sábado, 31 de julho de 2010

UMA NOVO CORAÇÃO

Você notará… Deus não tem prometido aperfeiçoar nossa natureza ou remendar nossos corações partidos. Não, sua promessa consiste em nos dar um novo coração e um espírito de retidão. A natureza humana está muito longe de ser apenas melhorada. Não é como uma casa que
precisa de pequenos reparos, tais como substituir uma telha ou fazer um reboco no teto. Não, ela está completamente corrompida. Até  seu alicerce está arruinado. Do teto ao alicerce, não há uma viga sequer que não tenha sido comida pelos cupins. Não existe mais solidez, está toda apodrecida e pronta para desabar. Deus não faz tentativas ou experimentos com o homem; Ele não escora as paredes com estacas ou pinta novamente as portas; não ornamenta e embeleza, mas determina que a velha casa seja completamente derrubada, e uma nova seja construída em seu lugar. Como já mencionei, isto é mais do que ser restaurada ou melhorada. Se apenas algumas peças estivessem em mau estado, poderiam ser consertadas. Se tão-somente uma ou
duas engrenagens desta grande máquina chamada “humanidade” estivessem quebradas, o Criador colocaria tudo em ordem. Trocaria as peças quebradas, substituiria a roda danificada, e a máquina voltaria a trabalhar. Pelo contrário, os reparos são necessários por toda parte; não há sequer uma alavanca que não esteja quebrada ou eixo sem estragos; nenhuma das engrenagens funciona corretamente. A cabeça toda está doente e o coração completamente debilitado. Da sola dos pés à cabeça, a raça humana está toda infestada de chagas e feridas pútridas. Por isso, o Senhor, não pensa em apenas um simples reparo. Ele diz: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”.  Charles Haddon Spurgeon

quinta-feira, 29 de julho de 2010

FRASES

É impossível alguém se arrepender de fato sem ter uma profunda decepção consigo mesmo. A.W.Pink


Quase todo homens suportam a adversidade, mas se você quiser testar o caráter de um homem, dê-lhe o poder. Abraham Lincoln


"Pode se enganar todo mundo durante algum tempo, e algumas pessaos durante o tempo todo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo." Abraham Lincoln


Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo. Agostinho


"Quando Deus intenciona encher uma alma, primeiramente Ele a esvazia. Quando Ele deseja enriquecer uma alma, primeiramente Ele a empobrece. Quando Ele intenciona exaltar uma alma, Ele primeiro a faz sensível às suas próprias misérias, desejos e nulidades." R.C. Chapman


“Se você der a Deus o direito de controlar sua vida, Ele fará de você um experimento santo. E os experimentos Dele sempre dão certo.” Oswald Chambers


“Não são os grandes homens que transformam o mundo, mas sim os fracos nas mãos de um grande Deus.” Irmão Yun


“Algumas pessoas passam a vida toda fora da cadeia, mas com o coração preso, escravo do pecado e cativo por muitos laços. Esses homens enfrentam a existência mais miserável possível na prisão. Contudo, no interior, são livres como pássaros e pairam acima do topo das montanhas. Eles amam a Jesus de todo o coração.” Irmão Yun


“Os que sofrem não são os que estão presos por causa de Jesus, mas aqueles que nunca desfrutam da intimidade da presença de Deus”. Irmão Yun


“Não ore pelo fim da perseguição! Não devemos querer carga mais leve, e sim costas mais fortes! Então o mundo verá que Deus está conosco, capacitando-nos para viver de uma forma que reflete seu amor e seu poder”. Irmão Yun


“Nunca se satisfaça com o chamado de Deus em si, nem com os dons que Ele dá. Contentese apenas com o próprio Jesus Cristo.” Irmão Yun

“Alguns homens passam a vida fora da cadeia, mas depois enfrentam a prisão eterna no inferno. Vocês estão presos nesta vida, mas a partir de hoje, o nome de cada um de vocês está escrito no céu, e vocês estão livres”. Irmão Yun na cadeia


"Muitos pensam que “morrer para si mesmo” é o que lhes causa tanta dor. Mas, na realidade, é a parte deles que ainda vive que é a causa do problema. Tome a sua cruz. Permita que tudo em você que não é nascido de Deus morra." Fenelon


