segunda-feira, 16 de julho de 2012

ANÔNIMO

"Então, propuseram dois: José, chamado Barsabás, cognominado Justo, e Matias." (Atos 1:23 ARA)


Se alguém puder me ajudar eu agradeço. Procurei intensamente e não encontrei nenhuma menção de Matias antes desse versículo, nem com nomes equivalentes (era comum na época ter dois nomes). Pelo menos na Bíblia não encontrei nada. Quem era esse irmão e para onde foi depois disso? Tão anônimo era antes quanto ficou depois, pois some no verso 26 e não se encontra mais.
Se lermos os versículos 21 e 22 vamos ver os critérios de escolha que apontaram para Matias e então aprendemos algumas riquezas. Ele andou com Jesus desde o início e testemunhou sua ascenção, desde o batismo de João. Ou seja, era um daqueles que sempre esteve ali mas nunca se destacou.
Meu irmão, eu já perdi ovelha na igreja por muito muito menos do que isso. Por não ter mais um cargo, por mudarem os tapetes, por cada coisa simples. Esse Matias não era um dos 12, talvez fosse o 13º ou o 70º dos 70, mas estava lá e não desistiu. O dia dele chegou, afortunadamente, mas poderia nem ter sido ele o escolhido e sim o tal do José Barsabrás, que, por sinal, preencheu os mesmos requisitos e não foi escolhido. Meu Deus, os caras estavam lá fazendo tudo certo e ficaram anonimos, totalmente despercebidos dos historiadores, sem qualquer registro ou reconhecimento.
Querido, isso me ensina muito, mas muito mesmo, sobre humildade e foco. Se fazemos as coisas para nossa satisfação ou alegria das pessoas, desistiremos. Não importa se somos reconhecidos, se alguém nos agradece, se temos cargo, se somos remunerados, se há qualquer coisa que nos tire do anonimato. NAO IMPORTA. Se estamos bem com Deus e focados na missão, basta seguir em frente. Eu comecei escrevendo devocionais para uns 200 assinaturas que hoje são milhares e confesso que, às vezes, recebo 8 ou 9 comentários de quase 70.000 pessoas. Não importa, o recado está sendo dado e a voz do Espírito no meu ouvido continua dizendo "não pare".
Meu irmão, ouça isso: não pare por falta de reconhecimento. Esqueça as opiniões das pessoas e faça para Deus.
"Pai, obrigado por que o Senhor é o que me basta tanto para ser reconhecido como para prosseguir. Só dependo de Ti. Se o Senhor estiver comigo eu prossigo."
Mário Fernandez - www.ichtus.com.br

domingo, 8 de julho de 2012

O QUE É SER UM CRISTÃO?

Tendo-o encontrado Paulo, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. Atos 11:26 

