O Onipotente de cócoras asseando os pés imundos dos discípulos insolentes é uma cena sem precedente na história deste mundo drogado por egolatria.
O pior é que a sua postura é o modelo do seu discipulado. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. João 13:14 . Até aqui, tudo bem, posso admitir o Criador agachado servindo a sua criatura. Ele se basta a si mesmo. O xis da questão é ver a cria sobrepujada, querendo ser o Autor da criação, se ajoelhando perante outro ente doente de ego, para lhe banhar os pés.
Se o assunto ficasse só com o Soberano era mais fácil para nós os soberbos, admitirmos este gesto de humilhação. Deus tem aseidade, isto é, ele não carece de nada, nem coisa alguma lhe diminui. Mesmo o Deus encolhido no corpo de uma criatura não sofre uma mudança de essência, tampouco deixa de ter a plenitude da Divindade. Ele se basta a si mesmo.
A complicação fica sempre conosco, pigmeus morais, ambicionando o trono eterno do Deus Altíssimo. O pecado nos tornou alpinistas juramentados. Somos uma raça anã, vivendo um pesadelo de gigantismo. Sofremos de esporulofobia, ou o medo dos micra que definem a célula imperceptível de uma vidinha medíocre. A invisibilidade social nos atrapalha demais.
O ostracismo nos incomoda nas entranhas. Uma biografia sem palco e sem holofote é insuportável para as brisas que sonham serem ventanias e os ventos que se veem como vendavais. Deus me livre da insignificância! Esta a enfermidade da alma mais difícil de ser curada.
A aula do lava-pés é uma desconstrução do velho paradigma. Cristo Jesus é uma pessoa encarnando duas naturezas simultaneamente. Cristo é a divina encolhida, enquanto Jesus é a humana sarada. O Deus-Homem não teme a humilhação, nem busca a exaltação. O alcance da Sua pessoa histórica é o modelo de nosso ensaio como filhos de Abba.
A bacia, a tolha e o contentamento de ficar agachado, lavando os pés emporcalhados dos semelhantes, arrogantes como eu e você, é o teste de qualidade que me vai dizer como saio na foto junto àqueles que são chamados filhos de Deus.
Não há alternativa. Os discípulos do Cordeiro são alunos do lava-pés. Esta matéria, porém não tem graduação e, se nós não nos humilharmos, seremos humilhados. Sendo assim, é melhor nos curvarmos antes que sejamos encurvado pelos sofrimentos que nos conduzirão ao patamar da humilhação.
Abba, querido, ficar de cócoras com a bacia e a toalha lavando pés sujos de sujeitos soberbos como eu e como a torcida inteira do ego, é muito para a minha empáfia. Posso até lavar os pés dos outros por interesse, pois eu quero um lugar de honra na tua Casa. Mas, tenho dificuldade extrema de fazer por dever. É cansativo demais. Por medo, nem pensar. No amor não existe medo. Ora, se o Senhor é amor, só quero fazer as coisas por amor, sob o teu investimento. Derrama o teu amor em meu pobre coração e me faça de fato um contente lavador de pés, para tua honra e glória somente.
No nome doce do teu Filho amado, Jesus. Amém
Do aprendiz de lava-pés, Glênio Paranaguá
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
O APRENDIZ DE LAVA-PÉS. I
A última lição prática que Cristo Jesus deu aos seus apóstolos inchados, antes da cruz, foi a do lava-pés. Durante o seu ministério terreno, de três anos e meio, houve três crises de megalomania entre os seus discípulos. A questão recorrente discorria sempre sobre o saber quem era o maior, o mais notável, o pajé da aldeia ou o cacique da tribo. Sempre a mesma coisa. Que assunto indigesto.
A obesidade emocional é muito mais séria do que a gordura física. Há um perigo muito maior para a saúde como um todo, ao se perceber o intumescimento psicológico, isto é, o ensoberbecer-se sobre os outros, do que, em relação à adiposidade orgânica. É preferível um rei-momo rechonchudo, roliço e barrigudo do que o reinado de uma mente soberba, grossa de ambições e avantajada em seus desejos de grandeza.
Como o mendigo se aposentou de sua calçada para não fazer nada mais além de descansar, se matriculou na escola do aprendiz de lava-pés e, vai continuar historiando. (Só o presidente pode continuar voado).
O ser mendigo é descansar na esmola da graça plena, enquanto o ser lavador de pés é aprender a ralar com júbilo na missão da dependência filial, financiada pela misericórdia que se renova a cada alvorecer. No mundo da roda dentada, o ser humano em pé, empertigado, vale pelos seus méritos e por sua vanglória. Vive em busca de pódio.
Por outro lado, no mundo do pão partido e do vinho derramado, a pessoa só vale ajoelhada e de cócoras, orando ao Pai e lavando os pés dos indigentes, movida por amor incondicional, sem a necessidade de relatórios ou a exposição de suas causas pessoais.
Na escola, As Migalhas Que Caem Da Mesa, se aprende que: a grandeza está nos pés e não na cabeça. Os pés lavados são mais importantes do que os cabelos penteados sobre o topete da cabeça ensoberbecida. A humildade válida, no Reino de Deus, só valida o valor do capacho limpa-pés, nunca do capricho lustra-móveis, reivindicado apenas pelas mentes altivas ou enaltecidas que exigem reconhecimento.
O modelo da grandeza apresentado pelo Maioral dos maiorais é uma bacia com água limpa, uma toalha cingida pela cintura e a disposição de se encolher até aos pés dos pedantes, para limpar a poeira dos pés sujos. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. João 13:5.
O Senhor do Universo, o Criador do Mundo, o Verbo Onipotente em carne vivente, assumindo a postura do escravo mais baixo ou o inferior da Casa, o servente mais desprezível de todos, acocora-se aos pés da criatura, para estender a sua linha graduada, a escala de maior grandeza na administração da economia divina. Ser o maior no Reino da graça é torna-se um aluno do lava-pés, louvando de coração, pelo status semelhante ao posto do Deus agachado.
A pessoa mais elevada no Reino de Deus, segundo o Rei dos reis, o Senhor dos senhores. Segundo o Servo dos servos que não servem, nem mesmo para servir no serviço mais baixo da Casa, é aquela que se importa com aquilo que, diante dos homens orgulhosos e importantes, não tem a menor importância, ou seja, o lavar os pés da gentinha, que ele tanto ama.
Mestre e Senhor da humildade eterna, pedimos-te: ensina-nos, como aprendizes do lava-pés, a nos desvestirmos da túnica de nossa dignidade terrena. Precisamos ser desconstruídos em nossa importância pessoal, que tanto nos exalta. Rogamos também, que, enquanto estivermos sendo vestidos, no recinto da graça, com o avental da tua própria modéstia e revestidos do poder do Paracleto invisível, que possamos servir aos indigentes, neste mundo presunçoso, sem a preocupação com os holofotes acesos e as câmeras ligadas, com toda a diligência e elegância da tua nobreza celestial.
No teu nome santo. Amém.
Do aprendiz de lava-pés, Glênio Paranaguá.
O APRENDIZ DE LAVA-PÉS. II
A crise é antiga. O gênero adâmico não aprecia viver ao rés do chão. Ele foi feito do pó da terra. Vive sujo, mas detesta aspirar a poeira dos pés alheios, enquanto aspira ao trono da glória, como se fosse um deusinho soberano. O ar de importância faz parte do DNA da raça caída, que adora construir jiraus e palanques para se apresentar saliente.
