terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O MODO CORRETO DE TRABALHAR

"E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo" – João 12:32. Poucos de nós tem compreensão da razão pela qual Jesus Cristo morreu. Se compaixão é tudo o de que os seres humanos precisam, então a cruz de Cristo é uma farsa; não havia necessidade dela. O de que o mundo precisa não é de "um pouquinho de amor", mas de uma operação cirúrgica. Quando você se achar face a face com uma pessoa com um problema espiritual lembre-se de Jesus Cristo na cruz. Se aquela pessoa puder chegar a Deus de qualquer outro modo, então a cruz de Jesus Cristo é desnecessária. Se você puder ajudar outros com a sua compaixão ou compreensão, é um traidor de Jesus Cristo. Você tem que se manter num relacionamento correto com Deus e dar-se aos outros à maneira de Deus, não à maneira humana, que ignora Deus. A ênfase hoje em dia é religiosidade benévola. A única coisa que temos de fazer é apresentar Jesus Cristo crucificado, levantá-lo o tempo todo. Toda doutrina que não estiver baseada na cruz de Jesus levará o ouvinte para a direção errada. Se nós, servos de Cristo, cremos nele e confiamos na realidade da redenção, as pessoas às quais falamos irão sentir isso profundamente. O que permanece e se aprofunda é nosso relacionamento com Jesus Cristo; nossa utilidade para Deus depende tão-somente disso. A vocação do servo de Cristo é descobrir o pecado e revelar Jesus Cristo como Salvador; conseqüentemente ele não pode ser poético, tem que ser rigorosamente cirúrgico. Somos enviados por Deus para levantar Jesus Cristo perante o mundo, não para fazer discursos maravilhosos e belos. Temos que sondar os outros profundamente, como Deus nos sondou; ter discernimento para descobrir os textos que revelam diretamente a verdade, e aplicá-los com destemor. Extraído do livro Tudo para Ele de Oswald Chambers.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