“Ó vós pobres almas, que vos esgotais com aflições desnecessárias; se buscásseis a Deus no vosso coração, haveria um rápido fim para todas as vossas inquietações. O aumento das tribulações seria proporcional ao vosso deleite.” Madame Guyon


Abracemos toda a verdade ou renunciemos totalmente ao cristianismo. Joseph Irons


Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para a que há de vir. Martinho Lutero

quarta-feira, 28 de julho de 2010

GENEROSIDADE


“No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar.” (Lucas 10:35 ARA)


Muitas vezes olhamos para este samaritano anônimo e o julgamos um homem de misericódia. Alguém que se importou com outro ser humano e teve compaixão dele. Uma pessoa que não se conformou e continuar sua vida sabendo que poderia fazer algo por um necessitado. Mas, talvez passe despercebido neste versículo o fato dele ter investido de seu dinheiro também. Era generoso.

Sem dúvida muitas pessoas se dispõe a orar por outros na igreja, a consolar os que choram, a se envolver nas suas vidas, abençoar de várias formas. Mas ao tocar no bolso as coisas mudam e muitos (graças a Deus nem todos) recuam. O que concluo é que alguns conseguem ter misericórdia mas não conseguem ser generosos.

A generosidade é algo que Deus valoriza muito, especialmente se nos lembrarmos que o Reino de Deus não é comida nem bebida; que não devemos acumular tesouros aqui; que o amor ao dinheiro é raiz de males; que avareza é idolatria. Se olharmos no começo da igreja, especialmente no livro de Atos, vemos que as pessoas supriam as necessidades uns dos outros – materialmente. O “som que se ouvia” no começo da igreja era de mãos entrando e saindo do bolso para abençoar. Onde isso se perdeu? Não importa. Precisamos restaurar a generosidade no meio do povo de Deus.

Ouvi uma frase que gravei: o mundo está repleto (e farto) de exemplos de prosperidade, então precisamos dar exemplos de generosidade. Não impressiona mais ter milhões e morar em mansão ou ter carro importado. O que impressiona é encher o porta-mala de sanduíches e sair distribuindo na rua. Impressiona ajudar os que aparentemente não fazem por merecer. Impressiona é estourar a conta no banco para comprar roupras para quem precisa. Sejamos generosos, cada um na sua medida.

“Senhor, eu não quero ser famoso, quero ser generoso. Se for para ser rico e egoísta, não faço questão. Mas quero sim ter recursos para poder repartir mais. Ensina-me a ser generoso.” Mário Fernandez

A SUFICIÊNICA DE CRISTO SUPRINDO A DEFICIÊNCIA HUMANA

Então, ele me disse: A minha graça te basta, (ou é suficiente) porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:9

Saulo, o perseguidor da Igreja, o religioso implacável, foi transformado em um filho de Aba e servo de Jesus Cristo. Paulo, o filho-servo convertido, passou pela escola do deserto, sendo preparado pelo Espírito Santo para a obra do apostolado cristão. Tornou-se um baluarte da pregação do evangelho e fez uma viagem particular à estância celestial, se no corpo ou fora deste, ele não tem noção, mas sabe que esteve num ambiente denominado terceiro céu. Foi uma realidade incomum.

Lá, Paulo, o apóstolo gracioso, ouviu coisas indizíveis para qualquer mortal e, ao regressar como alguém fora de série, estava em perigo. Talvez, ele seja a única pessoa que tenha tido este privilégio. Mas, agora, o perigo rondava a sua alma. Ser especial é encontrar-se tendente à presunção. Ninguém pode ser único em matéria de distinção, sem cair no risco da vanglória.

A obra prima do pecado é nos perpetrar no nível dos condecorados, com uma boa opinião de nós mesmos. Por isso, o Pai precisava entrar neste assunto perigoso. Foi aí que Aba enviou um mensageiro de Satanás para desmontar a altanaria deste super astronauta. O Manual do Fabricante já prescrevia: A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda. Provérbios 16:18.

Não há nada no coração do ser humano que mais se contraponha ao Espírito de Deus do que a ostentação da glória pessoal. Desconstruir uma posição privilegiada foi uma tarefa divina aos cuidados de um mensageiro maligno. O projeto era de Deus, mas o desconstrutor foi Satanás.