A palavra Christianos é um termo latinizado do grego, encontrado apenas três vezes no Novo Testamento e designa os seguidores de Cristo Jesus (Atos 11:26; 26:28; 1 Pedro 4:16). Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. Atos 11:26. A recém formada igreja em Antioquia era constituída de uma mistura de gentios e judeus de fala grega e aramaica. Nessa cidade os crentes em Jesus foram chamados pela primeira vez de cristãos – aqueles que seguem a Cristo. Não foram identificados pela naturalidade, pela cultura nem pelo idioma, mas pelo que tinham em comum – a vida de Cristo. Em Atos 26:28 lemos: Por pouco me persuades a me fazer cristão. Este fato foi descrito por Lucas da ocasião em que o apóstolo Paulo em Cesareia foi arguido pelo Rei Herodes Agripa II, por volta de 58 d.C. Ainda o texto de 1 Pedro 4:15-16 diz: Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome. No entanto os escritores bíblicos descrevendo os seguidores de Cristo usaram outras expressões como crentes, irmãos, discípulos (Atos 5:14; 6:3; 11:26), eleitos, fiéis (Colossenses 3:12; 1 Timóteo 4:12), servos de Deus (Romanos 6:22), santos, igreja de Deus (1 Coríntios 1:2). Pelos de fora da igreja primeiramente os cristãos foram chamados "do Caminho" (Atos 9:2; 19:9,23; 22:4), e pelos adversários de "seita dos nazarenos" (Atos 24:5). Ao pensarmos sobre a pergunta que dá o título a esse artigo, podemos ser levados a considerar o contexto social, político e econômico da época dos apóstolos ou o nosso contexto atual. Não importa tanto o contexto passado ou presente para nossas considerações aqui, mas sim o que de fato acontecia na fé prática dessas pessoas impactadas por Jesus Cristo, o que levou a serem chamadas de cristãs. Então vamos à pergunta: O que é ser um cristão? A nomeação dada aos que seguiam, e seguem, a Jesus Cristo revela uma identidade ou uma identificação. Não foi um nome dado por honra, mérito ou por prestígio devido a uma elevada posição. Antes, foi um nome dado por escárnio, zombaria e identificação com o Cristo. Ter sido chamado cristão não foi elogio, foi uma forma de desmerecer os irmãos da igreja primitiva. O que você e eu vemos numa pessoa da qual podemos dizer: É um cristão!?. Ou o que há em nossa vida que nos identifique como tal? Biblicamente o significado da palavra Cristãos no grego é "seguidor de Cristo", dando o sentido de que o cristão deve ser uma cópia de Cristo. A designação não está relacionada a alguma religião ou denominação religiosa, mas sim à identificação que uma pessoa tem com a pessoa de Cristo. Desta maneira muitos dizem que “ser um cristão” é: ser um discípulo de Cristo; é ser como Cristo; é ser uma nova criatura em Cristo; é ter a vida de Cristo no seu interior; é ser sal e luz; é andar com/em Jesus; é identificação com Cristo, é vida substituída. O que distinguia os cristãos do primeiro século? Os que os observavam prontamente os reconheciam como inteiramente diferentes dos praticantes do judaísmo ou da filosofia grega; foi uma progressiva associação em que não se distinguia nessa gente um judeu ou um grego, mas Cristo sendo tudo em todos. Hoje você e eu, estamos sendo reconhecidos como cristãos? Creio que de tudo o que podemos pensar corretamente sobre ser um cristão, ainda assim, a definição carece de um elemento prático. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. João 13:35. A característica fundamental, e que revela a identidade do Cristão, é o amor. A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Lucas 10:27. Pertencer a uma denominação, ou andar conforme um padrão religioso, não torna ninguém um cristão. O que nos torna discípulos é sermos identificado com Cristo na sua morte e ressurreição. Jesus fez o convite para sermos seus seguidores, dizendo: Se alguém quer vir após mim negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Mateus 16:24. Aqueles que são verdadeiros cristãos não somente creem que foram incluídos na morte e ressurreição com Cristo, mas também o amam e por isso se submetem ao seu senhorio. É a mudança da morte para a vida, das trevas para a luz, da malignidade para a retidão, e tudo isso propiciado pelo poder e graça de Deus. Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos. João 8:31. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço. Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos. 1 João 2:10-11. Você e eu não podemos ter um grande relacionamento com Deus, maravilhoso e cheio do Espírito Santo, se as nossas relações com as pessoas à nossa volta estão entenebrecidas. A principal qualidade identificadora pela qual os verdadeiros cristãos são reconhecidos é o notável amor que têm entre si. Porém isso, muitas vezes, não tem sido notório aos olhos do mundo. Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. 1 João 3:18.Não é estranho? Falamos e cantamos sobre a misericórdia e a graça e depois viramos as costas em desafeto, ou quando cumprimentamos, no fundo do nosso coração não faríamos uma refeição com aquela pessoa. Se nós confessamos: “Cristo é a minha vida”, mas não falamos ou até mesmo desprezamos a outros irmãos, então estamos amando somente de palavra, mas na prática estamos longe do amor. Se o limite do “Ser” um cristão é simplesmente se reunir, ouvir uma pregação e cantar, então não somos cristãos. Se justificar dizendo que por não fazer mal ao irmão está tudo bem, é não discernir o corpo de Cristo. Mas não foi assim que aprendestes a Cristo... (Efésios 4:20; 5:4). É o tom de voz, é a gentileza, é o cuidado com o outro, é o respeito, é o considerar o outro superior a si mesmo, é o não maldizer, é desistir da ironia, do sarcasmo, do egoísmo. Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Mateus 20:25-27. A questão é mais profunda do que pensamos. “A vida do verdadeiro cristão é marcada por obediência habitual. A nossa obediência não será perfeita. Um verdadeiro cristão irá pecar; é por isso que ele deve ser sensível ao pecado. Mas a vida de um verdadeiro cristão será marcada por um novo relacionamento, um relacionamento real com o Senhor da Palavra de Deus. Isto não significa que iremos viver uma vida de perfeição sem pecado, como Ele viveu. Mas significa que o nosso modo de andar, de viver, de ser, de falar – todos os aspectos da nossa vida estarão, pouco a pouco, de alguma forma em conformidade com a vida de Cristo.” Paul Washer. A questão é: Jesus Cristo é o Senhor da minha vida? O apóstolo Paulo escreveu: Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. Romanos 14:9. Muitos querem a salvação e as bênçãos, mas não querem o Senhorio de Jesus Cristo. Se submeter ao Senhorio de Jesus Cristo é deixarmos de querer a nossa vontade para abraçar a vontade dEle. Deixarmos de amar por nós mesmos, para então amar com o amor dEle. Deixarmos de viver por nós mesmos, para viver por Ele. A vida cristã é viver em Cristo, viver por Cristo e viver para Cristo. A maravilha de ser um cristão consiste na renúncia que é feita somente por amor. Aí sim eu e você estaremos começando a ser mais parecidos com Cristo. O que me interessa é o Cordeiro manso e humilde de coração. Quero aprender com Ele e a cada dia ser tornado um pacificador, suave com o próximo, firme e amoroso, falando sempre a verdade em amor. Para que isso possa acontecer Jesus nos chama para andar nEle. Andar em Cristo faz a nossa realidade mudar. Você quer andar em Cristo? Ele não nos pergunta se você e eu conseguiremos ou não, Ele pergunta se queremos. Ser um cristão significa renunciar a si próprio para viver para Deus. Desde o momento em que recebemos a Cristo como nosso único Senhor, cremos com o coração e confessamos com nossos lábios a Deus que já não somos mais donos de nós mesmos, mas que agora somos dEle. Ser um cristão é refletir o caráter de Cristo; é expressar a vida de Cristo no dia a dia de tal forma que as pessoas possam lê-la em nós. Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens... (2 Coríntios 3:2-6). Aquele que ama o seu irmão não é salvo por causa do seu amor, mas ele tem uma expressão amorosa porque foi salvo pelo amor de Deus. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. 1 João 4:11. O chamado de Jesus para sermos seus discípulos não está condicionado a pararmos de pecar e nem com o propósito de irmos para o céu. O chamado de Jesus Cristo é: “Submeta-se à minha autoridade, ao meu senhorio e você será meu discípulo, experimentará o meu amor, a minha vida, a minha santificação, a minha purificação”. Tão somente disponha ao Senhor Jesus Cristo a tua vida, submeta-se a Ele nessa caminhada, pois todos os que andaram com/em Ele foram reconhecidos como seus discípulos, como Cristãos. Deus será glorificado, a igreja será edificada e perdidos serão salvos. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. João 13:35. Eric Gomes do Carmo

