas coisas, mas será sempre um adâmico. A vida de Cristo é uma questão da Sua natureza. Não adianta tentar imitá-la, pois ela só se manifesta pelo caráter do próprio Cristo, vivendo em nosso ser. Aleluia. Amém. Glenio Fonseca Paranaguá - http://www.palavradacruz.com.br/
terça-feira, 10 de agosto de 2010
O CAOS DAS SOMBRAS
Alguém disse: “as piores mentiras são aquelas que mais se parecem com a verdade”. As parecenças são perigosas ao serem vistas da penumbra. Muitos ingênuos acabam enleados com as teses humanistas, supondo que sejam iguais aos temas do cristianismo.
Jesus estava quase no final do seu ministério terreno, quando fez uma pesquisa de “ibope” a seu respeito. Os resultados mostraram uma salada de opiniões. Havia discordância entre o povo sobre qual dos profetas ele mais se parecia e, então, Jesus pergunta diretamente aos discípulos: – e vocês, o que acham deste assunto?
Simão Pedro não hesitou. – Não tenho dúvidas, o Senhor é o Messias, o Filho de Abba. Jesus ficou pasmo e afirmou: – só pode ter sido o meu Pai quem te confidenciou este segredo. De fato este tópico é tema de revelação. Neste quesito em particular, temos que concordar com João Batista. O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. João 3:27. Era impossível que alguém olhasse para o Jesus histórico dizendo – é o Cristo.
A confissão de Pedro o colocou numa posição distinta, mas perigosa. Jesus lhe mostrou que, deste modo, ele havia se credenciado para receber as chaves do reino dos céus. Como porta voz dos discípulos ele depressa se tornou no porta-chaves das boas novas que abrem os portões do palácio real de Abba. Isto era “demais” para um simples pescador do lago da Galiléia. Há um grande risco para quem se vê grande.
Logo em seguida ao deslumbre petrino, Jesus passa a demonstrar aos seus discípulos, pela primeira vez, o seu verdadeiro plano como o Verbo encarnado. Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. Marcos 8:31.
O que é isto? Pensou Simão. Vou já demover o Mestre desta tolice. Nós, judeus, estamos esperando o Messias, o kaiser mundial, e eu lhe dei a bola nos seus pés para fazer o gol, mas ele vem com essa loucura de morte! Tenho que assessorá-lo nesta tarefa, antes que cometa essa bobagem. Foi neste clima e com toda esperteza de uma “sociedade secreta”, que Pedro chamou Jesus de lado e o reprovou com veemência.
Pedro se precipitou entrando numa fria. Jesus mostrou que ele agora fora porta- voz de Satanás e, que este, tem como objetivo principal cuidar das coisas do homem. Segundo Jesus, Satanás é o patrono do humanismo e o promotor da humanização teosófica.
Vamos definir esse negócio sem afetação. O humanismo é o ser humano sobrecarregado, querendo ser como Deus, enquanto o Cristianismo é Deus humildemente vivendo encarnado. Os dois padrões, porém, são opostos e irreconciliáveis. O problema é que o humanismo se traveste, muitas vezes, de cristianismo, para provocar o caos das sombras.
A especialidade de Lúcifer é a falsificação global. O seu império é a casa das mutretas genéricas, onde tudo é artificial, dissimulado e acobertado. Seus secretários são imitações baratas dos ministros do Cordeiro, mas como dizia Paulo,não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. 2 Coríntios 11:14.
L. Nelson Bell sustentava que “os cristãos precisam reconhecer o fato de que o humanismo não é um aliado na busca de um mundo melhor para viver. É um inimigo mortal, pois é uma religião sem Deus e sem esperança neste mundo e no próximo”.
Um humanista disfarçado de cristão é difícil de ser detectado. Quero, neste estudo, deixar dicas que facilitem àqueles que quiserem seguir as pegadas destas feras no campo da imitação. Elas estão infiltradas em todas as igrejas de Cristo, mas camufladas.