O Soberano Deus pode usar qualquer uma das suas criaturas, mesmo as mais rebeldes e malignas, para a execução de qualquer um dos seus propósitos em benefício dos seus filhos. O Senhor é tão poderoso que até mesmo os seus inimigos mais ferrenhos, quando são ordenados, o obedecem sem controverter. Neste Universo não há dois soberanos coexistindo ao mesmo tempo. Não existem dois Deuses, um do bem e outro do mal. Elohim, o Deus Triúno, é o único Criador e todos os outros seres criados são apenas criaturas.

O apóstolo Paulo corria grande risco de ensoberbecer-se com a grandeza das revelações. Então, o Senhor lhe designou um espinho na carne para abatê-lo. Era um representante de Satanás, mas quem havia dado a ordem para o mister foi o próprio Senhor. Paulo carecia de esvaziamento.

O orgulho é a principal plataforma do inferno para o lançamento do pecado, enquanto a humildade é o manto que reveste os filhos de Deus. O Diabo não tinha nenhum interesse em desensoberbecer o enfatuado viajante dos páramos celestiais. Na verdade, a sua intenção era mantê-lo elevado e cheio de si mesmo. Quem queria quebrantá-lo era o Pai, por isso a sua estratégia articulada para a desocupação deste inquilino sorrateiro. Cuidado com a invisibilidade do orgulho.

O pecado nos tornou teomaníacos. Somos uma raça aspirante ao trono de Deus. Mesmo os santos sofrem deste mal do altar. Queremos ser vistos como santos. Gostamos de ser reconhecidos como crentes maduros e evoluídos. Temos prazer em contar aos outros das nossas aventuras espirituais exitosas e apelamos para a platéia aprovar o modelo de nossa santidade.

Graças ao Pai por sua intervenção. O filho de Aba precisa ser exaurido de sua presunção humanista. Os sofrimentos aparecem aqui como instrumentos cirúrgicos para o enfraquecimento de nossa humanidade prepotente. Enquanto no esporte os atletas tomam anabolizantes para super fortalecer os músculos, na vida espiritual, o Pai envia espinhos satânicos para nos fazer fracos. Astheneia é a palavra grega que nos habilita à dependência divina. Ela é a instituição do fracasso.

No reino de Deus, a impotência é o verdadeiro caminho da graça para a superpotência espiritual. Quanto mais eu decrescer em fraqueza, isto é, quanto mais astênico eu estiver em minha alma, mais serei dependente do Todo-Poderoso e, neste caso, ao chegar à total impotência, me tornaria potentíssimo, através da onipotência divina. Paulo sabia do valor desta lição, ao dizer: tudo posso naquele que me fortalece. Filipenses 4:13. No reino de Deus, quando estou débil, então sou feito pujante. Quanto mais impotente em mim mesmo, mais encouraçado pelo poder do alto.

A Escola do esvaziamento passa também pelo júbilo na lição da húbris, outra palavra helênica que Paulo usou no seu texto e que significa: insulto, injúria, repreensões, dano ou incômodo. É uma contradição total você ter prazer nos ultrajes, mas esta é a tônica do seu aprendizado. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte. 2 Coríntios 12:10.

Suportar a afronta sem execrar o ultrajante é uma das matérias básicas para a desconstrução da nossa altivez. O modelo é Cristo e a competência é a sua Vida incriada, agindo em nós, administrada pelo Espírito Santo, pois ele, (Cristo) quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente. 1 Pedro 2:23.

A graça de Deus é Cristo, e a graça de Deus, em Jesus Cristo, nos é suficiente. Se Cristo é tudo e em todos, ele é a suficiência divina suprindo a deficiência humana. Toda a suficiência onipotente de Deus encontra-se provendo, em Cristo, toda a anagke, ou necessidade humana.

Fazer festa diante da carência é uma atitude imprevista na prole de Adão. Se Paulo sentia prazer diante da indigência ou penúria, no seu dia a dia, temos que admitir que se trate de outra espécie de ser humano. Ainda que o cristão faça parte da humanidade, ele não é mais um humanista arrogante e calculista. O seu egoísmo foi pregado na cruz com Cristo e ele agora vive numa dimensão da abastança da Vida não criada do próprio Cristo ressurreto, no seu interior.