terça-feira, 26 de junho de 2012

O VALOR DE NOSSOS PAIS...!!!

" Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de
gerente de uma grande empresa.

Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e
tomou a última decisão.

O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações
acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até
à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse
pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem
respondeu, "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades ?"
o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi
a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."

O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu,
"A minha mãe lava roupa."

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem
mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou, "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as
roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu
estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa
mais depressa do que eu."

O diretor disse, "Eu tenho um pedido.  Hoje, quando voltares, vais e
limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando
chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A
mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos e
mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe
enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe
estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos.
Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpas com
água.

Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que
lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões
nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência
acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as
restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou,
"Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?"

O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de
lavar as roupas que sobraram."

O diretor pediu, "Por favor diz-me o que sentiste."

O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe,
não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a
minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo
pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma
relação familiar."

O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero
recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que
conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma
pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida.
Estás contratado."

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos
seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e
como equipa. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis,
vai desenvolver-se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro.
Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar,
vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente,
nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vais sempre culpar
os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas
academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas
eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão
resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo
de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o
nosso filho?

Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições,
aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a
relva, por favor deixe-o experienciar isso. Depois da refeição,
deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Isto
não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque
o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o
quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe
daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem
entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e
aprendizagem da habilidade  de trabalhar com os outros para fazer as
coisas.

Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?


terça-feira, 19 de junho de 2012

'Não julgueis, para que não sejais julgados.' - Mateus 7.1



'Não julgueis, para que não sejais julgados.' - Mateus 7.1
No que diz respeito a julgar, Jesus diz: 'Não o faça.' O cristão comum é um individuo crítico ao extremo. A critica faz parte das faculdades comuns do homem;mas, no campo espititual, nada se consegue através da crítica.