Alguém já levantou a tese de que os humanistas podem imitar quase tudo o que Cristo ensinou por aqui, menos a humilhação. Eles conseguem inclusive falsificar muito bem a humildade, todavia, quando são humilhados viram bicho. Thomas Brooks garantia: “as doutrinas humanas não contêm poder para humilhar”.
Muitos “ministros” da igreja, hoje, são humanistas de carteirinha. Eles até se parecem com os pastores de Cristo, mas basta um confete ateado ou uma espetadela na costela que logo aparecem os caninos arreganhados ou as unhas afiadas. Eles são como lobos em peles de ovelhas, embora se nutram de elogios e se firam com a menor alfinetada.
A louvação pessoal é o combustível da religião humanitária. Aproveitando-se da carência nossa de cada dia, eles lambem suas vítimas como se fossem suas crias. Usam os confetes como moedas podres para comprar escravos baratos. Mas a melação é traventa.
O seu mundo gira sempre em torno da estima pessoal, dos méritos e da premiação dos melhores. Tudo isto com a intenção de idolatrar as personalidades. O homem se torna assim o centro deste universo e “a medida de todas as coisas”, sendo o culto voltado a ele mesmo e não a Deus. A adoração sai do altar e vem para o artista e para a platéia.
Além da estratégia escravocrata, jogada para abocar carentes, há também uma toxicomania estrutural, em razão de serem drogados por reconhecimento. Os humanistas são viciados em honrarias. O que caracteriza um dependente de louvores é sua mania por relatórios e a necessidade de sua exposição pública. Eles jamais oram num quarto fechado, não dão esmola sem tocar trombeta, e nem jejuam com a fisionomia de festa.
Outra marca interessante é a fome do mega. O humanismo vive das cogitações grandiosas da raça humana, morando na encarnação da megalomania. O que ronda nos seus bastidores é a valorização da pessoa a qualquer custo. As profecias humanistas, dadas como certas, sempre se referem a uma grande obra destinada aos seus atores principais. A busca pela grandeza é uma das pegadas fortes nesta marcha humanista, mas desumana.
Pedro estava atônito. O Messias sacrificado era um sacrifício intolerável para quem ambicionava vê-lo como o Supremo Pastor no trono do mundo. Mas, o Cristianismo é assim mesmo. Primeiro, a morte de Adão, depois, a vida ressurreta. Jesus se encarnou para nos libertar do império das trevas e não do império romano. Ele estava decidido a morrer, porque só por sua morte, nós poderíamos morrer para o pecado, incluídos nele.
O Cristianismo não é o conto da badalação do homem, mas a narrativa da humilhação de Deus, a fim de libertar a humanidade obesa da tendência de entronização. Foi motivado por seu amor obstinado que Cristo a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Filipenses 2:8. Essa cruz é o habeas corpus do cristão.
Se o humanismo pretende exaltar a natureza humana, o Cristianismo aparece com uma cruz sangrenta para esvaziá-la de todas as suas pretensões de distinção. Enquanto a horda dos dignitários marcha à caça dos troféus, os mendigos saboreiam as migalhas que caem da mesa, no banquete da graça plena. Quem já foi aceito pela graça do Soberano Senhor não precisa viver em busca da aprovação de quem não pode assentar-se no trono.
A fé cristã não requer anuência dos homens, uma vez que ela já obteve a aceitação divina. Paulo não se evadiu do campo de batalhas, nem se vendeu por menos. Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo. Gálatas 1:10.
Os humanistas alimentam-se das glórias deste mundo. A glória do cristão é a cruz. Paulo, também, sabia disto. Era este o seu modo de vida.Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. Gálatas 6:14. Só um ego sob o ultimato de Cristo crucificado pode suportar o assédio das glórias desta época poluída pelo pecado da grandeza.
