Existem dois meios pelos quais um homem pode perder sua alma. Quais são eles? Ele pode perdê-la por viver e morrer sem nenhuma fé. Ele pode viver e morrer como um animal, ímpio, ateisticamente, sem a graça e incrédulo. Este é um caminho seguro para o inferno. Cuidado para não andar por ele. Ele pode perder sua alma por aceitar determinado tipo de fé. Ele pode viver e morrer contentando-se com um cristianismo falso e descansando numa esperança sem fundamento. Este é o caminho mais comum que existe para o inferno. O que quero dizer com fé inútil? Em primeiro lugar, uma fé é totalmente inútil quando Jesus Cristo não é o principal objeto e não ocupa o lugar principal. Existem portanto, muitos homens e mulheres batizados que praticamente nada sabem sobre Cristo. A fé deles consiste em algumas noções vagas e expressões vazias. “Mas eles crêem, não são piores que outros; eles se mantêm na igreja, tentam fazer suas obrigações; não prejudicam a ninguém; esperam que Deus seja misericordioso para com eles! Eles confiam que o Poderoso perdoará seus pecados e os levará para o céu quando morrerem”. Isto é quase a totalidade da sua fé. Mas o que estas pessoas sabem de fato sobre Cristo? Nada! Nada mesmo! Que relação experiencial eles têm com Seus ofícios e obra, Seu sangue, Sua justiça, Sua mediação, Seu sacerdócio, Sua intercessão? Nenhuma! Nenhuma mesmo! Pergunte-lhes sobre a fé salvífica; pergunte-lhes sobre nascer de novo do Espírito; pergunte-lhes sobre ser santificado em Cristo Jesus. Que resposta você terá? Você é um bárbaro para eles. Você lhes perguntou questões bíblicas simples, mas eles não sabem mais sobre elas, experimentalmente, do que um budista ou um mulçumano. E mesmo assim, esta é a fé de centenas de milhares de pessoas por todo mundo que são chamadas de cristãs. Se você é um homem deste tipo, eu o advirto claramente que tal cristianismo nunca o levará para o céu. Ele pode fazer muito bem aos olhos dos homens; pode ser aprovado no conselho da igreja, no escritório, no parlamento inglês ou nas ruas, mas ele nunca o confortará; nunca satisfará sua consciência; nunca salvará sua alma. Eu o advirto claramente, que todas as noções e teorias sobre Deus ser misericordioso sem Cristo são ilusões sem fundamento e imaginações vãs. Tais teorias são puramente ídolos da invenção humana, tanto quanto os ídolos hindus. Elas são todas da terra, terrestres; nunca desceram do céu. O Deus do céu selou e nomeou Cristo como o único Salvador e caminho para a vida e todos que quiserem ser salvos devem satisfazer-se em serem salvos por Ele, do contrário, de forma alguma serão salvos. Eu lhe dou um aviso legítimo: Uma fé sem Cristo nunca salvará sua alma. Mas eu ainda tenho outra coisa a dizer. Uma fé é inteiramente inútil quando se une qualquer coisa a Cristo com respeito a salvação da sua alma. Você não deve somente depender de Cristo para salvação, mas deve depender de Cristo somente e exclusivamente de Cristo. Existem multidões de homens e mulheres batizados que professam honrar a Cristo, mas na realidade O desonram grandemente. Eles dão a Cristo um certo lugar no seu sistema religioso, mas não o lugar que Deus tencionou que Ele ocupasse. Cristo, exclusivamente, não é “tudo em todos” para suas almas. Não! É Cristo e a igreja; ou Cristo e os sacramentos; ou Cristo e Seus ministros ordenados; ou Cristo e a bondade deles; ou Cristo e suas orações; ou Cristo e a sinceridade e caridade deles, nas quais eles realmente descansam suas almas. Se você é um cristão deste tipo, eu também o advirto claramente que sua fé é uma ofensa a Deus. Você está mudando o plano de salvação de Deus em um plano da sua própria invenção. De fato você está depondo Cristo do seu trono, dando a glória que Lhe é devida a outro. Eu não me importo quem lhe ensina sua fé, cuja palavra você confia. Se ele é papa ou cardeal, arcebispo ou bispo, diácono ou presbítero, episcopal ou presbiteriano, batista, independente ou metodista; quem quer que acrescente alguma coisa a Cristo, está ensinando incorretamente. Eu não me preocupo com o que você está juntando a Cristo. Se é a necessidade de unir-se a igreja de Roma, ou de ser um episcopal, ou um sacerdote independente, ou desistir da liturgia, ou de ser batizado por imersão. O que quer que seja que você acrescente a Cristo no que se refere a salvação, você ofende a Cristo. Atente para o que você está fazendo. Cuidado para não dar aos servos de Cristo a honra devida a ninguém, além de Cristo. Cuidado para não dar às ordenanças a honra devida ao Senhor. Cuidado para não descansar o fardo de sua alma em coisa alguma a não ser Cristo e Cristo exclusivamente. Cuidado para não ter uma fé que seja inútil e que não pode salvar. É horrível não ter nenhuma fé. Ter uma alma imortal confiada ao seu cuidado e negligenciá-la, é terrível. Porém, não menos terrível, é estar contente com uma fé que não lhe pode fazer nenhum bem. Não permita que esse seja seu caso. J. C. Ryle |
quinta-feira, 16 de junho de 2011
TIPOS INÚTEIS DE FÉ
CONFORMIDADE COM SUA MORTE
Para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte. Filipenses 3:10.