EU ME ARREPENDO DE SER BOM

Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus em espírito e não confiamos na carne. Bem que eu poderia confiar na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne; eu ainda mais. Filipenses 3:3
Recentemente, ao ver uma entrevista concedida por um poeta e compositor brasileiro, fiquei admirado com um de seus versos que dizia mais ou menos o seguinte: “Deus me livra de mim, e da ruindade de gente boa, da bondade de gente ruim, Deus me livra de mim.” A profundidade de tal poesia despertou minha atenção, especialmente no que se refere a sua relação com a verdade do Evangelho, isto porque, ela revela inicialmente uma necessidade primordial: a de sermos livres ou libertos de nós mesmos.
Porém, sabemos que este é um problema que só a Cruz de Jesus Cristo pode resolver. As palavras do poeta apontam também, para as dificuldades que encontramos, quando tentamos diagnosticar o caráter das pessoas, levando em consideração apenas a aparência e o comportamentalismo externo das mesmas.
Quanta ruindade sendo feita por gente que tenta passar uma imagem de boa pessoa, ou que vende a imagem de bom, ou que tem um compromisso histórico com a bondade! Quantos pastores ladrões, padres pedófilos e crentes desonestos! São tantas as ações aparentemente bondosas, feitas por pessoas de índole duvidosa, que nos deixam tontos e confusos.
Além do que, o clamor por livramento do poeta, diante de Deus, aponta para a farsa da falsa gente boa, ao mesmo tempo em que revela um engodo - uma “ação bondosa” porém, realizada por gente ruim, essencialmente ruim. Algo que encontra amparo na palavra de Deus que diz: Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Romanos 3:10. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. Romanos 3:12.
É difícil para nós admitirmos que Deus possa dar uma inspiração desta a alguém que julgamos estar fora do alvo de sua revelação - se bem que este assunto merece por si só, outra reflexão - ao passo que nós, que nos julgamos íntimos de Deus, ainda usamos o tipo de recurso que Paulo chama de ... boa aparência na carne... Gálatas 6:12, para testemunharmos de Deus ou identificarmos o testemunho de alguém.
Isto é bem próprio de uma religião babilônica, judaizante e humanista. Precisamos entender que nós não somos judeus, nós somos cristãos, e que: Não se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam. Mateus 9:17.
Tal procedimento tem origem babilônica e satânica, pois cogita das coisas dos homens e não das de Deus. Neste contexto, a Graça é uma ofensa, pois ela tira toda a condição do homem, ou melhor, do velho homem, de se vangloriar, tendo em vista que o Evangelho da Graça expõe sua realidade de maldade. O mundo não vos pode odiar, mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más. João7:7.
A Cruz, pelo contrário, decreta o fim da vanglória humana e do mundo, como um sistema administrado pelo diabo, tendo o homem como seu escravo e serviçal. Assim que, diante da verdade só existe uma maneira de Deus agir em relação ao homem – com Verdade, Graça, Misericórdia e Amor.
Mas, como diz Paulo Brabo: “A graça é tão difícil de definir quanto difícil de acreditar. É por certo um monstruoso escândalo à religião e à moral, porque sustenta, basicamente, que Deus não acolhe as pessoas pela consistência de seu desempenho religioso, ético, social ou profissional, mas unicamente pela sua graça, seu próprio cavalheirismo, graciosidade e inclinação em perdoar.
Segundo a visão de mundo do novo testamento, é apenas devido a esta postura graciosa de Deus que gente sem nenhum mérito, como nós mesmos e o vil ladrão crucificado ao lado de Jesus, pode ser acolhido no Reino sem nenhum trâmite adicional.
A boa nova da graça explica que Deus não escolhe pessoas por seu desempenho admirável, porque do contrário não teria ninguém para escolher. Admirável é Deus.”
Talvez você discorde. Mas, com base em que? Amados, vamos pensar juntos. O que você teria em você mesmo para recompensar o favor de Deus em Cristo? Pense bem. Como você poderia atribuir um preço para recompensar algo que é imensurável em seu valor? Além do que, isto seria uma tentativa de fazer de Deus um negociante e, por extensão, fazer do sacrifício de Cristo uma mercadoria barata.
O pensamento, doutrina ou a maneira de agir, que faz de Deus um negociante, nega a excelência da revelação de Deus trazida em Cristo Jesus, o qual veio nos revelar Deus como Pai. ... Pai nosso que estás no céu... Lucas 11:2. E, um Pai, não quer negociar com seus filhos, antes, quer fazer dos filhos, seus herdeiros.
É por isto que a Bíblia vai nos ensinar que, em Cristo Jesus, nós fomos feitos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, logo somos também herdeiros, herdeiros de Deus, e co-herdeiros com Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Romanos 8:17.
O grande problema é que não somos acostumados com o amor, o Amor de Deus, ou melhor, com um Deus que é Amor. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. 1 João 4:8. Não conseguimos perceber que a grande mensagem da Cruz é Deus dizendo: Eu te amo de uma maneira inexplicável, Eu te amo. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16.
É por este motivo que corremos o risco de abraçarmos o evangelho da percepção ótica, e não o Evangelho da fé. Além do que, temos dificuldades em perceber quando estamos abraçando o evangelho da circuncisão e tudo o que nele está implicado - aquilo que Paulo vai chamar de outro evangelho. É por isso que o apóstolo começa a sua exortação dizendo: Quanto ao mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor. A mim não me desgosta e é segurança para vós outros que eu escreva as mesmas coisas. Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da falsa circuncisão. Filipenses 3:1-2.
Mas, quantas vezes nos aproximamos de Deus, sustentados pela nossa boa conduta moral e religiosa? E, quantas vezes fugimos de sua presença tendo em vista os nossos pecados? Quando assim agimos, ainda que inconscientemente, estamos afirmando duas coisas. A primeira delas diz que temos algo a oferecer a Deus, e não é o cordeiro Santo imolado, logo, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu em vão. Gálatas 2:21. A segunda diz que o sacrifício de Jesus Cristo é insuficiente para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. 1 João 1:9.
Isto significa negar o sacrifício de Cristo e a graça de Deus. É manter o homem como agente de sua própria justificação, santificação e redenção, e não Cristo, mas a Bíblia sagrada nos ensina que, mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; 1 Coríntios 1:30.
Quando olhamos para o texto de Filipenses 3:4-11: Ainda que eu também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, e seja achado nele, não tendo justiça própria que procede da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição, e à comunhão de seus sofrimentos, conformando-me com Ele na sua morte; para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. O que vemos?
Vemos um Paulo arrependido de sua bondade. Paulo não está arrependido por ter se prostituído, roubado ou adulterado. Ele se arrepende de sua conduta religiosa impecável, de todas as suas orações diligentes, porém vazias, feitas de si para si mesmo, dos seus jejuns e de seus dízimos, que têm o poder de convencê-lo de que ele não é como os demais homens. Ele se arrepende da sua obediência a um deus que não é pai, de todo o seu zelo religioso contra “hereges” que afirmam que Deus é Amor e age por Graça. Arrepende de ser justo, porém uma justiça que não vem da fé; de ser irrepreensível, de ser bom, porém sem Cristo.
Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2:19-20. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Efésios 2:8-10.
Que Deus nos livre, do nosso principal pecado, a incredulidade, que não nos permite dar crédito à verdade de Deus. Não há nenhum justo, nenhum sequer. Romanos 3:10b. Se formos justos em nós mesmos Cristo de nada nos aproveitará, não entenderemos Sua voz que veio chamar pecadores, e recusaremos sua vocação, por não nos entender como tais.
Muitos recusam o chamado de Cristo, não por causa de suas más obras, e sim, por causa das “bondades” que realizam. São bons demais para se considerarem pecadores e desprezam o chamado daquele que não veio chamar os justos, e, sim, os pecadores ao arrependimento. Lucas 5:31. Que o Pai nos perdoe de sermos bons demais para Ele. 
Alexandre Chaves www.palavradacruz.com.br 