A síndrome do púlpito, o desejo da plataforma, o gosto pelos palcos e a ânsia por serem vistos, a qualquer custo, como artistas Vips ou gente importante são procedimentos do complexo de inferioridade que se alastrou nos anões que sonham sendo gigantes.
Os discípulos de Jesus, Deus encolhido num homem, conviviam com o conflito permanente de altar. Eles queriam ser ou saber quem era o maior. Por três vezes a crise se instalou no colégio apostólico, gerando disputa, olho gordo e dor de cotovelo entre eles.
Na primeira tensão, Jesus pegou uma criancinha e colocou no meio deles, dizendo: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3. O modelo de grandeza aqui foi um bebê, todavia, eles estavam embebedados pelos conceitos dos governos terrenos. Para o mundo inchado, grande é quem senta em tronos e tem muitos servos a seu serviço.
A segunda articulação visava à posição de nobreza dos filhos de Zebedeu, ambos, “Zé ninguém”. Pretendiam assumir dois ministérios como Plenipotenciários. Jesus mostrou, neste caso, que grande, no reino de Deus não é quem tem muitos servos, mas quem serve a muitos, com um espírito de humildade. Eles, porém, jaziam sem entender nada.
Vem a terceira convulsão de altivez e Jesus toma uma bacia com água e uma toalha, a fim de demonstrar, na prática, o que é a grandeza no âmbito da Trindade.
Se quisermos ser reconhecidos como discípulos de Jesus, teremos que aprender esta lição elementar. Água, bacia e toalha. Retire a túnica da pomba e aprenda a ficar de cócoras, com a popa quase no chão, olhando, não para a cabeça das pessoas, mas para os seus pés sujos. Aqui reside o padrão da realeza diante do trono celestial.
O Deus que lavou os pés dos perturbados pelo poder, que ansiavam ser graúdos neste mundo, é o Criador do Universo, o Senhor da história, por isso mesmo, não há opção para os seus discípulos. A grandeza nos céus é às avessas ou de cabeça para baixo.
Como aprendizes, nós fomos escolhidos para a missão de lavar os pés empoeirados de todos, inclusive daqueles que têm os seus pés rachados, imundos, mal cheirosos, defeituosos, sangrentos, embora, sempre amados, muito amados, os mais amados por Aquele que teve os seus pés transpassados por um amor jamais superado.
Se você e eu somos discípulos do Deus acocorado aos pés dos perversos pecadores, então dispamos dessa roupagem de Sua Majestade terrena e, revistamo-nos dos trajes simples de Sua Alteza, o Mendigo, cheio de graça, humildade e mansidão.
Ó Senhor da submissão, tu disseste: eu nada fiz aqui terra que não tivesse visto meu Pai fazer. (Sem dúvida, lá no céu). Então, a idéia de lavar os pés dos teus discípulos arrogantes, naquele dia, foi do teu Pai, arraigado de amor eterno. Agora, em teu nome, como aprendizes do lava-pés, suplicamos que o teu Aba nos dê da tua modéstia, a ponto de lavarmos os pés dos irmãos, dos amigos e também dos nossos inimigos, com a mesma postura e o mesmo desprendimento que o Senhor demonstrou. Se não for por teu milagre, ninguém conseguirá esta façanha como um filho de Aba.
No teu nome, que é sobre todo nome. Amém.
Do aprendiz de lava-pés, Glênio Paranaguá
terça-feira, 2 de novembro de 2010
SUA ALTEZA, O MENDIGO. L
Sua Alteza chegou ao fim da picada. Depois de cinquenta esboços em busca da ética, até o u perdeu o trema. No Brasil, já ninguém mais treme diante da miséria moral. Tudo não passa de tramas, trambiques, trapaças e trombadas dos trombadinhas do poder.
A fome zero providenciou uma esmola de tacos e ticos em bolsas furadas, que não satisfaz o apetite do faminto, mas lhe dá a sensação de um miserável apadrinhado, enquanto as cuecas e meias saem abarrotadas para os bancos que bancam a bancarrota das bancadas na política de um país imoral. O velho mendigo tem vergonha de ser brasileiro.
Eu tenho fome de significado eterno. Tenho muita fome do Pão do céu. O Pão nosso de Cada dia. O pão da padaria só me sacia por algum tempo. Eu como só para continuar a carreira, mas a minha fome é de Alguém que me ame com amor incondicional e sem tempo de validade, além do que, eu possa amá-lo com a fúria de um ser, plenamente amado.
Por isso mesmo, o mendigo velho vai se jubilar de sua calçada. Aposentadoria compulsória. Chega de mendicância toda semana. Depois do estresse e da pausa para meditar, o melhor é ir se reformando como mendigo e mudar de assunto.
O tema encontra-se sem ibope, o que, na verdade, é uma honra, mas ser pobre na terra, embora sendo nobre no céu seja a bem-aventurança de uma espécie em extinção, que talvez, ainda espere pela o raiar de um novo Dia. Mas a noite escura do humanismo iluminista vem turvando a via-sacra da fé singela dos peregrinos. Até aqueles que se dizem pastores do rebanho do Cordeiro, viraram lobos banqueteando a carniça nos palácios.
Quando menino, no interior do estado mais pobre do país verde, amarelo e azul, aprendi que: “quem tem boca vai a Roma”, mas aprendi errado. Diz outro adágio: “quem conta um conto, aumenta um ponto”. Aumenta e distorce o que ouve e o que conta. O prof. Pasquale, retificando o erro de quem pensava ser o certo, diz que o certo é: “quem tem boca vaia Roma”. Vaia não é uma questão de comunicação, mas de indignação.
Vaiar é a expressão de repulsa que pulsa no coração revoltado por causa da injustiça que agita todos os poderes da nação. Na verdade, isto é uma danação moral jamais vista na romaria rumo ao novo Império Romano, com os seus dez artelhos se mexendo por baixo. O profeta tem razão: Como os artelhos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil. Daniel 2:42. Forte na imoralidade, fraco na moral.
O mundo jaz no Maligno, diz o apóstolo João ninguém, para quem se acha alguém neste mundo imundo. Sem dúvida a democracia é coisa do Demo. Demorou, mas o projeto da Nova Ordem Mundial vai se configurando paulatinamente, enquanto o pau latino vai caindo na mente de quem se meta a resistir mentira do sistema. O caos é a ordem do dia e o ilegal, a normalidade. Bem feito para quem dá crédito ao iluminismo!
Tchau, mendiguinhos bucólicos. Até depois do rapto, não das Sabinas, nem dos sabidos, mas dos sábios que crêem. Se não for incômodo, leiam o profeta Daniel, pois ele descreve, com detalhes, os capítulos do plano.
Um ósculo para todos. Ósculo me parece mais comovente do que beijos.
Do mendigo velho, agora inativo. Glenio Paranaguá
P.S Para os menos avisados, o rapto é o arrebatamento dos santos. Para mim, antes da tribulação. (Só para provocar quem pensa diferente). Azar o seu.
A fome zero providenciou uma esmola de tacos e ticos em bolsas furadas, que não satisfaz o apetite do faminto, mas lhe dá a sensação de um miserável apadrinhado, enquanto as cuecas e meias saem abarrotadas para os bancos que bancam a bancarrota das bancadas na política de um país imoral. O velho mendigo tem vergonha de ser brasileiro.
Eu tenho fome de significado eterno. Tenho muita fome do Pão do céu. O Pão nosso de Cada dia. O pão da padaria só me sacia por algum tempo. Eu como só para continuar a carreira, mas a minha fome é de Alguém que me ame com amor incondicional e sem tempo de validade, além do que, eu possa amá-lo com a fúria de um ser, plenamente amado.