Foi por inspiração divina que o Apóstolo Paulo escreveu na seguinte ordem: primeiro, o poder da Sua ressurreição; depois, a comunhão em Seus sofrimentos e, finalmente, ser conformado à Sua morte. A grande verdade é que, só conseguiremos conhecer o poder da Sua ressurreição se, participarmos com Ele, de Sua experiência de morte. Isto significa que precisamos tomar a cruz diariamente: E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.
Por que precisamos tomar a cruz dia a dia, conforme revelado pelo nosso Senhor Jesus Cristo? Esta necessidade tem como causa o fato de que, o nascido de novo, sofre as consequências deixadas pelo pecado. Esta é uma realidade que não podemos ignorar. Não é verdade que ainda carregamos interesses pessoais? Não é verdade que ainda somos perseguidos pelo egoísmo e pelo orgulho? Não é verdade que, muitas vezes, ainda somos assaltados por desejos de notoriedade pessoal ou de poder para fazer prevalecer a nossa vontade?
Tomar a cruz significa entregar absolutamente tudo, e que nada pode ser retido, nem mesmo a própria vida. Isto quer dizer que, nossa vontade, nossas ambições, nossos desejos, nossas esperanças foram definitivamente entregues a Cristo. Tomar a cruz, em ultima instância é considerar-se morto, para que Cristo possa viver e reinar em nós.
O apóstolo Paulo expressa a mesma verdade quando afirma: Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Gálatas 2:20. Tomar a cruz é algo que ocorre nos recônditos do espírito humano – uma experiência fundamental para o relacionamento com a pessoa com Cristo.
Como foi que o pecado entrou neste universo, antes de Adão? Isto ocorreu quando Satanás disse: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, eu serei como o Altíssimo. Isaías 14:12-13. E depois, como foi que o pecado entrou no homem? Pela mesma fala, satanás suscitou à mente do homem o mesmo desejo: ser como Deus.Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. Gênesis 3:5. A ambição de poder entrou na raça humana, desde então vivemos a síndrome da teomania.
A nossa vitória sobre as consequências deixadas pelo pecado é obtida quando, na prática, levamos o nosso morrer: Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado. 1 Pedro 4:1 Somente uma experiência prática de conformidade a Cristo em Sua morte pode nos libertar.
Quando ideias, preferências e desejos humanos são colocados à parte, isto pode parecer no primeiro instante, um estado desagradável de privação. Mas, quando esses interesses pessoais são mortificados, Cristo preenche e governa nossas vidas, então, seremos simplesmente vasos condutores da manifestação da Pessoa de Cristo.
Não pensemos nós que Satanás não vem sussurrar em nossos ouvidos, de forma sutil, algo que desperte nossos interesses pessoais! Foi em Filipos que Satanás proclamou publicamente que Paulo era um servo do Deus Altíssimo, que apresentava aos homens o caminho da salvação: E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.
Paulo poderia ter sido seduzido pela oportunidade: fazer marketing gratuito! Podemos estar certos de que um plano sutil do diabo está a caminho, quando ele começa a “patrocinar” o Evangelho, contribuindo para que pregadores se tornem astros populares. O apóstolo percebeu isso e, buscando em Deus o discernimento, logo viu que era uma cilada.
Mais do que nunca precisamos de “olhos de águia”; olhos penetrantes que veem à longa distância. Sim, precisamos de olhos capazes de discernir com profundidade aquilo que está sendo pregado nos púlpitos. Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras. 2 Coríntios 11:13-14-15. Veja a sutileza dos falsos obreiros. Eles são ministros de “justiça” e não da graça. Muito sutil, não é verdade!
Como posso discernir o que eu estou ouvindo? Não é muito simples, mas toda pregação centrada no humanismo; que coloca cargas sobre os ombros do homem, e que tem como pretensão determinar o que você deve ou não fazer, esta pregação é falsa. Bem ao contrário, o que vem de Deus não gera peso, e tudo está centrado na graça do nosso Senhor Jesus Cristo.
A graça nos convida para um banquete que já foi preparado. A graça não aceita nenhuma participação humana, mas diz: Tudo está preparado: O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho;E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Mateus 22:2-4.