O efeito da crítica é a destruição dos potenciais daquele que é criticado; o Espírito Santo é o único que está em condições de criticar; só Ele é capaz de mostrar o que está errado sem magoar nem ferir. É impossível entrar em comunhão com Deus quando se está com espírito crítico, pois ele nos torna duros, vingativos e cruéis, e nos deixa com a lisonjeira presunção de que somos superiores. Jesus nos diz que, como discipulos, temos que cultivar um estado de espirito que não critica. Isso não se consegue de uma vez. Evite qualquer atitude que o coloque numa posição superior.

Não há como escapar à sondagem de Jesus. Se estou vendo o argueiro em seu olho, isso significa que tenho uma trave no meu. Tudo o que vejo de errado em você, Deus o encontra em mim. Todas as vezes que julgo alguém, condeno-me a mim mesmo (ver Romanos2.17-20). Chega de medirmos a vida dos outros. Sempre existe na vida dos outros um lado que não conhecemos. O que Deus tem que fazer é submeter-nos a uma faxina espiritual; e, depois disso, não sobra espaço algum para o orgulho. Depois que descobri o mal que existiria em mim, não fora a graça de Deus, jamais encontrei alguém que me fizesse perder as esperanças a seu respeito.  
Autor: Oswald Chambers
Extraído do Livro Tudo Para Ele

quinta-feira, 14 de junho de 2012

GEORGE MULLER

No século XVIII, um jovem do de 21 anos sentiu o chamado para Missões. Nessa época namorava com uma moça cuja negação para Missões era evidente. O jovem, depois de muita luta, renunciou-a por amor a Deus.
                Desejando se preparar para cumprir seu chamado, viu-se desafiado pelo pai que ameaçava cortar o auxílio financeiro que lhe dava e do qual ele dependia para seus estudos. O jovem, corajosamente abriu mão de tal auxílio.
                Mais tarde, quando se tornou pastor, sofreu pressão por parte de alguns na igreja; seus opositores não queriam dar-lhe o salário necessário para sua manutenção. Após consultar a Deus em oração desafiou aquele povo dizendo: “Aqui ficarei! Se me cortarem o salário, ainda assim ficarei.”
                O jovem pastor colocou uma caixa à entrada do templo com os seguintes dizeres: “Os que sentirem desejo de cooperar no sustento do pastor devem colocar nesta caixa as suas ofertas”.
                O servo do Senhor aprendeu que se o Senhor cuida até dos pardais, quanto mais cuidará do servo que lhe obedece.
                Habitando em Londres, Inglaterra, teve sua vida impactada pelo texto do Salmo 81.10, que diz: “...abre bem a boca e ta encherei”. Este texto se tornou seu lema de vida; ele foi alertado para o fato de que as infinitas riquezas da providência estarão postas à disposição humana, caso forem solicitadas devidamente.
                Vendo que havia ali centenas de órfãos desamparados nas ruas, resolveu, então, fundar um orfanato, determinando que o único meio de suprir às necessidades dele seria às orações; a ninguém pediria nada.
                Publicou, neste período, um cartaz, no qual anunciava o propósito de abrir um orfanato. Visava atingir, principalmente, quatro classes de pessoas, as quais iria ajudar com seu testemunho e labor:
                1 – Os pobres, que, preocupados com suas próprias famílias, julgavam não ter tempo para se dedicarem às coisas divinas. Se ele, também pobre, pudesse manter e educar um grupo de órfãos, provendo-lhes as necessidades, teria prova concreta a oferecer-lhes;
                2 – Pessoas temerosas quanto à própria velhice e o medo de ficarem desamparadas. A estas seria revelado que Deus é o verdadeiro amparador, em todas as circunstâncias.
                3 – Comerciantes que, por causa das dificuldades, conduziam seus negócios de modo incorreto. A estes ele desejava provar o valor da retidão absoluta e confiança em Deus;
                4 – Aqueles cujas profissões não se harmonizavam com a vida cristã, mas receosos de mudá-la, temiam chegar a padecer necessidade. Desejava evidenciar que a Providência jamais os haveria de desamparar.
                Assim, levantou-se o primeiro de vários orfanatos que foram sustentados pelas orações de um homem.
                Certa vez, alguém perguntou: “Uma instituição assim não pode manter-se sem fundos permanentes. Há aqui tais fundos?”. A resposta foi: “Nossos fundos estão depositados num banco que jamais pode falir”.
                Esse jovem pastor se tornou famoso, mais de um milhão de paginas já foram escritas sobre ele. Seu nome é George Muller, o homem que creu no poder da oração e em tudo dependeu de Deus. Registra-se que em toda a sua vida, recebeu 50 mil respostas de Deus às suas orações.
                E você, em que tem confiado?
Rev. Maurício