Por isso mesmo, o mendigo velho vai se jubilar de sua calçada. Aposentadoria compulsória. Chega de mendicância toda semana. Depois do estresse e da pausa para meditar, o melhor é ir se reformando como mendigo e mudar de assunto.
O tema encontra-se sem ibope, o que, na verdade, é uma honra, mas ser pobre na terra, embora sendo nobre no céu seja a bem-aventurança de uma espécie em extinção, que talvez, ainda espere pela o raiar de um novo Dia. Mas a noite escura do humanismo iluminista vem turvando a via-sacra da fé singela dos peregrinos. Até aqueles que se dizem pastores do rebanho do Cordeiro, viraram lobos banqueteando a carniça nos palácios.
Quando menino, no interior do estado mais pobre do país verde, amarelo e azul, aprendi que: “quem tem boca vai a Roma”, mas aprendi errado. Diz outro adágio: “quem conta um conto, aumenta um ponto”. Aumenta e distorce o que ouve e o que conta. O prof. Pasquale, retificando o erro de quem pensava ser o certo, diz que o certo é: “quem tem boca vaia Roma”. Vaia não é uma questão de comunicação, mas de indignação.
Vaiar é a expressão de repulsa que pulsa no coração revoltado por causa da injustiça que agita todos os poderes da nação. Na verdade, isto é uma danação moral jamais vista na romaria rumo ao novo Império Romano, com os seus dez artelhos se mexendo por baixo. O profeta tem razão: Como os artelhos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil. Daniel 2:42. Forte na imoralidade, fraco na moral.
O mundo jaz no Maligno, diz o apóstolo João ninguém, para quem se acha alguém neste mundo imundo. Sem dúvida a democracia é coisa do Demo. Demorou, mas o projeto da Nova Ordem Mundial vai se configurando paulatinamente, enquanto o pau latino vai caindo na mente de quem se meta a resistir mentira do sistema. O caos é a ordem do dia e o ilegal, a normalidade. Bem feito para quem dá crédito ao iluminismo!
Tchau, mendiguinhos bucólicos. Até depois do rapto, não das Sabinas, nem dos sabidos, mas dos sábios que crêem. Se não for incômodo, leiam o profeta Daniel, pois ele descreve, com detalhes, os capítulos do plano.
Um ósculo para todos. Ósculo me parece mais comovente do que beijos.
Do mendigo velho, agora inativo. Glenio Paranaguá
P.S Para os menos avisados, o rapto é o arrebatamento dos santos. Para mim, antes da tribulação. (Só para provocar quem pensa diferente). Azar o seu.
PELAS OBRAS OU PARA AS OBRAS?
"Mas se é pela graça, já não é pelas obras, de outra maneira, a graça já não é graça. Romanos 11:6".
Esta declaração inevitavelmente traz consigo uma conclusão lógica: se é pelas obras, a graça deixa de atuar. De outra maneira, as obras já não são obras. O ponto principal é: ou será por “graça” ou será por “obras”. Não podem ser as duas coisas ao mesmo tempo. São duas eternas antíteses, e, se for por uma, não poderá ser por outra.
A graça é uma atitude Divina para com os homens. No que se refere à salvação, a iniciativa é sempre de Deus. A essência da doutrina da graça é o agir de Deus em favor da humanidade caída.
A manifestação dessa graça é justamente observada na obra redentora e salvadora de Cristo Jesus nosso Senhor para conosco, pecadores falidos e perdidos por natureza, pois segundo a Bíblia, o homem, na sua essência, está morto em delitos e pecados. Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Efésios 2:1-3. Esta é a real condição de toda pessoa que nasce neste mundo e não há nada que se possa fazer para mudar essa situação.
O que então pode despertar um ser como este? A resposta vem no versículo seguinte: Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Efésios 2:4-6. A salvação foi iniciada por Deus. Foi Ele quem fez algo. Foi o Pai quem enviou seu Filho Amado para morrer e ressuscitar e nos fazer morrer e ressuscitar juntamente com Ele.
O que seriade nós sem a graça de Deus? O apóstolo Paulo sabia que ele era o que era, por causa da infinita graça de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo. 1 Coríntios: 15:10. Neste relato do apóstolo, observa-se que a graça de Deus não é algo estático, ela gera efeitos, gera resposta em nossos corações. Paulo enfatiza que trabalhou muito mais do que todos, mas deixa claro que foi a ação da graça de Deus agindo nele.
Atualmente, o povo de Deus vive uma graça inconsequente. Observamos pessoas anulando e fazendo da graça de Deus algo vão e vazio. Porque uma coisa é certa, todas as vezes que usamos a graça de Deus para um proveito próprio, nós a anulamos. O cristão sempre será alguém devedor da graça e da misericórdia de Deus. Todas as vezes que ele olhar para trás, terá que dizer inevitavelmente, “sou o que sou pela graça de Deus”.
Outrora nós também éramos insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Mas quando apareceu a benignidade de Deus, nosso Salvador, e seu amor para com todos não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo, que ele derramou ricamente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso salvador. Tito 3:3-6.
Jamais poderemos nos jactar do que somos, pois seremos devedores eternos da graça de Deus. Até mesmo quando somos chamados a operar a nossa salvação com temor e tremor, este chamado é inteiramente pela graça maravilhosa de Deus. Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Filipenses 2:12-13. Precisamos entender que jamais poderemos, pelos nossos próprios esforços, adquirir a salvação. Paulo, nesta passagem, não está exortando os membros da igreja de Filipos a produzirem sua própria salvação, mas sim os exortando a porem em ação a salvação que já possuíam. Ele não está escrevendo para pessoas que se tornariam cristãs, mas para pessoas que já eram cristãs. Estava dizendo que agora eles podem aperfeiçoar, efetuar, levar a um resultado completo, ou finalizar algo que já fora neles iniciado. Somos exortados a não receber a graça de Deus em vão, a não anularmos a graça de Deus. E nós, cooperando com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão. 2ª. Coríntios 6:1.
Em parte alguma o Novo Testamento apresenta a vida cristã e a salvação como algo que adquirimos como fruto do nosso esforço ou desempenho pessoal. Pelo contrário, somos informados de que: Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus. Filipenses 1:6. Não existe nada que Deus exija em sua Santa Palavra que Ele mesmo, por sua graça, venha nos capacitar a cumprir para que nós O glorifiquemos. Por isto, não existe preço algum a ser pago. Paulo deixa bem claro que quem opera tanto o querer como o efetuar é Deus. Dizendo isto, ele quer tirar os holofotes de si e mirá-los para Aquele que é o único digno de receber toda glória e honra. É Deus quem opera em vós, não eu. Não é Paulo, mas Deus. Muitas vezes, Deus faz a obra e as pessoas dão o crédito aos homens. O pior é quando os homens buscam auferir para si o crédito que só pode ser dado ao Cordeiro. Os homens são apenas canais por onde flui a água viva que dessedenta. Os homens podem ser e, de fato, são úteis na proclamação do Evangelho, porém meros instrumentos nas mãos de Deus.
O que vemos hoje é uma dependência doentia de homens, os quais, muitas vezes, ficam como cães a lamber seus donos por interesses próprios e para a satisfação de seus egos, porque não foram crucificados com Cristo. Paulo sabia muito bem desse perigo e desse favoritismo do inferno ao escrever: Afinal de contas, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e isto conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento. Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. 1 Coríntios 3:5-7. Hoje em dia, há uma dependência exagerada e um foco desmedido em homens ao invés de Cristo. Os homens caem ou se vão e seus dependentes tendem a entrar em colapso ou em depressão, justamente porque seus olhos estão fitos não Naquele que pode todas as coisas, mas naqueles cujo o fôlego está nas narinas. A Palavra de Deus nos exorta a olharmos fixamente para Jesus. Olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Hebreus 12:2.