O chamado do evangelho é para pecadores infelizes que, de si mesmos, nada têm para oferecer: Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos. Mateus 22:8Por que não eram dignos? Porque não eram indignos. Então o rei ficou irado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e traze aqui os pobres, e aleijados, e mancos e cegos. Lucas 14:21.
O que nos torna mais do que vencedores na vida espiritual é o fato de que o mesmo poder de ressurreição que levantou Cristo é o poder que opera em nós: Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera. Efésios 3:20. Essa Vida é algo que confrontou todas as forças e estratégias diabólicas do universo, e provou que não pode ser tocada ou corrompida. Portanto, é a vida que triunfou sobre a morte.
A vida de ressurreição não é uma ideia abstrata ou uma sensação mística, mas é uma expressão muito prática da vitória sobre o pecado e sobre Satanás. Se essa vida pudesse ser maculada ou corrompida, então Satanás teria alcançado seu intento final. Porém, a possibilidade desta tragédia acontecer simplesmente inexiste, pois a vida de Cristo é plena e, definitivamente, venceu a morte.
Ainda que a Sua vida de ressurreição O tenha elevado a uma posição inacessível, “acima de tudo”, ela visa levar cada um de nós a compartilhar da Sua vitória e de Seu trono. Portanto, o princípio foi revelado: o poder da vida de Cristo que opera em nós. E, esse poder se manifesta pelo princípio da morte: Trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. 2Coríntios 4:10.
O desejo de conhecer a Cristo no poder da Sua ressurreição, e estar pronto a penetrar nas aflições por causa Dele, e com Ele, coloca o sofrimento no seu devido lugar, relacionado ao caminho para a glória. Frequentemente o sofrimento está fora de lugar em nós, nos causando problemas ao ser aquilo que nos preocupa e que prejudica tudo mais.
O Senhor pode nos fazer ver o sofrimento conforme deve ser visto, ou seja, em relação a algo que nos faz vê-lo bem menor, quando comparado com a glória que em nós há de ser revelada: Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Romanos 8:18. Essa foi a glória que Paulo descreveu como grande prêmio por ganhar a Cristo.
Se perguntarmos o que significa ganhar a Cristo, temos que considerar o texto da carta de Paulo aos crentes de Roma, a qual expressa o propósito de Deus: que sejamos conformados à imagem de Seu Filho: Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.Romanos 8:29.
O processo de ser conformado à Cristo é, de fato, ganhar a Cristo. Este é o prêmio, este o galardão. Ganhar a Cristo implica alcançar a plenitude de Cristo, isto é, Cristo é o meu tudo: “O Senhor é o meu pastor e não preciso de mais nada”. Assim, para os salvos, a questão fundamental é esta: estar moral e espiritualmente onde Cristo está. Estar em Seu lugar de exaltação é o propósito, o prêmio e o galardão.
Não podemos perder de vista esse objetivo glorioso: “que é ser conformados à imagem de Seu Filho”, ainda que, no tempo presente estejamos com “dores de parto”, gemendo: Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. 2 Coríntios 4:8-9-11.
Que Deus pela Sua infinita graça nos leve a confessar dia-a-dia a nossa morte com Cristo.
Humberto Xavier Rodrigues - www.palavradacruz.com.br
quarta-feira, 15 de junho de 2011
ELE É O SENHOR
“Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” (Atos 2:36)
Jesus de Nazaré não é apenas um personagem histórico que apareceu no Oriente Médio um tempão atrás. Ele é o filho do Deus Vivo, a encarnação da divindade e principalmente Ele é o Senhor, novamente não por acaso. Ele cumpriu cabalmente tudo o que Pai tinha para Ele, por isso foi colocado em lugar de honra.
Senhor significa dono. Jesus de Nazaré andou por esta terra na forma humana, colocou-se debaixo de uma maldição em nosso favor, tornou-se maldição por causa do nosso pecado. E note que mesmo assim, Ele não se fez Senhor de coisa nenhuma: foi Deus que o tornou Senhor, que O colocou no seu devido lugar.
Isso nos ensina muito, especialmente quando começamos a ter algumas idéias “brilhantes” de nos acharmos alguma coisa ou nos sentirmos no direito de nos auto-aclamarmos alguma coisa. Ou Deus nos coloca em alguma posição ou isso não terá legitimidade. Meu querido leitor, não advogue em causa própria, não se empenhe em dizer quem é ou o que faz, não busque reconhecimento seja merecido ou não. Busque ser obediente e cumprir o que Deus tem para sua vida. Isso provocará a percepção de quem Deus tiver levantado para perceber. As coisas acontecerão.
É sempre uma batalha de ego contra o espírito mas podemos, sim, vencer. Jesus nos mostra que devemos dar prioridade para a obediência e que todo resto cabe ao Pai. Filipenses 2 nos mostra isso com total clareza, este versículo de Atos 2 fala disso.