Uma das coisas que me impressiona na vida cristã é a capacidade de suportar as adversidades. Isto só vem confirmar que estamos diante de outra realidade. Saulo, antes de sua conversão, foi um perseguidor implacável dos cristãos. Depois do seu novo nascimento, Paulo foi um perseguido e sentia alegria em suas diogmos ou perseguições. Aqui não se trata de um masoquista que sente prazer no seu sofrimento, mas de alguém que tem prazer pela causa do seu sofrimento.

Os cristãos sempre viram nas perseguições um motivo de júbilo por estarem envolvidos em uma causa que tem um valor eterno. Foi Jesus quem disse: Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Mateus 5:10. Que felicidade mais curiosa!

É estranha, mas real. Quem é mais inocente do que Cristo? Quem foi mais perseguido até agora do que ele, neste mundo? E, se Cristo vive em nós, não há alternativa. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. 2 Timóteo 3:12. Está claro que não há vida piedosa sem perseguição, mas também não haverá uma vida realmente piedosa sem o contentamento em Cristo. É impossível Cristo ser a nossa Vida e não sermos bem-aventurados.

A última palavra usada pelo velho apóstolo para definir o método de sua educação espiritual avançada foi stenochoria, que deve ser traduzida por angústia. O desenvolvimento espiritual não nos isenta da participação das agonias em nosso íntimo. É na crise dolorosa que a alma se apega à suficiência de Cristo. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Romanos 8:35.

Não existe crescimento na Vida espiritual ou evolução em santidade sem estas cinco lições especiais. O poder de Deus só se aperfeiçoa na fraqueza. Tudo isto, todavia, por amor de Cristo.

John Owen afirmava no século XVII: "não teremos nenhum poder de Deus, a não ser que sejamos convencidos de que não temos nenhum poder em nós mesmos". Aquele que é totalmente fraco tem toda a chance de depender da onipotência divina. Quem é perfeitamente deficiente traz a garantia de ser suprido pela suficiência de Cristo.

O aprimoramento da fraqueza passa por estas quatro etapas. Quando injuriado não revidar com insultos. Quando estiver passando necessidade não chamar a atenção dos outros, mas confiar somente em quem pode prover suas carências. Quando for perseguido por causa do evangelho nunca se defender, ainda que possa explicar os fatos que estão movendo o acossamento.

Por fim, quando estiver passando pelos vales sombrios da angústia, lembre-se que o Senhor também cruzou estes vales, tornando-se, em tudo, a nossa suficiência. Agora saiba que, em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. 2 Coríntios 4:8-10. Glenio Fonseca Paranaguá

segunda-feira, 28 de junho de 2010

ONDE ESTÁ O SÁBIO?

Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? 1 Coríntios 1:20.

As perguntas acima chocam a mentalidade dos escolados e dos pernósticos. O mundo aca-dêmico valoriza quem sabe mais, sendo este, o guru dos broncos. O universo da ciência e da filosofia avalia o saber pelos títulos universitários, uma vez que, quem é mais graduado deve ter um maior grau de informações e de sabedoria. Este é um pressuposto universal no âmbito do academicismo.

Porém, do ponto de vista de Deus, a sabedoria desta época é julgada como insana, insensa-ta ou pirada. Talvez porque ela, quase sempre, enfatue aquele que se acha portador de um saber maior. Paulo foi crítico com este tópico: O saber ensoberbece, mas o amor edifica. 1 Coríntios 8:1b

A sabedoria deste mundo tem uma paranóia estonteante por diplomas, títulos e reconheci-mentos. O fruto do pecado se despencou da árvore da ciência do bem e do mal e acabou fazendo a humanidade se desesperar na corrida por saberes competitivos que classificam uns poucos, enquanto a maioria é desclassificada no meio do caminho, pelo exagero das informações. Quem sabe mais se acha maior e melhor ao julgar os que sabem menos como ignorantes.

A órbita do saber humano é alucinantemente insaciável. O Espírito Santo chamou este sa-ber insaturável de loucura, diante da verdadeira sabedoria demonstrada na cruz, que se basta com a restauração da amizade do homem rebelde com o Deus conciliador. Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. 2 Coríntios 5:18-19.