Nossa salvação é pelas obras ou para as obras? Deixemos a própria Palavra de Deus responder a esta pergunta. Pois é pela graça que sois salvos, por meio de fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus, não das obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Efésios 2:8-10. Não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras, que o próprio Deus, em sua sabedoria eterna, deixou preparadas para nós. Por isto, todo nosso crescimento precisa estar focado nesta graça maravilhosa de Deus e não somente no conhecimento de Deus. Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade. Amém. 2 Pedro 3:18.
Gostamos muito da palavra maturidade, crente maduro. O que vem a ser um crente maduro? Quando o apóstolo Paulo fala sobre seu crescimento, usa uma ordem muito esquisita. Primeiro, diz que é “o menor dos apóstolos”, que não era nem digno de ser chamado de apóstolo. Passado aproximadamente cinco anos, refere a si mesmo como “o menor de todos os santos”.Perto do fim de sua vida, considera-se “o principal dos pecadores”. Existe sem sombra de dúvidas um crescimento, mas um crescimento para baixo. Nosso Senhor explicou muito bem isso ao dizer: Mas ele me disse: a minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Portanto, de vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:9.
Maturidade é dependência da graça de Deus. Quanto mais aprendemos a depender da graça de Deus, mais maduros nos tornamos. Somos chamados por Deus para comunhão e não para perfeição. A perfeição é o resultado da comunhão e não vice-versa. Quando Abrão tinha noventa e nove anos de idade, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Eu sou o Deus Todo Poderoso, anda na minha presença, e sê perfeito. Gênesis 17:1. A perfeição vem pela comunhão, pela entrega, pelo confiar diário Nele de todo nosso coração, sem nos estribarmos no nosso próprio entendimento, mas reconhecendo-O em todos os nossos caminhos, para que somente Ele endireite nossas veredas, e toda glória possa ser dada a Ele. Porque dele e por ele e para ele são todas as coisas. Glória, pois a ele eternamente. Amém! Romanos 11:36. Maurício Torres http://www.palavradacruz.com.br/
Esta declaração inevitavelmente traz consigo uma conclusão lógica: se é pelas obras, a graça deixa de atuar. De outra maneira, as obras já não são obras. O ponto principal é: ou será por “graça” ou será por “obras”. Não podem ser as duas coisas ao mesmo tempo. São duas eternas antíteses, e, se for por uma, não poderá ser por outra.
A graça é uma atitude Divina para com os homens. No que se refere à salvação, a iniciativa é sempre de Deus. A essência da doutrina da graça é o agir de Deus em favor da humanidade caída.
A manifestação dessa graça é justamente observada na obra redentora e salvadora de Cristo Jesus nosso Senhor para conosco, pecadores falidos e perdidos por natureza, pois segundo a Bíblia, o homem, na sua essência, está morto em delitos e pecados. Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Efésios 2:1-3. Esta é a real condição de toda pessoa que nasce neste mundo e não há nada que se possa fazer para mudar essa situação.
O que então pode despertar um ser como este? A resposta vem no versículo seguinte: Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Efésios 2:4-6. A salvação foi iniciada por Deus. Foi Ele quem fez algo. Foi o Pai quem enviou seu Filho Amado para morrer e ressuscitar e nos fazer morrer e ressuscitar juntamente com Ele.
O que seriade nós sem a graça de Deus? O apóstolo Paulo sabia que ele era o que era, por causa da infinita graça de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo. 1 Coríntios: 15:10. Neste relato do apóstolo, observa-se que a graça de Deus não é algo estático, ela gera efeitos, gera resposta em nossos corações. Paulo enfatiza que trabalhou muito mais do que todos, mas deixa claro que foi a ação da graça de Deus agindo nele.
Atualmente, o povo de Deus vive uma graça inconsequente. Observamos pessoas anulando e fazendo da graça de Deus algo vão e vazio. Porque uma coisa é certa, todas as vezes que usamos a graça de Deus para um proveito próprio, nós a anulamos. O cristão sempre será alguém devedor da graça e da misericórdia de Deus. Todas as vezes que ele olhar para trás, terá que dizer inevitavelmente, “sou o que sou pela graça de Deus”.
Outrora nós também éramos insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Mas quando apareceu a benignidade de Deus, nosso Salvador, e seu amor para com todos não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo, que ele derramou ricamente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso salvador. Tito 3:3-6.
Jamais poderemos nos jactar do que somos, pois seremos devedores eternos da graça de Deus. Até mesmo quando somos chamados a operar a nossa salvação com temor e tremor, este chamado é inteiramente pela graça maravilhosa de Deus. Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Filipenses 2:12-13. Precisamos entender que jamais poderemos, pelos nossos próprios esforços, adquirir a salvação. Paulo, nesta passagem, não está exortando os membros da igreja de Filipos a produzirem sua própria salvação, mas sim os exortando a porem em ação a salvação que já possuíam. Ele não está escrevendo para pessoas que se tornariam cristãs, mas para pessoas que já eram cristãs. Estava dizendo que agora eles podem aperfeiçoar, efetuar, levar a um resultado completo, ou finalizar algo que já fora neles iniciado. Somos exortados a não receber a graça de Deus em vão, a não anularmos a graça de Deus. E nós, cooperando com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão. 2ª. Coríntios 6:1.
Em parte alguma o Novo Testamento apresenta a vida cristã e a salvação como algo que adquirimos como fruto do nosso esforço ou desempenho pessoal. Pelo contrário, somos informados de que: Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus. Filipenses 1:6. Não existe nada que Deus exija em sua Santa Palavra que Ele mesmo, por sua graça, venha nos capacitar a cumprir para que nós O glorifiquemos. Por isto, não existe preço algum a ser pago. Paulo deixa bem claro que quem opera tanto o querer como o efetuar é Deus. Dizendo isto, ele quer tirar os holofotes de si e mirá-los para Aquele que é o único digno de receber toda glória e honra. É Deus quem opera em vós, não eu. Não é Paulo, mas Deus. Muitas vezes, Deus faz a obra e as pessoas dão o crédito aos homens. O pior é quando os homens buscam auferir para si o crédito que só pode ser dado ao Cordeiro. Os homens são apenas canais por onde flui a água viva que dessedenta. Os homens podem ser e, de fato, são úteis na proclamação do Evangelho, porém meros instrumentos nas mãos de Deus.
O que vemos hoje é uma dependência doentia de homens, os quais, muitas vezes, ficam como cães a lamber seus donos por interesses próprios e para a satisfação de seus egos, porque não foram crucificados com Cristo. Paulo sabia muito bem desse perigo e desse favoritismo do inferno ao escrever: Afinal de contas, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e isto conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento. Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. 1 Coríntios 3:5-7. Hoje em dia, há uma dependência exagerada e um foco desmedido em homens ao invés de Cristo. Os homens caem ou se vão e seus dependentes tendem a entrar em colapso ou em depressão, justamente porque seus olhos estão fitos não Naquele que pode todas as coisas, mas naqueles cujo o fôlego está nas narinas. A Palavra de Deus nos exorta a olharmos fixamente para Jesus. Olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Hebreus 12:2.
Nossa salvação é pelas obras ou para as obras? Deixemos a própria Palavra de Deus responder a esta pergunta. Pois é pela graça que sois salvos, por meio de fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus, não das obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Efésios 2:8-10. Não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras, que o próprio Deus, em sua sabedoria eterna, deixou preparadas para nós. Por isto, todo nosso crescimento precisa estar focado nesta graça maravilhosa de Deus e não somente no conhecimento de Deus. Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade. Amém. 2 Pedro 3:18.