Note outro ensino nem tão sutil: o reconhecimento dos homens levou Jesus para a cruz. O de Deus, o levou ao Trono Celeste. Se somos co-herdeiros com Ele, se queremos ser imitadores Dele, se de fato sem Ele nada podemos fazer… por que o Pai faria diferente conosco? Se não poupou Seu Filho para cumprir Seu propósito, por que pouparia a nós?
Deus te ama e nada mudará isso. Mas quanto a ir a algum lugar é outra discussão. Você só vai onde Ele te desejar, ainda que seja uma cruz.
“Pai, obrigado por que meu destino depende muito mais de minhas decisões de te obedecer do que de minhas capacidades. Ajuda-me para que eu aprenda a confiar em Ti e esperar em Ti.”
Mário Fernandez - http://www.ICHTUS.com.br.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
AINDA QUE... TODAVIA
Ainda que a oliveira não floresça, nem haja fruto na vide, ainda que o produto da oliveira falhe, e os campos não produzam mantimento, ainda que as ovelhas sejam exterminadas, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação. Habacuque 3:17-18.
Desde a queda de Adão e, consequentemente, de toda a raça, - como está escrito:Porquanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Romanos 5:12 - o sofrimento tornou-se algo inerente na vida diária do ser humano. Todos, indistintamente, passarão por sofrimentos. O sofrimento vem para o rico e para o pobre, para o crente e para o descrente. A verdade é que o sofrimento não faz acepção de pessoas.A palavra de Deus é clara em dizer: Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. Não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Romanos 8:22-23.
Deus tem uma medida de sofrimento para cada ser humano. É verdade que muitos, por suas escolhas erradas, atraem o sofrimento para suas vidas, por não saber discernir o precioso do vil, e por querer andar segundo a sua própria vontade em detrimento da vontade de Deus. Lembre-se do que a palavra de Deus diz em: não vos enganeis: Deus não se deixa escarnecer. Tudo que o homem semear, também ceifará. O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. Gálatas 6:7-8.
Diante dessa verdade, fica uma pergunta inquietante: o que temos semeado em nossas vidas? É certo que a colheita desses frutos virá. O apóstolo Paulo tinha em sua mente plena convicção de que todas as coisas que lhe aconteciam estavam debaixo da soberania de Deus. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Romanos 8:28.
A maldade, o pecado provocado por outras pessoas contra os filhos de Deus, está debaixo da soberania do Pai e não foge de seus propósitos em trabalhar na vida do seu povo. Nenhuma pessoa vai dizer ou fazer algo para um amado do Pai, gerando qualquer desconforto, sem que o próprio Deus não conheça e de alguma forma não o tenha permitido. O salmista diz: Pois tu, ó Deus, nos provaste, tu nos refinaste como se refina a prata. Tu nos deixaste cair no laço, e cargas pesadas nos colocaste nas costas. Fizeste com que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças, passamos pelo fogo e pela água, mas nos trouxeste a um lugar de abundância. Salmos 66:10-12. Toda circunstância gerada contra os eleitos de Deus está no seu controle.
O problema é que o ser humano não quer demonstrar fraqueza, não quer reconhecer sua total incapacidade, e, muito menos, sair do controle, ou seja, render-se. Porém, o Senhor só opera na fraqueza, ou melhor, no reconhecimento da fraqueza. Este mundo é a grande escola de Deus para o tratamento do ser humano. Deus precisa imprimir seu caráter na vida de seus filhos. E como Ele vai fazer isso? Através do sofrimento. Assentar-se-á como fundidor e purificador de prata, purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como a prata. Então eles trarão ao Senhor ofertas em retidão. Malaquias 3:3. Esse versículo bíblico intrigou algumas mulheres num determinado estudo bíblico. Elas ficaram pensando o que essa afirmação significava em relação ao caráter e a natureza de Deus. Descobriram que, no refinamento da prata, é preciso que o artesão fique sentado segurando a mesma no centro da chama, onde ela é mais quente, para queimar as impurezas. Deve manter seus olhos na prata o tempo todo em que ela estiver nas chamas, pois se a prata ficar um minuto a mais que o devido, pode ser destruída. O refinamento da prata termina somente quando o artesão vê sua imagem nela.