domingo, 29 de janeiro de 2012

NUNCA PASSE ADIANTE ALGO QUE PREJUDIQUE ALGUÉM

"O amor cobre multidão de pecados" (1 Pe 4.8). 

O fofoqueiro não tem lugar no favor de Deus. Se você sabe alguma coisa que possa vir a obstruir ou ferir a reputa­ção de um dos filhos de Deus, enterre-a para sempre. Busque um pequeno jardim, atrás da casa - um lugarzinho em alguma parte - e, quando alguém se aproximar de você com alguma história de maledicência, leve-a até ali e sepulte-a, dizendo: "Aqui jaz em paz a história sobre meu irmão". Deus tomará conta daquela história. "Com o critério com que julgardes, sereis julga­dos" (Mt 7.2).

Se quer que Deus seja bondoso com você, terá também de ser bondoso com Seus outros filhos. Você dirá: "Mas isso não é a graça!?". Bem, a graça é que fez você entrar no reino de Deus. E um favor imerecido. Porém, depois de você assentar-se à mesa do Pai, Ele espera poder ensiná-lo como se portar à mesa. E Ele não lhe permitirá comer enquanto você não obedecer à etiqueta de Sua mesa. E que etiqueta é essa? E que não conte histórias sobre os irmãos que estão as­sentados à mesa com você - não importando onde congregam, a nacionalidade ou aconte­cimentos do passado. A. W. TOZER

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

MIGALHAS QUE CAEM DA MESA

O ESPÍRITO SANTO NA TRINDADE 
Quando Elohim, o Deus grupal, criou o ser humano, disse: não é bom que adão esteja só. Adão aqui é um homem coletivo, não necessariamente um indivíduo.
A solidão é avessa à coletividade e viver é um assunto de compartilhamento e um modelo social da Trindade.

Já vimos, em outro artigo, que a matemática absoluta não divide a divindade.
Deus é uno, mas a sua unidade não é solitária. A coesão divina se mantém na pluralidade dos personagens, que mesmo sendo um único Deus, a sua convivência é numa sociedade sem rachadura de vontades. Como a natureza de
Deus é o amor, aquele que ama sempre fará a vontade daquele que é amado.

O Pai ama o Filho fazendo a vontade do Filho. O Filho ama o Pai realizando a vontade do Pai. O Pai e o Filho amam o Espírito efetuando a vontade do Espírito. O Espírito ama o Pai e o Filho executando as suas vontades. Na singularidade de Deus vemos três pessoas tendo uma só vontade e realizando um só propósito. Um é o número da indivisibilidade, enquanto três é o testemunho perfeito. Quando três se unem em uma só vontade não haverá traidor nem bifurcação.

Quando A for igual a B e B igual a C, logo C será igual a A. A unidade na Trindade depende da igualdade das vontades. A vontade de uma só pessoa é uma vontade unilateral. As vontades de duas pessoas em harmonia é um acordo de
dois lados que pode ter divergência ou ser rescindido, mas quando esse concerto tem três lados iguais, torna-se um depoimento uno e coerente.