Gostamos muito da palavra maturidade, crente maduro. O que vem a ser um crente maduro? Quando o apóstolo Paulo fala sobre seu crescimento, usa uma ordem muito esquisita. Primeiro, diz que é “o menor dos apóstolos”, que não era nem digno de ser chamado de apóstolo. Passado aproximadamente cinco anos, refere a si mesmo como “o menor de todos os santos”.Perto do fim de sua vida, considera-se “o principal dos pecadores”. Existe sem sombra de dúvidas um crescimento, mas um crescimento para baixo. Nosso Senhor explicou muito bem isso ao dizer: Mas ele me disse: a minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Portanto, de vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:9.
Maturidade é dependência da graça de Deus. Quanto mais aprendemos a depender da graça de Deus, mais maduros nos tornamos. Somos chamados por Deus para comunhão e não para perfeição. A perfeição é o resultado da comunhão e não vice-versa. Quando Abrão tinha noventa e nove anos de idade, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Eu sou o Deus Todo Poderoso, anda na minha presença, e sê perfeito. Gênesis 17:1. A perfeição vem pela comunhão, pela entrega, pelo confiar diário Nele de todo nosso coração, sem nos estribarmos no nosso próprio entendimento, mas reconhecendo-O em todos os nossos caminhos, para que somente Ele endireite nossas veredas, e toda glória possa ser dada a Ele. Porque dele e por ele e para ele são todas as coisas. Glória, pois a ele eternamente. Amém! Romanos 11:36. Maurício Torres http://www.palavradacruz.com.br/
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
NA TRIBO DA TRIBULAÇÃO
Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por tribulações; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo. João 16:33.
Jesus falou de um tempo de tribulações, onde os seus discípulos seriam expulsos das sinagogas, levados aos tribunais e perseguidos, através de várias formas atrozes.
Ele afirmou que estas tribulações advinham do fato de seus discípulos não fazerem parte do sistema que governa este mundo, ou não serem do mundo. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia. João 15:19.
A igreja é a seleção dos indigentes. Jesus escolheu os piores do mundo para receberem de graça, a sua graça, a fim de tomarem parte de um novo fato espiritual. Esta coletividade é a tribo dos eleitos pela graça, que vive só por meio da graça. Seu estilo de vida fere a pose mundana do merecimento, que acaba perseguindo os aceitos incondicionais.
O mundo é a expressão do mérito pessoal. Caim matou Abel só por causa dos merecimentos que lhe eram próprios. Ele não poderia aceitar que o seu irmão pudesse ter sido aceito pela graça, enquanto ele fosse rejeitado pelos seus méritos. A graça ofende ao mérito em sua essência. Como pode o indigno ser benquisto e o digno ser malvisto?
A questão está na origem do desempenho. A graça se baseia nos feitos de Deus, enquanto os méritos, nos feitos humanos. E os feitos exigem glória. O mundo existe por causa do mérito incrustado nos valores humanos. A igreja subsiste por causa da opulência dos favores divinos. Assim, o que tem valor não tolera viver de favor. De quem é a glória?
O mérito não suporta a premiação de quem tem demérito. Favorecer o indigno é uma das maiores ofensas para o valoroso. Nada pode ser mais ultrajante no mundo, do que a aprovação do vil. Como a graça aceita o pecador desprezível pelo favor de Cristo, quem tem valor, não pode apoiar tal aceitação, e, deste modo, deflagra-se a aversão.
A igreja é uma reunião da triagem dos rebotalhos ou escorias do mundo. Paulo sabia desta eleição destoante, quando disse que Deus escolheu as pessoas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. 1 Coríntios 1:28-29. Não há coisa alguma que se compare a este método de seleção, no mundo da meritocracia.
Talvez, algo parecido aconteça somente no voto de repúdio numa democracia inculta, quando os incivilizados e revoltados, irritados com os aproveitadores do poder, acabam elegendo os piores candidatos a parlamentar, como um grito para lamentar.
Fora disto, só o evangelho é capaz de aceitar os piores pecadores. Contudo, há uma diferença marcante entre os dois, uma vez que, na democracia estupidificada, os palhaços são eleitos pelos rebeldes ignorantes, como a tiririca do seu jardim, enquanto no evangelho, estes indignos são aceitos pela misericórdia em Cristo, como filhos de Deus.
As seleções no mundo dos esportes, por exemplo, não praticam este critério de aceitação dos piores ao escalar o seu time. Os bons empresários também não concordam com este tipo de triagem na formação da sua equipe de trabalho.
O governo do mérito não admite os mendigos assentados em tronos. Por esta razão disparatada é que surge a revolta da benemerência contra os deploráveis. Esse acossamento é uma demanda da visão vesga do ego, que confunde o donatário com o donativo.
Quem almeja ser o dono da coisa não lida muito bem com a ideia de viver de donativos. Como posso ser o donatário do mundo, vivendo às expeças das petições? A prece é degradante para quem se apressa a viver como deus neste mundo. É melhor rebelar-se.
O mundo é sempre o que persegue. A igreja é, continuamente, a perseguida. Mas o mundo pode estar dentro da igreja, quando esta estiver perseguindo o indigente. Se houver ódio e perseguição na via de um peregrino, aqui na terra, nunca será por parte da igreja de Cristo. Trata-se, com certeza, do mundo infiltrado na igreja.
A igreja sendo perseguida é normal. Uma igreja perseguidora é, de fato, anormal, pois se trata de uma corporação mundana. Aquele que persegue aos outros não pode ser um discípulo de Cristo. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. João 15:20.
Jesus nunca perseguiu a ninguém, mas foi sempre perseguido pelos melhores exemplares deste mundo. Porém, o mundo que o perseguia encontrava-se muito bem camuflado no seio da religião do seu povo. Não era a turma política de Roma, mas a politiqueira de Jerusalém quem promovia a sua perseguição.
A tribo atribulada não está sendo apenas atacada diante das tribunas e dos tribunais externos, mas, e principalmente, pela tripulação interna, entre os falsos irmãos ocupando a liderança, sob o manto insuspeito da vida espiritual.
A infiltração disfarçada do joio no meio do trigal é uma das táticas mais astutas do adversário. Aqui reside um dos mais terríveis ardis de demolição da paz eclesiástica.
Os inimigos de Cristo foram primeiramente violentos. Eles perseguiam a igreja de forma cruel, sem dó nem piedade. Mas o tiro saiu pela culatra. “Cada gota de sangue era um grão que brotava e se espalhava”. Enquanto um cristão era torturado e morto, dez passavam a existir em seu lugar. A morte de um, era o surgimento de um punhado a mais.
O método foi ineficiente. Então passaram à oposição ideológica. Também não deu certo. Os argumentos racionalistas não puderam sufocar o estilo de vida. A realidade cristã não é apenas doutrinária, mas, acima de tudo, uma experiência de vida com Cristo.
Se nem a perseguição bárbara, nem a oposição das ideias puderam arrefecer o desenvolvimento do cristianismo, então as suas hostes precisaram dar à luz uma estratégia mais brilhante, para poder conter o avanço da fé cristã. E, foi assim, que promoveram a infiltração dos falsos cristãos, para confundir a realidade espiritual da igreja.
Se a perseguição intensa e a oposição ideológica não foram eficientes o bastante, com certeza, a subversão tem se mostrado um método competente para anular o crescimento da igreja, tanto em sua qualidade moral como espiritual. O falsificado vem corrompendo com sutileza lenta e quase invisível a fé autêntica.