Cristo crucificado, porém ressurreto, + o velho homem crucificado com Cristo = Cristão. Cristo + Cristão = Cristianismo. Não eu, mas Cristo é a verdade esclarecida que nos alforria das algemas humanistas. Uma pessoa só é livre quando for livre de si mesma, da sua glória pessoal e da opinião das outras pessoas, quer positiva, quer negativa.
Tudo aquilo que é construído abaixo dos céus é construído muito baixo. A glória deste mundo oxida com o passar das estações. Se quisermos ser libertos, precisamos investir em algo eterno e significativo. O azinhavre toma conta dos metais e a entropia cuida de envelhecer o resto. Todas as coisas se empanam com o tempo. Tudo passa.
O problema é que, muitos de nós tentamos viver com os pés em duas canoas. Ora, queremos nos portar como humanistas, ora, tentamos nos apresentar como cristãos. Mas, isto é impossível, exatamente por causa da glória. Quem vai ser o detentor dela?
João, o evangelista, conta, com exclusividade, que muitas pessoas importantes, no tempo de Jesus, vieram a crer nele, mas não o confessaram, porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus. João 12:43. Esta é uma questão muito importante para analisarmos. Para quem vai a glória, em última análise? Não adianta fazer um discurso correto, o que interessa é o coração. Deus não come bola. Pense nisso!
Veja esse pequeno resumo. Como identificar um líder “cristão” humanista?
1. O mundo é o seu ego. Vive em busca de louvores pessoais e é hipersensível, se contrariado. Não faz amigos, mas aliados. Não se preocupa com pessoas, mas com adeptos, fazendo escravos com elogios baratos.
2. Investe com insistência na valorização dos indivíduos, usando métodos que os façam sentirem-se importantes, mas não se importa com a salvação eterna e a real libertação das almas. Ele se utiliza de um “evangelho” falso para manter os sujeitos conformados e jamais conhecerem a verdade libertadora.
3. É um ser viciado em honrarias e privilégios. Labuta em favor do mérito e nunca da graça. Vive para ser visto, adorado e reconhecido. Tem fome exagerada de grandeza e o seu desempenho visa sempre à sua glória pessoal. Tem um trono na cabeça e a política no coração. Deus é apenas um detalhe. Usa-o!
Glenio Fonseca Paranaguá - http://www.palavradacruz.com.br/
Jesus estava quase no final do seu ministério terreno, quando fez uma pesquisa de “ibope” a seu respeito. Os resultados mostraram uma salada de opiniões. Havia discordância entre o povo sobre qual dos profetas ele mais se parecia e, então, Jesus pergunta diretamente aos discípulos: – e vocês, o que acham deste assunto?
Simão Pedro não hesitou. – Não tenho dúvidas, o Senhor é o Messias, o Filho de Abba. Jesus ficou pasmo e afirmou: – só pode ter sido o meu Pai quem te confidenciou este segredo. De fato este tópico é tema de revelação. Neste quesito em particular, temos que concordar com João Batista. O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. João 3:27. Era impossível que alguém olhasse para o Jesus histórico dizendo – é o Cristo.
A confissão de Pedro o colocou numa posição distinta, mas perigosa. Jesus lhe mostrou que, deste modo, ele havia se credenciado para receber as chaves do reino dos céus. Como porta voz dos discípulos ele depressa se tornou no porta-chaves das boas novas que abrem os portões do palácio real de Abba. Isto era “demais” para um simples pescador do lago da Galiléia. Há um grande risco para quem se vê grande.
Logo em seguida ao deslumbre petrino, Jesus passa a demonstrar aos seus discípulos, pela primeira vez, o seu verdadeiro plano como o Verbo encarnado. Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. Marcos 8:31.