Nossos dias são dias de conflitos, solidão, estresse, ansiedade, depressão e medo, e todos, sem exceção, estão sujeitos às tempestades da vida. As adversidades chegam sem pedir licença. O profeta Habacuque declarou embaixo da dependência de Abba: “Ainda que”! Não importa a dor, a perda, o sofrimento, quando os olhos estão postos no Deus de toda a graça, pode-se caminhar feliz pelo vale da sombra da morte e, ainda assim, estar alegre e exultante na soberania de Deus. Este mundo é a escola de Deus para tratar com todo o ser humano. As adversidades só têm um propósito: tirar aquilo que não agrada o grande Refinador. Deus quer imprimir em cada um de seus filhos a Sua imagem, ou seja, o caráter de Jesus Cristo. E nós precisamos disso. O salmista é claro em dizer: Antes de ser afligido andava errado, mas agora guardo a tua palavra. Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. Bem sei, ó Senhor que as tuas leis são justas, e que em tua fidelidade me afligiste. Salmos 119:67-71-75.
E para os que não nasceram de novo, Deus precisa levá-los ao fim de si mesmos, para que reconheçam a Cristo como único Senhor e Salvador. Deus está com os olhos fitos em cada um de seus eleitos, cuidando de cada um como a menina dos olhos, dizendo: Ainda que meu pai e minha mãe me desamparassem, o Senhor me recolheria. Salmos 27:10. E, também: Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de modo que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, jamais me esquecerei de ti. Isaías 49:15.
Por vezes, a tendência do cristão é ficar com os olhos fitos na figueira e esperar frutos dela: alimento, figo, ou melhor, o doce do figo. Mas, quando isso não acontece, quando o fruto não vem, o que fazer? Habacuque começa sua profecia com choro e medo, e a termina cantando e confiante. O que produziu a mudança em seu coração? Certamente foi a certeza da soberania de Deus em todos os aspectos da história do seu povo. O Senhor tem o seu caminho na tormenta, e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Naum 1:3-b. E, também: Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. Salmos 46:1-3. Quando se mantém o olhar somente para figueira, depara-se com fraqueza e desespero. É preciso aprender, pela graça de Deus, a olhar firmemente para o autor e consumador da fé. Certamente, quando os olhos estão postos naquele que pode todas as coisas, não precisamos entrar em desespero, pois sabemos que Ele está no controle de TUDO!
O sofrimento, na vida do ser humano, baseia-se em perdas: seja da saúde, do emprego, afeto, bens materiais ou até mesmo de um ente querido. Toda pessoa que passou por alguma perda, via de regra sente-se culpada por isso. Mas, é bom lembrar que, como seres finitos, todos estão sujeitos a perdas e não se tem como evitá-las. Se não há como evitar o sofrimento, pode-se torná-lo menos doloroso ao buscar e andar na presença de Deus Pai. Tu me farás ver a vereda da vida; na tua presença me encherás de alegria, com delícias perpétuas à tua direita. Salmos 16:11. Isto porque: Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Salmos 46:1.
Muitas vezes, aquele que está sofrendo procura não falar e até mesmo nem pensar naquilo que traz sofrimento, como um meio de fuga. Por outro lado, só encontraremos a cura ao extravasarmos todo sentimento que causa a dor. Quando se evita falar acerca desse sentimento, o corpo reage de forma negativa, trazendo doenças físicas e emocionais. O rei Davi foi claro ao dizer: Enquanto me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido o dia todo. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor tornou-se em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Disse: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Salmos 32:3-5. Quando confessamos nossos pecados primeiro ao Senhor e também a um irmão de confiança, estamos dando o primeiro passo para a cura.
Jesus foi claro ao dizer: Disse-vos estas coisas para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo. João 16:33. Ele e somente Ele pode dar graça aos seus filhos para viverem tanto nos dias fáceis e alegres, quanto nos dias difíceis e tristes. Muitas pessoas, quando recebem um não de Deus, em momentos de dor, ficam duras como o salmista: A minha alma recusou ser consolada. Salmos 77:2-b. Toda pessoa vitimizada por um ego doído acha-se no direito de não receber o consolo de Deus. Não se dobra à soberania de Deus, pois quer que a sua vontade seja feita tanto na terra como também deveria ser feita no céu. E, assim, jamais poderá tocar na dor do outro, pois recusa-se a receber o consolo que somente o Pai celestial pode conceder. Bendito seja o Deus e Pai de nosso senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Somente aquele que passou ou está passando pela tribulação pode ser consolado por Deus e, assim, pode ser um canal de bênçãos para aqueles que também estão sendo atribulados.
Que o nosso Deus e Pai possa abrir os olhos do nosso entendimento para que possamos enxergar além da tristeza e assim glorificar seu Santo nome! Amém. Por: Maurício Torres - www.palavradacruz.com.br
quinta-feira, 26 de maio de 2011
INGREDIENTES PARA UMA RECEITA VENCEDORA
Se existe uma verdade evidente na vida, especialmente no mundo empresarial e profissional é esta: “Coisas acontecem”. E sem qualquer razão aparente coisas que nós não conseguimos explicar:
. Uma venda importante que esperávamos concluir depois de despender esforço extraordinário, de repente não se realiza.
. Perdemos nosso principal cliente sem nenhum aviso prévio ou causa compreensível.