No tempo do apóstolo Paulo já havia uma semente desta espécie no seio da igreja. Ele traz à baila a sua cara artificial e resiste com firmeza aqueles que ele denomina de falsos irmãos que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus e reduzir-nos à escravidão; aos quais nem ainda por uma hora nos submetemos, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós. Gálatas 2:4-5.
Por causa deste joio fingindo-se de trigo, muita dor é alastrada nas entranhas da igreja de Cristo, causando desconfiança e animosidade, sem uma razão plausível. Confio de vós, no Senhor, que não alimentareis nenhum outro sentimento; mas aquele que vos perturba, seja ele quem for, sofrerá a condenação. Gálatas 5:10.
O apóstolo demonstra que há um juízo divino passando por cima da cabeça daqueles que perturbam a unidade do Espírito, no vínculo da paz, entre os irmãos.
Os judaizantes são análogos aos cristãos, embora esta parecença fique apenas nas aparências externas. A conduta se assemelha, mas a motivação é bem diferente. O cristão é movido à graça, enquanto o judaizante ao mérito. Aqui jaz uma distinção opositora.
Há uma pendenga antiga entre Ismael e Isaque. Entre o filho da carne e o descendente da Promessa. Entre a potência humana e a fraqueza pessoal. Ou ainda, entre o legalista e o que vive pela graça. Mas esta guerra nunca é ao contrário, além do que, essa briga unilateral sempre se atualiza. Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora. Gálatas 4:29.
A tribo da graça, sucessivamente, é atribulada pela turma das láureas. Aqueles que gostam de exibir as condecorações acabam descendo as pauladas naqueles que, sem méritos, são aceitos, incondicionalmente, como filhos de Abba. Assim, “feridas e contusões são as únicas medalhas que os santos carregam no corpo, por causa da sua fé no Cordeiro”.
A tribo da tribulação é atribulada por depender da graça plena, mas ela nunca será uma causa de atribulação na experiência de outros. O filho de Abba é atribulado no mundo, sem, contudo ser o motivo de atribular, voluntariamente, os outros seres humanos.
Nossa cartilha magna reza: Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. 2 Coríntios 4:8-10.
Ser um perseguido, mas, jamais um perseguidor, é a marca de um legítimo cristão. Viver atribulado, mas, nunca atribulando os adversários, é o que nos torna mais semelhantes ao Senhor Jesus Cristo. Por isso, como o apóstolo, um membro honorário desta tribo, nós podemos aprender a fazer festa no desgosto. Mui grande é a minha franqueza para convosco, e muito me glorio por vossa causa; sinto-me grandemente confortado e transbordante de júbilo em toda a nossa tribulação. 2 Coríntios 7:4. Glenio Fonseca Paranaguá - http://www.palavradacruz.com.br/
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Onde Está o Seu Tesouro? Kim Butts
“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.19-21).
Se você perguntar à sua família o que eles mais valorizam, o que dirão? Descobrir a resposta lhe dará a oportunidade de dar uma boa olhada para dentro do coração dos seus filhos para ver se já foram conquistados pela cultura – ou por Cristo. Seus filhos querem possuir os mais recentes lançamentos do mercado e ter o que as outras crianças têm? Sentem simpatia por outros, têm um coração para interceder e uma vida focada em servir ao Senhor? As respostas revelam onde está o tesouro deles?
Já que está fazendo uma pesquisa sobre o “tesouro” da sua família, talvez você queira fazer uma sobre o seu também. Você pode ter a melhor das intenções de ser um exemplo de santidade para seus filhos e, mesmo assim, ter o coração preso em algo que se tenha tornado um ídolo em sua vida. Se assim for, esta pode ser uma boa oportunidade de falar em família a respeito do que é ou do que deveria ser mais importante nesta vida para os seguidores de Jesus Cristo.
Deus é o nosso pai. Ele não é o grande “espoliador” de crianças e adultos. Ele é generoso e quer nos dar boas coisas, coisas que serão mais saudáveis e benéficas para nós, coisas que podemos usar para trazer mais glória para ele e coisas que serão importantes para o seu Reino. Ele permite que tenhamos alguns bens a fim de podermos ser generosos e compartilhar com aqueles que estão em necessidade. É quando não enxergamos para além do próprio egoísmo e cobiça que não conseguimos ver o propósito por trás daquilo que Deus permite na nossa vida.
Quando isso acontece, o Pai pode resolver nos cutucar, permitindo que passemos por desapontamentos e privações. Somos um perigo para nós mesmos quando sempre conseguimos o que queremos ou pensamos que devíamos ter. O orgulho e o egoísmo se insinuam dentro do coração.
Vivendo Vidas Simples
Tem sido intrigante observar que, com o passar dos anos, estou ficando cada vez mais disposta a simplificar minha vida, como se estivesse me preparando para deixar esta Terra um dia sem levar nada comigo – o que, aliás, é o que vai acontecer. Meu coração está ficando cada vez mais focado no céu à medida que o Pai me ensina a contentar-me com menos “coisas”. Ele está me mostrando que devo me desapegar de possessões porque nenhuma delas vai durar.
Às vezes, penso que preciso de algumas coisas e descubro, mais tarde, que realmente não eram necessárias. Na verdade, apenas tomavam meu tempo; tinha sempre de mudá-las de um lugar para outro e procurar papéis importantes no meio de tantas coisas que deveriam ter sido descartadas há muito tempo. Por conta delas, nunca conseguia organizar minha casa do jeito que queria!
Se você conseguir ensinar aos seus filhos como ser organizado e como lidar com suas “tralhas” quando ainda são jovens, terá feito um enorme favor para eles! Terão muito mais liberdade para focalizar coisas que têm valor eterno ao invés de tomar tempo com coisas que serão “queimadas”. Seu tesouro não estará nas coisas que possuem, mas no Reino de Deus.
Recentemente, meu marido e eu nos mudamos para uma casa menor e descartamos ou demos embora muitas das nossas possessões. Ficamos com bem menos “tralhas”. Não sentimos falta de nada do que não temos mais e nossa vida ficou muito menos complicada. A simplificação exterior das nossas vidas foi boa para nós; entretanto, logo descobrimos que essa simplificação precisava ser uma disciplina interna antes de poder realmente ser externa.
Em outras palavras, é plenamente possível simplificar a vida, como nós fizemos, e ainda não haver mudança alguma dentro do coração que pudesse impactar significativamente o Reino de Cristo. É até perigoso reduzir seu ritmo de vida e diminuir suas possessões, pois pode gerar justiça própria e orgulho, se não tomar cuidado. A simplicidade é muito visível exteriormente. As pessoas logo notam mudanças físicas no estilo de vida. São as mudanças espirituais dentro do coração que são mais sutis, mas que devem ser o objetivo primário.
Se meu motivo para reduzir as possessões é que esse esforço seja notado pelas pessoas, então meu tesouro se transformará em soberbia. A simplificação da vida não deve ser o foco primário. É possível ter um estilo de vida mais simples e não ser transformado espiritualmente. Entretanto, se a motivação para simplificar a vida é obedecer a Cristo e buscá-lo em primeiro lugar, então todas as outras necessidades serão supridas. Jesus deu as instruções necessárias para se viver uma vida de simplicidade em paz e alegria. Talvez seja bom decorar estes versículos com sua família: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33; decore também Mt 6.19-21).