O que é isto? Pensou Simão. Vou já demover o Mestre desta tolice. Nós, judeus, estamos esperando o Messias, o kaiser mundial, e eu lhe dei a bola nos seus pés para fazer o gol, mas ele vem com essa loucura de morte! Tenho que assessorá-lo nesta tarefa, antes que cometa essa bobagem. Foi neste clima e com toda esperteza de uma “sociedade secreta”, que Pedro chamou Jesus de lado e o reprovou com veemência.
Pedro se precipitou entrando numa fria. Jesus mostrou que ele agora fora porta- voz de Satanás e, que este, tem como objetivo principal cuidar das coisas do homem. Segundo Jesus, Satanás é o patrono do humanismo e o promotor da humanização teosófica.
Vamos definir esse negócio sem afetação. O humanismo é o ser humano sobrecarregado, querendo ser como Deus, enquanto o Cristianismo é Deus humildemente vivendo encarnado. Os dois padrões, porém, são opostos e irreconciliáveis. O problema é que o humanismo se traveste, muitas vezes, de cristianismo, para provocar o caos das sombras.
A especialidade de Lúcifer é a falsificação global. O seu império é a casa das mutretas genéricas, onde tudo é artificial, dissimulado e acobertado. Seus secretários são imitações baratas dos ministros do Cordeiro, mas como dizia Paulo,não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. 2 Coríntios 11:14.
L. Nelson Bell sustentava que “os cristãos precisam reconhecer o fato de que o humanismo não é um aliado na busca de um mundo melhor para viver. É um inimigo mortal, pois é uma religião sem Deus e sem esperança neste mundo e no próximo”.
Um humanista disfarçado de cristão é difícil de ser detectado. Quero, neste estudo, deixar dicas que facilitem àqueles que quiserem seguir as pegadas destas feras no campo da imitação. Elas estão infiltradas em todas as igrejas de Cristo, mas camufladas.
Alguém já levantou a tese de que os humanistas podem imitar quase tudo o que Cristo ensinou por aqui, menos a humilhação. Eles conseguem inclusive falsificar muito bem a humildade, todavia, quando são humilhados viram bicho. Thomas Brooks garantia: “as doutrinas humanas não contêm poder para humilhar”.
Muitos “ministros” da igreja, hoje, são humanistas de carteirinha. Eles até se parecem com os pastores de Cristo, mas basta um confete ateado ou uma espetadela na costela que logo aparecem os caninos arreganhados ou as unhas afiadas. Eles são como lobos em peles de ovelhas, embora se nutram de elogios e se firam com a menor alfinetada.
A louvação pessoal é o combustível da religião humanitária. Aproveitando-se da carência nossa de cada dia, eles lambem suas vítimas como se fossem suas crias. Usam os confetes como moedas podres para comprar escravos baratos. Mas a melação é traventa.
O seu mundo gira sempre em torno da estima pessoal, dos méritos e da premiação dos melhores. Tudo isto com a intenção de idolatrar as personalidades. O homem se torna assim o centro deste universo e “a medida de todas as coisas”, sendo o culto voltado a ele mesmo e não a Deus. A adoração sai do altar e vem para o artista e para a platéia.
Além da estratégia escravocrata, jogada para abocar carentes, há também uma toxicomania estrutural, em razão de serem drogados por reconhecimento. Os humanistas são viciados em honrarias. O que caracteriza um dependente de louvores é sua mania por relatórios e a necessidade de sua exposição pública. Eles jamais oram num quarto fechado, não dão esmola sem tocar trombeta, e nem jejuam com a fisionomia de festa.
Outra marca interessante é a fome do mega. O humanismo vive das cogitações grandiosas da raça humana, morando na encarnação da megalomania. O que ronda nos seus bastidores é a valorização da pessoa a qualquer custo. As profecias humanistas, dadas como certas, sempre se referem a uma grande obra destinada aos seus atores principais. A busca pela grandeza é uma das pegadas fortes nesta marcha humanista, mas desumana.