. Não recebemos a promoção que estávamos esperando ou a recebemos e ela não é aquilo que esperávamos.
. Um membro chave da equipe de repente pede demissão ou vai para a concorrência, depois de você termos investido tempo e
. Perdemos nosso principal cliente sem nenhum aviso prévio ou causa compreensível.
. Não recebemos a promoção que estávamos esperando ou a recebemos e ela não é aquilo que esperávamos.
. Um membro chave da equipe de repente pede demissão ou vai para a concorrência, depois de você termos investido tempo e
dinheiro em seu treinamento.
Quando coisas assim acontecem, geralmente ficamos a imaginar: “O que eu fiz para merecer isso?”, ou mesmo, “Por que Deus fez isso comigo?” Ás vezes, não encontramos explicação satisfatória; outras, porém, recebemos resposta ao nosso “por que?” A história a seguir fornece ilustração maravilhosa:
Uma menina estava dizendo à mãe como tudo em sua vida parecia dar errado: ela não estava indo bem em matemática; o namorado terminara com ela; e sua melhor amiga estava de mudança. Tudo parecia estar desmoronando. Enquanto a filha desfiava sua história dolorosa, a mãe fazia um bolo. Fazendo uma pausa, interrompeu-a para perguntar se ela gostaria de um lanchinho.
A filha respondeu: “De jeito nenhum, mãe. Você sabe que eu amo seu bolo!”
“Tudo bem, beba então um pouco de óleo de cozinha”, respondeu a mãe, empurrando a garrafa de óleo em direção à sua filha. “Eca!”, disse a filha.
“Você gostaria de alguns ovos crus?”, perguntou a mãe, segurando-os diante da jovem. “Não, mãe. Isso deve ser horroroso!”
“Você gostaria de comer um pouco de farinha, então?” – indagou a mãe. “Ou quem sabe um pouco de fermento?”
“Mamãe, por que você está me perguntando estas coisas? Tudo isso deve ter um gosto horrível!”
A mãe respondeu: “Sim, todas essas coisas são ruins isoladamente. Porém, quando reunidas de forma correta, fazem um bolo maravilhosamente delicioso. E se você deixar de incluir um só ingrediente que seja, o resultado não será tão bom.”
“Deus trabalha de forma semelhante”, prosseguiu a mãe. “Muitas vezes perguntamos por que Ele nos deixa passar por tempos tão difíceis e ruins. Mas Deus sabe que quando Ele junta todas essas coisas, em Sua onisciência e perfeita ordem, elas sempre resultam em algo para o nosso bem! Nós temos apenas que confiar Nele. Ao final, todas as coisas se combinarão para fazer algo maravilhoso!”
“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos(Romanos 8.28-19).
Você está passando por algum momento de dificuldade pessoal ?
Por Jim Lange
domingo, 22 de maio de 2011
OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO
Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. Filipenses 3:18.
Paulo, o apóstolo censurado pelos estigmas da cruz, censura aqui, afirmando com lágrimas, que há muita gente adversária da cruz de Cristo. Este antagonismo não é ranhetice de um povo estranho ou de uma turma forasteira. Trata-se da aversão visceral de uma tropa de elite da própria igreja. É um pessoal disfarçado que anda entre os filhos de Deus.
Os opositores da cruz de Cristo não são tipos exóticos, isto é, estrangeiros. São endógenos, forjados nos intestinos da comunidade. É gente da própria igreja e não do mundo. É um grupo que tem a linguagem correta, mas um espírito de hostilidade.
Paulo se refere a eles como muitos. Não se iludam: o pelotão é grande. A tática do “velho capitão” é infiltrar o maior número possível de agentes secretos na igreja de Cristo. Estes têm a farda de anjos, mas as entranhas são de demônios. São crentes na passarela e hereges nos bastidores. O discurso pode ser perfeito, mas o concurso é puro despeito.
O apóstolo chora diante deste quadro triste. Em sua biografia, nós o vemos cantar louvores debaixo da taca; mas ele não suporta a dor causada pelos adversários da cruz de Cristo. A farsa do humanismo é um lamento inconsolável para quem sabe discernir o valor da salvação eterna, patrocinada por Cristo crucificado.
Na lamentação do apóstolo, nos percebemos algumas particularidades destes antagonistas mascarados. Ele destaca alguns traços para nos ajudar a identificar os opositores da cruz de Cristo no seio da igreja. Vejamos como Paulo os percebe: O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Filipenses 3:19.
Primeiro: O destino deles é a perdição. A palavra destino, no grego, é telos, que pode ser traduzida também como: propósito. O intento dos inimigos da cruz de Cristo é a não salvação dos perdidos. Apesar de estarem na igreja, eles não são salvos e, sendo assim, o seu encargo principal é impedir aqueles que seriam salvos, de serem salvos. Eles procuram ocultar a mensagem da cruz, para que os perdidos não sejam alcançados pela graça.