Deus estava em Cristo reconciliando o homem com ele mesmo e nunca se reconciliando com o homem, uma vez que, Deus jamais fora inimigo do homem. Portanto, a verdadeira sabedo-ria é aquela que promove a reconciliação do homem com Deus, em Cristo. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. 2 Coríntios 5:20.

A sabedoria pura não concorre com ninguém, mas coopera com todos a favor da salvação do ignorante mais indigno. Ser diplomado na Universidade não denota que se é um diplomata no Reino de Deus. Tornar-se um sujeito culto, neste mundo, não quer dizer que se tenha o credencia-mento para tomar parte do culto de adoração a Deus. Ser sabido nunca foi sinônimo de ser sábio. Uma pessoa sábia é alguém simples, sensata, sóbria e sempre pronta a aprender. O sábio é ensinável.

Onde está o sabido deste mundo? Na cátedra da arrogância, julgando os outros que não têm a mesma competência, que ele julga ter. Onde está o sábio do Reino de Deus? Na cruz com Cristo, pregando a reconciliação aos indigentes indignos. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. 1 Coríntios 1:22-24.

O evangelho não é assunto para gente graúda, sabichona e importante. É para gentinha. Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Mateus 11:25.

O apóstolo Paulo, homem culto e esclarecido, entendeu, e muito bem, este ponto de vista de Jesus ao declarar. Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. 1 Coríntios 1:26-29.

O apóstolo nos ordena a considerar também o assunto com muita atenção. Não foram cha-mados muitos sabidos segundo a concepção carnal. Para ele há uma sabedoria mais elevada do que a acadêmica. O mundo de Sofia não é protagonista nem da salvação, nem da santidade divina. Ser filósofo não quer dizer ser sábio em relação à vida santa. Temos muitos doutores indoutos da excelência divina e muitos professores que não professam a fé em Cristo promovendo uma cultura vã.

Esta sabedoria humana, que Paulo se opõe, não é a tese do saber intelectual, mas de uma falsa independência de Deus. É a soberba daquele que tentando se auto dirigir, desvale a obra da cruz de Cristo. Deus rejeita toda sabedoria que se vangloria por causa do cabedal da ciência altiva.

Mas, "crer é também pensar", já disse o teólogo inglês John Stott, por isso mesmo, pode-mos afirmar que, o problema da insanidade mental ou o delírio acadêmico, não pode ser o intelecto do ser humano em si mesmo, mas o intelectualismo empafiado de gente esnobe, que tenta medir o mistério da cruz pelos critérios limitados de sua razão medíocre. Achar que a cultura deste século pode explicar a grandeza da sabedoria de Deus é um verdadeiro absurdo da presunção humana.

Paulo explana, muito bem, sobre a vocação divina, mostrando que ela não se encontra vinculada à sabedoria humana, nem ao conhecimento escolar, nem ao poderio econômico e social ou à nobreza pessoal. De fato, na maioria das vezes, Deus escolhe os fracos, os sem família, (no grego – agene) sem genealogia, os plebeus, a gentalha pobre, para confundir os fortes, poderosos, sábios e nobres, a fim de que, ninguém possa se vangloriar, diante dele, por causa de sua eleição.

A história da Igreja tem exposto este fato de modo muito claro. Os romanos denominavam os cristãos do primeiro século de: "a plebe". Muitos dos lideres da Igreja foram pessoas incultas do ponto de vista da sabedoria deste século e sem qualquer importância social, mas foram pessoas nobres e sábias, no que dize respeito à sabedoria de Deus. (Havia também muita gente culta).

O primeiro missionário da chamada era moderna, William Carey, foi um simples sapateiro. Nunca estudou em seminário, nem cursou uma Universidade. Entretanto, ele sabia grego e he-braico e aprendeu tudo o que foi necessário para o exercício do ministério do Senhor, tendo, depois, traduzido a Bíblia para vários idiomas e dialetos da Índia. Ele não foi um intelectual formado em escola superior, mas foi superior a muitos que, tendo o saber escolar, não sabem fazer nada mais do que esfolar e criticar os que são aprovados por Deus, para a obra do seu ministério na face da terra.