Se não buscarmos o Reino de Deus, fazendo disso o objetivo principal da nossa vida, não tem sentido simplificar. O simples descarte de posses não tornará nossa vida mais completa e abençoada. Somente quando buscarmos a simplicidade com o propósito de passar mais tempo com Jesus e enfocar nossa atenção no Reino de Deus é que experimentaremos a paz e a alegria de uma vida equilibrada. Nosso coração pode ser encontrado no lugar onde está nosso tesouro. O coração dos membros de sua família está focalizado no tesouro que não pode ser roubado nem destruído?
Aprendendo a Abrir Mão
Abrir mão nem sempre é fácil, principalmente para as crianças. Entretanto, o Senhor nos mostrou com clareza em sua Palavra que apegar-se a qualquer coisa mais do que a ele é idolatria. Há coisas, e até pessoas, que podem ter mais prioridade para nós do que o Senhor Jesus. E muitas vezes nem nos apercebemos disso. Você sabe quais são as coisas que o distraem do seu primeiro amor? Você está ciente do que são essas coisas na vida de seus filhos? Talvez seja hora de sentar-se com eles e descobrir onde está o seu tesouro.
Depois de tomar consciência dos seus ídolos, é hora de arrepender-se. Em seguida, é necessário buscar uma mudança de tal modo que sua vida fique livre da escravidão às coisas que estão fadadas à destruição e cheia do amor supremo que é eterno.
Sugiro que leiam como família esta passagem:
“Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” (2 Pe 3.10-14).
Conversem sobre o significado disso e falem a respeito do que precisa acontecer em seu lar e no coração de cada um a fim de se alinharem com a Palavra.
Trechos da Escritura para Estudar e Aplicar
Se você e seus filhos se convencerem de que devem alinhar seus corações com o tesouro supremo que é o Reino de Deus, e se estão determinados a deixar para trás o egoísmo e a cobiça da nossa cultura que o inimigo tem prazer em impor sobre nós, aqui estão alguns trechos das Escrituras para fortalecer a sua decisão. Leiam e estudem juntos como família.
Se buscarmos a sabedoria como um tesouro escondido, compreenderemos o temor do Senhor e descobriremos o conhecimento de Deus (Pv 2.1-5).
Precisamos nos guardar dos ídolos (1 Jo 5.21).
Devemos fugir da idolatria (1 Co 10.14).
Precisamos arrepender-nos da nossa idolatria (At 17.29-30).
Não podemos ser salvos pelo nosso tesouro (Jó 20.20).
Devemos dar nossos tesouros pessoais para a obra de Deus (1 Cr 29.3)!
Não armazene coisas para você mesmo, antes seja rico para com Deus (Lc 12.21).
Jesus presume que seus seguidores serão generosos e até nos conclama a doar de forma anônima e em segredo (Mt 6.2-4).
Deus dá riquezas que permanecerão para sempre (Pv 8.18).
O fruto do Senhor é melhor do que ouro fino (Pv 8.19).
O que o Senhor produz é melhor do que a prata escolhida (Pv 8.19).
Podemos amealhar grande riqueza e tudo ainda ser sem sentido (Ec 2.8-11).
O Senhor será o fundamento seguro para o nosso tempo, fonte abundante de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do Senhor é a chave para esse tesouro (Is 33.6).
Se fizermos ídolos, somos nada, e as coisas que entesouramos são sem valor (Is 44.9).
Por causa do pecado do nosso país, o Senhor dará os nossos tesouros aos inimigos como despojo (Jr 17.3).
Pela nossa própria sabedoria e entendimento, adquirimos riqueza; contudo, nosso coração se tornou orgulhoso (Ez 28.4-5).
Quando encontramos uma pérola de grande valor ou um tesouro escondido num campo, devemos vender tudo o que temos para comprá-los (Mt 13.44-48).
Já que fomos instruídos a respeito do Reino de Deus, precisamos tirar do nosso tesouro tanto coisas novas como velhas (Mt 13.52).
Jesus deu a chave para a perfeição: vender tudo, dá-lo aos pobres e receber tesouro no céu – e então seguir a Jesus (Mt 19.21).
Tenha cuidado porque é difícil um rico entrar no Reino dos céus (Mt 19.23-24).
Quando doamos, mesmo tirando da nossa pobreza, damos muito mais do que aqueles que dão do que têm em excesso (Mc 12.41-44).
Precisamos estar alertas contra todos os tipos de cobiça; nossa vida não consiste na abundância do que possuímos (Lc 12.15).
Que sejamos encorajados no coração e unidos em amor de tal modo que tenhamos todas as riquezas do completo entendimento – a fim de conhecer o mistério de Deus, isto é, Cristo (Cl 2.2).
Que façamos o bem e sejamos ricos em boas obras; sejamos generosos e dispostos a compartilhar – pois assim ajuntaremos tesouros para nós mesmos como firme fundamento para a era vindoura e alcançaremos a vida que é verdadeiramente vida (1 Tm 6.18-19).
O tesouro do evangelho de Cristo está dentro de nós, como vasos de barro, de tal modo que todos perceberão que só pode ter vindo pelo poder de Deus e não de nós mesmos (2 Co 4.7).
Todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão escondidos em Cristo (Cl 2.3).
Se formos ricos neste mundo, não sejamos arrogantes nem depositemos nossa esperança na riqueza, que é incerta; ao contrário, coloquemos nossa esperança em Deus, que nos concede amplamente todas as coisas para nossa alegria (1 Tm 6.17).
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Se você perguntar à sua família o que eles mais valorizam, o que dirão? Descobrir a resposta lhe dará a oportunidade de dar uma boa olhada para dentro do coração dos seus filhos para ver se já foram conquistados pela cultura – ou por Cristo. Seus filhos querem possuir os mais recentes lançamentos do mercado e ter o que as outras crianças têm? Sentem simpatia por outros, têm um coração para interceder e uma vida focada em servir ao Senhor? As respostas revelam onde está o tesouro deles?
Já que está fazendo uma pesquisa sobre o “tesouro” da sua família, talvez você queira fazer uma sobre o seu também. Você pode ter a melhor das intenções de ser um exemplo de santidade para seus filhos e, mesmo assim, ter o coração preso em algo que se tenha tornado um ídolo em sua vida. Se assim for, esta pode ser uma boa oportunidade de falar em família a respeito do que é ou do que deveria ser mais importante nesta vida para os seguidores de Jesus Cristo.
Deus é o nosso pai. Ele não é o grande “espoliador” de crianças e adultos. Ele é generoso e quer nos dar boas coisas, coisas que serão mais saudáveis e benéficas para nós, coisas que podemos usar para trazer mais glória para ele e coisas que serão importantes para o seu Reino. Ele permite que tenhamos alguns bens a fim de podermos ser generosos e compartilhar com aqueles que estão em necessidade. É quando não enxergamos para além do próprio egoísmo e cobiça que não conseguimos ver o propósito por trás daquilo que Deus permite na nossa vida.
Quando isso acontece, o Pai pode resolver nos cutucar, permitindo que passemos por desapontamentos e privações. Somos um perigo para nós mesmos quando sempre conseguimos o que queremos ou pensamos que devíamos ter. O orgulho e o egoísmo se insinuam dentro do coração.
Vivendo Vidas Simples
Tem sido intrigante observar que, com o passar dos anos, estou ficando cada vez mais disposta a simplificar minha vida, como se estivesse me preparando para deixar esta Terra um dia sem levar nada comigo – o que, aliás, é o que vai acontecer. Meu coração está ficando cada vez mais focado no céu à medida que o Pai me ensina a contentar-me com menos “coisas”. Ele está me mostrando que devo me desapegar de possessões porque nenhuma delas vai durar.