Nem sempre é uma ocultação teológica. Eles até pregam a mensagem, mas o espírito como anunciam não é de um crucificado: são invejosos e disputam um lugar no espaço como se precisasse de reconhecimento dos irmãos.
Por outro lado, se Deus tivesse outro meio para a salvação dos pecadores fora de Cristo crucificado e não tenha usado este método, então, temos que admitir que Deus seja mau, muito mau, porque submeteu o seu Filho a um sofrimento atroz, tendo ele outra escolha. Porém, se esta é a única opção, não há como não apresentá-la aos perdidos, já que esta é a alternativa sine qua non para a salvação dos pecadores.
Como os inimigos da cruz de Cristo são o joio no meio do trigo; ou os lobos com peles de cordeiros; eles não somente fingem que são salvos, como também atrapalham a salvação dos perdidos. A finalidade deles é a perdição dos pecadores. Não pregam o evangelho em sua essência, pois o que os motiva é a condenação eterna dos incrédulos.
Jesus definiu a turma destes ímpios com esta censura severa: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando! Mateus 23:13.
Lamento dizer: quem não evangeliza ou promove a evangelização dos perdidos, por meio de Cristo crucificado, é um inimigo figadal da cruz de Cristo.
Segundo: o deus deles é o ventre. Aqui temos a base de sua adoração. Os contendedores da cruz de Cristo são viscerotômicos, isto é, vivem da veneração de suas entranhas. São pessoas devotas aos seus apetites, endeusando as suas ambições carnais.
O culto dos adversários do evangelho da graça é movido aos instintos intestinais e aos desejos da carne. Eles vivem de bajulação com o objetivo de satisfazer a sua fome de reconhecimento. A ênfase do louvor neste preito encontra-se na personalidade pública e nunca no altar privativo diante do Senhor. Paulo diz que eles cultuam a koilia, isto é, a concavidade vazia de um estômago faminto por fama, mas que come qualquer porcaria.
Eles não sabem discernir o Pão do céu do pão dormido; o pão duro do humanismo. Não sabem distinguir o Maná de Deus do menu da religião; a ceia do Senhor, dos brioches da revolução francesa; o Pão nosso de cada dia, que é Cristo, do sustento diário.
A propina também faz parte deste culto idólatra do deus guloso. Desde Esaú, que vendeu a sua primogenitura por um prato de comida, até os esfomeados pós-modernistas, que negociam a ênfase da cruz por uma posição no pódio religioso, a tática é a mesma. É a profanação do sagrado e a secularização do santo.
O “deus ventre” é ainda ventríloquo, pois a sua boca fala inspirando a marionete da hipocrisia religiosa. Ao sonegar a pregação da cruz de Cristo, o divo das feições falsificadas promove a conduta humanista como se fosse o verdadeiro estilo de vida cristã. Essa é a tática mais perigosa dos inimigos da cruz de Cristo: a proclamação do humanitarismo como se fosse o cristianismo em sua essência.
Terceiro: a glória deles está na sua infâmia. Se há um fulgor que se realça no procedimento dos inimigos da cruz de Cristo é o investimento na desonra dos outros. Os oponentes do evangelho vivem saboreando o prato podre da vergonha alheia. Eles se estimulam com as fofocas e se nutrem das sujeiras que gostam de destacar. Como abutres, apreciam a carniça e se deleitam naquilo que causa embaraço e infâmia em alguém.
Uma vez que o evangelho se agrada em cobrir com amor as feridas da vergonha, os contrários às boas notícias se especializam em espalhar o seu mau cheiro por todo lugar. O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões. Provérbios 10:12.
Uma das peculiaridades do evangelho é garantir com amor a decência do humilhado. Não se trata de encobrir o pecado alheio, mas de assumi-lo como sendo seu, enquanto avoca para si a dívida do devedor. Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados. 1 Pedro 4:8.
É bom ressaltar. Não é encobrir o pecado, mas cobri-lo. Não se trata de ocultação de cadáver, mas de tomar a dívida do culpado, pagando-a como se fosse sua própria dívida. Foi assim que o nosso Senhor Jesus Cristo fez conosco.
A glória dos inimigos da cruz de Cristo visa detonar a imagem dos trôpegos, tornando-os motivo de escândalo perante os outros. Os humanistas se aperfeiçoam num moralismo esnobe e numa religiosidade mascarada, para, em seguida, deslustrar todos os que pisam na bola. Eles se vangloriam com o fracasso dos outros.
Quarto: só se preocupam com as coisas terrenas. Se você quiser reconhecer um inimigo da cruz de Cristo na igreja, veja a sua ênfase. A sua agenda enfoca apenas os assuntos relacionados com o aqui e o agora. Eles são terrenos e vivem enterrados com as preocupações das coisas que o fogo vai consumir. Só pensam nos eventos perecíveis.