Pedro estava atônito. O Messias sacrificado era um sacrifício intolerável para quem ambicionava vê-lo como o Supremo Pastor no trono do mundo. Mas, o Cristianismo é assim mesmo. Primeiro, a morte de Adão, depois, a vida ressurreta. Jesus se encarnou para nos libertar do império das trevas e não do império romano. Ele estava decidido a morrer, porque só por sua morte, nós poderíamos morrer para o pecado, incluídos nele.
O Cristianismo não é o conto da badalação do homem, mas a narrativa da humilhação de Deus, a fim de libertar a humanidade obesa da tendência de entronização. Foi motivado por seu amor obstinado que Cristo a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Filipenses 2:8. Essa cruz é o habeas corpus do cristão.
Se o humanismo pretende exaltar a natureza humana, o Cristianismo aparece com uma cruz sangrenta para esvaziá-la de todas as suas pretensões de distinção. Enquanto a horda dos dignitários marcha à caça dos troféus, os mendigos saboreiam as migalhas que caem da mesa, no banquete da graça plena. Quem já foi aceito pela graça do Soberano Senhor não precisa viver em busca da aprovação de quem não pode assentar-se no trono.
A fé cristã não requer anuência dos homens, uma vez que ela já obteve a aceitação divina. Paulo não se evadiu do campo de batalhas, nem se vendeu por menos. Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo. Gálatas 1:10.
Os humanistas alimentam-se das glórias deste mundo. A glória do cristão é a cruz. Paulo, também, sabia disto. Era este o seu modo de vida.Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. Gálatas 6:14. Só um ego sob o ultimato de Cristo crucificado pode suportar o assédio das glórias desta época poluída pelo pecado da grandeza.
Cristo crucificado, porém ressurreto, + o velho homem crucificado com Cristo = Cristão. Cristo + Cristão = Cristianismo. Não eu, mas Cristo é a verdade esclarecida que nos alforria das algemas humanistas. Uma pessoa só é livre quando for livre de si mesma, da sua glória pessoal e da opinião das outras pessoas, quer positiva, quer negativa.
Tudo aquilo que é construído abaixo dos céus é construído muito baixo. A glória deste mundo oxida com o passar das estações. Se quisermos ser libertos, precisamos investir em algo eterno e significativo. O azinhavre toma conta dos metais e a entropia cuida de envelhecer o resto. Todas as coisas se empanam com o tempo. Tudo passa.
O problema é que, muitos de nós tentamos viver com os pés em duas canoas. Ora, queremos nos portar como humanistas, ora, tentamos nos apresentar como cristãos. Mas, isto é impossível, exatamente por causa da glória. Quem vai ser o detentor dela?
João, o evangelista, conta, com exclusividade, que muitas pessoas importantes, no tempo de Jesus, vieram a crer nele, mas não o confessaram, porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus. João 12:43. Esta é uma questão muito importante para analisarmos. Para quem vai a glória, em última análise? Não adianta fazer um discurso correto, o que interessa é o coração. Deus não come bola. Pense nisso!
Veja esse pequeno resumo. Como identificar um líder “cristão” humanista?
1. O mundo é o seu ego. Vive em busca de louvores pessoais e é hipersensível, se contrariado. Não faz amigos, mas aliados. Não se preocupa com pessoas, mas com adeptos, fazendo escravos com elogios baratos.
2. Investe com insistência na valorização dos indivíduos, usando métodos que os façam sentirem-se importantes, mas não se importa com a salvação eterna e a real libertação das almas. Ele se utiliza de um “evangelho” falso para manter os sujeitos conformados e jamais conhecerem a verdade libertadora.
3. É um ser viciado em honrarias e privilégios. Labuta em favor do mérito e nunca da graça. Vive para ser visto, adorado e reconhecido. Tem fome exagerada de grandeza e o seu desempenho visa sempre à sua glória pessoal. Tem um trono na cabeça e a política no coração. Deus é apenas um detalhe. Usa-o!
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