Às vezes, penso que preciso de algumas coisas e descubro, mais tarde, que realmente não eram necessárias. Na verdade, apenas tomavam meu tempo; tinha sempre de mudá-las de um lugar para outro e procurar papéis importantes no meio de tantas coisas que deveriam ter sido descartadas há muito tempo. Por conta delas, nunca conseguia organizar minha casa do jeito que queria!
Se você conseguir ensinar aos seus filhos como ser organizado e como lidar com suas “tralhas” quando ainda são jovens, terá feito um enorme favor para eles! Terão muito mais liberdade para focalizar coisas que têm valor eterno ao invés de tomar tempo com coisas que serão “queimadas”. Seu tesouro não estará nas coisas que possuem, mas no Reino de Deus.
Recentemente, meu marido e eu nos mudamos para uma casa menor e descartamos ou demos embora muitas das nossas possessões. Ficamos com bem menos “tralhas”. Não sentimos falta de nada do que não temos mais e nossa vida ficou muito menos complicada. A simplificação exterior das nossas vidas foi boa para nós; entretanto, logo descobrimos que essa simplificação precisava ser uma disciplina interna antes de poder realmente ser externa.
Em outras palavras, é plenamente possível simplificar a vida, como nós fizemos, e ainda não haver mudança alguma dentro do coração que pudesse impactar significativamente o Reino de Cristo. É até perigoso reduzir seu ritmo de vida e diminuir suas possessões, pois pode gerar justiça própria e orgulho, se não tomar cuidado. A simplicidade é muito visível exteriormente. As pessoas logo notam mudanças físicas no estilo de vida. São as mudanças espirituais dentro do coração que são mais sutis, mas que devem ser o objetivo primário.
Se meu motivo para reduzir as possessões é que esse esforço seja notado pelas pessoas, então meu tesouro se transformará em soberbia. A simplificação da vida não deve ser o foco primário. É possível ter um estilo de vida mais simples e não ser transformado espiritualmente. Entretanto, se a motivação para simplificar a vida é obedecer a Cristo e buscá-lo em primeiro lugar, então todas as outras necessidades serão supridas. Jesus deu as instruções necessárias para se viver uma vida de simplicidade em paz e alegria. Talvez seja bom decorar estes versículos com sua família: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33; decore também Mt 6.19-21).
Se não buscarmos o Reino de Deus, fazendo disso o objetivo principal da nossa vida, não tem sentido simplificar. O simples descarte de posses não tornará nossa vida mais completa e abençoada. Somente quando buscarmos a simplicidade com o propósito de passar mais tempo com Jesus e enfocar nossa atenção no Reino de Deus é que experimentaremos a paz e a alegria de uma vida equilibrada. Nosso coração pode ser encontrado no lugar onde está nosso tesouro. O coração dos membros de sua família está focalizado no tesouro que não pode ser roubado nem destruído?
Aprendendo a Abrir Mão
Abrir mão nem sempre é fácil, principalmente para as crianças. Entretanto, o Senhor nos mostrou com clareza em sua Palavra que apegar-se a qualquer coisa mais do que a ele é idolatria. Há coisas, e até pessoas, que podem ter mais prioridade para nós do que o Senhor Jesus. E muitas vezes nem nos apercebemos disso. Você sabe quais são as coisas que o distraem do seu primeiro amor? Você está ciente do que são essas coisas na vida de seus filhos? Talvez seja hora de sentar-se com eles e descobrir onde está o seu tesouro.
Depois de tomar consciência dos seus ídolos, é hora de arrepender-se. Em seguida, é necessário buscar uma mudança de tal modo que sua vida fique livre da escravidão às coisas que estão fadadas à destruição e cheia do amor supremo que é eterno.
Sugiro que leiam como família esta passagem:
“Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” (2 Pe 3.10-14).
Conversem sobre o significado disso e falem a respeito do que precisa acontecer em seu lar e no coração de cada um a fim de se alinharem com a Palavra.
Trechos da Escritura para Estudar e Aplicar
Se você e seus filhos se convencerem de que devem alinhar seus corações com o tesouro supremo que é o Reino de Deus, e se estão determinados a deixar para trás o egoísmo e a cobiça da nossa cultura que o inimigo tem prazer em impor sobre nós, aqui estão alguns trechos das Escrituras para fortalecer a sua decisão. Leiam e estudem juntos como família.
Se buscarmos a sabedoria como um tesouro escondido, compreenderemos o temor do Senhor e descobriremos o conhecimento de Deus (Pv 2.1-5).
Precisamos nos guardar dos ídolos (1 Jo 5.21).
Devemos fugir da idolatria (1 Co 10.14).
Precisamos arrepender-nos da nossa idolatria (At 17.29-30).
Não podemos ser salvos pelo nosso tesouro (Jó 20.20).
Devemos dar nossos tesouros pessoais para a obra de Deus (1 Cr 29.3)!
Não armazene coisas para você mesmo, antes seja rico para com Deus (Lc 12.21).
Jesus presume que seus seguidores serão generosos e até nos conclama a doar de forma anônima e em segredo (Mt 6.2-4).
Deus dá riquezas que permanecerão para sempre (Pv 8.18).
O fruto do Senhor é melhor do que ouro fino (Pv 8.19).
O que o Senhor produz é melhor do que a prata escolhida (Pv 8.19).
Podemos amealhar grande riqueza e tudo ainda ser sem sentido (Ec 2.8-11).
O Senhor será o fundamento seguro para o nosso tempo, fonte abundante de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do Senhor é a chave para esse tesouro (Is 33.6).
Se fizermos ídolos, somos nada, e as coisas que entesouramos são sem valor (Is 44.9).
Por causa do pecado do nosso país, o Senhor dará os nossos tesouros aos inimigos como despojo (Jr 17.3).
Pela nossa própria sabedoria e entendimento, adquirimos riqueza; contudo, nosso coração se tornou orgulhoso (Ez 28.4-5).
Quando encontramos uma pérola de grande valor ou um tesouro escondido num campo, devemos vender tudo o que temos para comprá-los (Mt 13.44-48).
Já que fomos instruídos a respeito do Reino de Deus, precisamos tirar do nosso tesouro tanto coisas novas como velhas (Mt 13.52).
Jesus deu a chave para a perfeição: vender tudo, dá-lo aos pobres e receber tesouro no céu – e então seguir a Jesus (Mt 19.21).
Tenha cuidado porque é difícil um rico entrar no Reino dos céus (Mt 19.23-24).
Quando doamos, mesmo tirando da nossa pobreza, damos muito mais do que aqueles que dão do que têm em excesso (Mc 12.41-44).
Precisamos estar alertas contra todos os tipos de cobiça; nossa vida não consiste na abundância do que possuímos (Lc 12.15).
Que sejamos encorajados no coração e unidos em amor de tal modo que tenhamos todas as riquezas do completo entendimento – a fim de conhecer o mistério de Deus, isto é, Cristo (Cl 2.2).
Que façamos o bem e sejamos ricos em boas obras; sejamos generosos e dispostos a compartilhar – pois assim ajuntaremos tesouros para nós mesmos como firme fundamento para a era vindoura e alcançaremos a vida que é verdadeiramente vida (1 Tm 6.18-19).
O tesouro do evangelho de Cristo está dentro de nós, como vasos de barro, de tal modo que todos perceberão que só pode ter vindo pelo poder de Deus e não de nós mesmos (2 Co 4.7).
Todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão escondidos em Cristo (Cl 2.3).
Se formos ricos neste mundo, não sejamos arrogantes nem depositemos nossa esperança na riqueza, que é incerta; ao contrário, coloquemos nossa esperança em Deus, que nos concede amplamente todas as coisas para nossa alegria (1 Tm 6.17).
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