Essa mentalidade rasteira valoriza somente os tesouros do chão. Para eles o patrimônio econômico é mais importante do que os bens eternos. O dinheiro da “igreja” vale mais do que a salvação de uma alma. O saldo da conta bancária na terra tem mais significado do que os depósitos em pessoas, enviados para o “banco celestial”. Eles não aquilatam a estima que Abba nutre pelas pessoas carentes e perdidas.
Os inimigos da cruz de Cristo, que andam entre nós, são humanistas de carteirinha, gente de bons antecedentes criminais, mas também, são os mentores da não pregação do evangelho de Cristo crucificado. Eles procuram impedir a proclamação da nossa morte e ressurreição com Cristo, e, quando não conseguem, adaptam a mensagem usando uma linguagem semelhante, enquanto boicotam os pregadores nos bastidores.
Com disse anteriormente: não basta pregar a mensagem correta de Cristo crucificado. É preciso ter também o espírito de um crucificado. O discurso da cruz deve ser seguido pelo curso de uma vida que traz as marcas da co-crucificação. A teologia certa da cruz de Cristo carece da certeza de que fomos realmente crucificados com ele.
Os piores inimigos da cruz de Cristo estão no seio da igreja. O mundo é um adversário ferrenho da pessoa de Cristo, enquanto os falsos cristãos são os inimigos ferozes, mais persistentes da obra de Cristo, embora, permaneçam disfarçados como discípulos.
O apóstolo disse que eles eram muitos, quando a população do mundo era pequena e os números da igreja bem menores do que agora. Não vamos subestimar a taxa nos dias de hoje. Acredito que temos uma multidão incalculável dos inimigos da cruz de Cristo convivendo com santos na igreja contemporânea. Por isso mesmo, precisamos de cuidado e acuidade espiritual para podermos não entrar no seu jogo.
A visão espiritual desta comunidade é: Conhecer a Cristo crucificado e fazê-lo conhecido em todo o lugar por meio da graça. Não podemos nos intimidar com as pressões, nem deixar por menos esta mensagem. Que o Senhor nos dê intrepidez para anunciar com toda ousadia a sua morte e ressurreição, bem como, a nossa morte e ressurreição juntamente com ele, no espírito de humildade e mansidão do próprio Cristo.
Rogo, pelas misericórdias do Pai, para que não percamos de vista a ênfase divina na pessoa de Cristo e na sua obra graciosa realizada na cruz. O humanismo, com todas as suas táticas satânicas, vai sempre, disfarçado, disputar um lugar no seio da igreja, promovendo algo semelhante ao cristianismo e trazendo muita confusão na vida dos ingênuos e desavisados. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça. Mateus 13:9. Amém. Glenio Fonseca Paranaguá
quarta-feira, 11 de maio de 2011
UM MAIOR
“Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele; porque um há conosco maior do que o que está com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o SENHOR, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras. O povo cobrou ânimo com as palavras de Ezequias, rei de Judá.” (2 Crônicas 32:7-8 ARA)
Só de se falar em perseguição na igreja e todo assunto similar, que traga o senso de conflito, temos uma multidão se apavorando. Conheço gente que ora mais pelos perseguidos dos países asiáticos do que para o próprio marido se converter. Não sou contra nem uma coisa nem outra, mas acho que, às vezes, nosso povo dentro da igreja super-estima o inimigo.Os poderosos que nos são contrários podem e geralmente são mais poderosos do que nós, isso é fato e não precisa muita explicação. Por isso mesmo sempre digo que não podemos andar sozinhos, pois Aquele que pode todas as coisas tem de estar conosco. Aqui o texto diz “há conosco um maior”, em perfeita sintonia com 1 João 4:4 e outros textos correlatos.
Meu receio é subestimar Aquele que é maior do que o que está no mundo. Vejo pregadores, evangelistas e principalmente membros das igrejas valorizando demais as obras do inimigo e dando uma sensação de que a cruz não representou muito. Fica parecendo que o maior não pode mais que o menor. Não sou triunfalista, mas é preciso reconhecer que vitorioso é quem vence, ponto final. Meu Deus é poderoso e ponto final. É maior do que aquele que está no mundo e ponto final. O acerto entre eu e Ele é outro assunto, mas que Ele é maior, é.
Será que não estamos nos furtando de batalhar por santidade e consagração por mera preguiça ou comodismo? Será que não valorizamos demais o que o olho pode ver, no caso dos problemas, e menosprezamos com isso uma cura invisível? São ótimas perguntas.
“Pai, não quero negligenciar minhas batalhas, mas preciso confiar mais em Ti. Ensina-me a caminhar confiante sem ser soberbo.” Mário Fernandez - ichtus.com.br
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