O Espírito Santo é a conexão social das três vontades unidas em uma só vontade, fazendo com que a unidade das três seja o consenso mais poderoso que qualquer união possa promover neste mundo. Ter uma aliança indissolúvel na diversidade das vontades é, sem dúvida, o maior e mais perfeito nexo que pode existir no Universo. Nada pode superar ao poder inseparável das vontades idênticas e indissociáveis manifestas na pluralidade singular da Trindade Divina.

A doutrina da Trindade é simplesmente a concepção humana da revelação divina de que há um ser eterno de Deus: infinito, imaterial e indivisível. Esse um ser de Deus é compartilhado por três pessoas co-iguais, co-eternas e co-participativas, a saber, o Pai, o Filho e o Espírito. E essa cooperação uniforme, idêntica e constante é a causa não causada que causa a realidade do Universo e a universalidade dos relacionamentos significativos na ordem cósmica. Glenio Paranaguá 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

NUNCA SE DEFENDA


Todos nós nascemos com o desejo de defender-nos. E caso insista em defender a si mes­mo, Deus permitirá que você o faça. Porém, se você entregar sua defesa a Deus, então Ele o defenderá. Ele disse a Moisés certa vez: "Serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários" (Ex 23.22).
Muito tempo atrás, o Senhor e eu chega­mos juntos ao capítulo 23 do livro de Êxo­do, e Ele me mostrou essa passagem. Já faz trinta anos que ela tem sido uma fonte de bênçãos indizíveis para mim. Não tenho de lutar. O Senhor é Quem luta por mim. E Ele certamente fará o mesmo por você. Ele será o Inimigo dos seus inimigos e Adversário de seus adversários, e você nunca mais precisará defender a si mesmo.
O que defendemos? Bem, defendemos nosso serviço e, particularmente, defende­mos nossa reputação. Sua reputação é o que os outros pensam que você é, e se surgir al­guma história sobre você, a grande tentação é tentar correr para acabar com ela. No en­tanto, como você bem sabe, tentar chegar até a fonte de uma história assim é uma tarefa inútil. Absolutamente inútil! E como tentar achar o passarinho depois de ter encontrado uma pena no gramado. Você não poderá fazer isso. Porém, se se voltar completamente ao Senhor, Ele o defenderá completamente e providenciará para que ninguém lhe cau­se dano. "Toda arma forjada contra ti não prosperará", diz o Senhor, "toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás" (Is 54.17).
Henry Suso foi um grande crente em dias passados. Um dia, ele estava buscando o que alguns crentes têm-me dito que também estão buscando: conhecer melhor a Deus. Vamos colocar isso nestes termos: você está procu­rando ter um despertamento religioso no ín­timo de seu espírito que o leve para as coisas profundas de Deus. Bem, quando Henry Suso estava buscando a Deus, pessoas começaram a contar histórias más sobre ele, e isso o entris­teceu tanto que ele chorou lágrimas amargas e sentiu grande mágoa no coração.
Então, um dia, ele estava olhando pela janela e viu um cão brincando no terraço. O animal tinha um trapo que jogava por cima de si, e tornava a alcançá-lo apanhando-o com os dentes, e corria e jogava, e corria e jo­gava muitas vezes. Então Deus disse a Henry Suso: "Aquele trapo é sua reputação, e estou deixando que os cães do pecado rasguem sua reputação em pedaços e a lancem por terra para seu próprio bem. Um dia desses, as coisas mudarão".
E as coisas mudaram. Não demorou muito tempo até que os indivíduos que estavam atacando a reputação de Suso ficassem con­fundidos, e ele foi elevado a um lugar que o transformou numa autoridade em seus dias e numa grande bênção até hoje para aqueles que cantam seus hinos e lêem suas obras. A. W. TOZER

NÃO SEJA DONO DE COISA ALGUMA

Com isso, não quero dizer que não possamos possuir coisas. Quero dizer que devemos ser libertos do senso de possuí-las. Esse senso de posse é o que nos embaraça. Todos os bebês nascem com as mãozinhas fechadas, e isso me parece dizer: "Isto é meu!" Uma das primeiras coisas que eles dizem é "meu", com voz irada. Esse senso de "isto é meu!" é muito prejudicial para o espírito. Se puder livrar-se disso, para que não tenha mais o sentido de posse sobre qualquer coisa, você sentirá grande liberdade em sua vida.

Não pense com isso que você precisa ven­der tudo quanto possui e distribuir como ca­ridade. Não, Deus permitirá que você tenha seu carro e seus negócios, sua profissão e sua posição, qualquer que ela seja, contanto que entenda que isso não é seu, em absoluto, mas Dele, e que tudo quanto está fazendo é apenas trabalhando para Ele. Então, poderá estar tranqüilo em relação a tudo isso, pois nunca precisamos nos preocupar por perder o que pertence a outra pessoa. Se essas coisas forem suas, você estará sempre olhando para as mãos para ver se ainda estão ali, mas se forem de Deus, já não precisa se preocupar com elas.
Permita-me apontar-lhe algumas das coisas que você tem de entregar a Deus. Suas posses são uma dessas coisas. Alguns dos queridos filhos do Senhor estão sendo mantidos para trás porque existe uma bola e uma corrente presas em suas pernas. Se for um homem, pode ser seu luxuoso carro ou a suntuosa casa. Se for uma mulher, talvez sejam suas louças de porcelana ou seus móveis estilo. Luiz XV, e tudo o mais. Vamos considerar um precioso vaso como exemplo. Ali está ele, e se alguém batesse nele e o quebrasse, seu pobre dono provavelmente perderia cin­co anos de sua vida! A. W. TOZER

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

TRATE SERIAMENTE COM O PECADO

O pecado tem sido disfarçado nestes dias, aparecendo com novos nomes e caras. Você pode estar sendo exposto a esse fenômeno na escola. O pecado é chamado por diversos nomes enfeitados - qualquer nome, menos pelo que ele realmente é. Por exemplo, os homens já não ficam mais sob convicção de pecados; eles têm um complexo de culpa. Em lugar de confessar suas culpas a Deus, para se livrarem delas, deitam-se num divã e tentam relatar o que sentem a um homem que deve conhecer melhor tudo sobre eles. Após algum tempo, a resposta dada é que eles foram profundamente desapontados quando tinham dois anos, ou alguma coisa semelhante. Supõe-se que isso os fará sentirem-se melhor.
Tudo isso é ridículo, porque o pecado é ainda o mesmo antigo inimigo da alma. Ele nunca foi alterado. Precisamos tratar firme­mente com o pecado em nossa vida. Lembremo-nos sempre disso. "O reino de Deus não é comida nem bebida", disse o apóstolo Paulo, "mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17). A justiça repousa à porta do reino de Deus. "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez 18. 4, 20).
Não estou pregando a perfeição sem pe­cado. Antes, quero dizer que todo pecado conhecido deve ser nomeado, identificado e repudiado, e que devemos confiar em Deus para nos libertar dele, para que não exista qualquer pecado consciente, deliberado em qualquer parte de nossa vida. E absolutamen­te necessário que façamos isso, porque Deus é um Deus santo, e o pecado está no trono do mundo.
Portanto, não chame seus pecados por algum outro nome. Se você é invejoso, chame-o de inveja. Se você tem a tendência à autocomiseração e a sentir que não é apre­ciado, mas é como uma flor que nasce para morrer despercebida, a desgastar sua doçura no ar do deserto, chame esse pecado pelo que ele é: autopiedade.
Também há o ressentimento. Se você está ressentido, admita-o. Tenho conhecido pes­soas que vivem num estado de indignação furiosa a maior parte do tempo. Conheço um pregador que age como uma galinha lançada fora do ninho: ele fica correndo em todas as direções queixando-se e murmurando - al­guém está sempre o fazendo errar. Ora, caso você tenha esse mesmo "espírito", tem de tratar com ele imediatamente. Você precisa livrar-se disso. O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado. Em lugar de tentar disfarçar o pecado ou procurar uma tradução grega opcional em algum lugar sob a qual ocultá-lo, chame-o por seu nome correto e livre-se dele pela graça de Deus.
Há também o mau humor. Não o cha­me de indignação. Não tente chamá-lo de algum outro nome. Chame-o pelo que ele é. Porque, se você tem mau humor, ou você se desfaz dele ou ele desfará muito de sua espiritualidade e alegria.
Por conseguinte, tratemos do pecado com seriedade. Sejamos perfeitamente cândidos. Deus ama pessoas cândidas. A.W. TOZER