Um dos maiores evangelistas da historia da Igreja foi um mero balconista, vendedor de sapatos na América do Norte. D. L. Moody era um homem sem cultura, todavia deixou uma marca singular como pregador do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Diante destes dois expoentes que lidavam com os sapatos, talvez possamos confirmar: Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! Romanos 10:15b.

Na época de Moody, muitos o censuravam porque ele falava num vernáculo pobre e com erros gramaticais acentuados. Assim ele respondia aos seus críticos que o vergastavam: "prefiro o meu inglês falho e cheio de erros de gramática ao proclamar o evangelho, do que seu linguajar cor-reto, porém infrutífero na comunicação da mensagem de Cristo". Que sabedoria! E que tapa de luva!

Os discípulos de Jesus também foram homens incultos, contudo, cultivaram o saber do Es-pírito Santo por meio do culto pessoal ao Cordeiro. Os religiosos da ocasião viram que eles eram pessoas que demonstravam ousadia, por causa do conhecimento pessoal que tinham de Jesus. Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus. Atos 4:13.

O próprio Jesus foi considerado por sua gente como uma pessoa sem escolaridade. Os seus contemporâneos ficavam admirados com o seu conhecimento e comentavam uns com os outros: Como sabe este letras, sem ter estudado? João 7:15b.

Este tipo de sabedoria era um mistério para eles. Em que lugar Jesus teria estudado? Qual foi o seu ensino médio? Quem foram os seus mestres? Não era ele um carpinteiro, filho de José? Tudo isto parecia um enigma para o seu povo. Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? Marcos 6:2.

Todos estes não foram meros autodidatas. Foram, sim, ditados pelo alto. Eles tinham revelação de cima, embora, também, se esmerassem na busca do conhecimento humano. Uma coisa não descarta a outra, ainda que a primeira seja essencial.

Todavia, os pseudo-intelectuais do tempo de Jesus, como os atuais têm o mesmo questio-namento: como pode a pessoa inculta, ser culta, espiritualmente falando? Como o iletrado pode ser um sábio, na Igreja de Deus? Como um cabeleireiro, um latoeiro ou um artesão podem ser líderes na Igreja de Cristo? Esta foi a inquisição feita a mim ao me envolverem com a verdadeira sabedori-a.

Respondi: há muita gente estudada que é estulta, espiritualmente, não obstante, há iletrados que são, de fato, sábios. Aqui constatamos a diferença marcante entre dois tipos de sabedoria. A deste do mundo que é loucura para Deus, e a de Deus que é loucura para este mundo.

Os mundanos acham que a sabedoria de Deus é uma aberração total, enquanto os santos percebem que a sabedoria deste mundo é uma demência de gente ensimesmada. Qual é das duas a ciência que está dirigindo o seu modo de pensar? A de cima, ou a daqui de baixo?

Nem os escolados, nem os diplomados, nem os autodidatas metidos e inchados têm valor algum para a obra do Reino de Deus, se não forem crucificados com Cristo e revestidos do poder e da sabedoria do Espírito Santo. Na Igreja de Deus, mais vale um analfabeto cheio do Espírito San-to, do que muitos espíritos de porco, camuflados e cheios da soberba desta sabedoria mundana.

Nós podemos observar em muitas pessoas letradas, eruditas e detentoras de uma cultura a-preciável, mas humildes, que o seu saber não traz prejuízo algum à sua vida espiritual. Mas se tivermos de escolher entre o mero saber acadêmico e o conhecimento pessoal de Deus, com certeza, eu prefiro ficar com aqueles loucos para o mundo, mas sábios para Deus, por uma única razão. Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. 1 Coríntios 1:21.

Só há um saber que vale, de fato, a pena viver e morrer por ele: e este é Cristo crucificado e nós crucificados com ele. Fora disto, só há um grande risco de inchaço e presunção. Por isso, Pau-lo foi enfático: Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo. Filipenses 3:8. Aleluia! Amém.  Glenio Fonseca Paranaguá

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Uma Questão de Escolha

Da soberba, só provém contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria. Provérbios 13:10

Imaturidade é pensar que você tem todas as respostas; sabedoria é estar consciente de que você não as tem. Fraqueza consiste em tentar controlar tudo ao seu redor; força consiste em graciosamente aceitar e valorizar a realidade da vida.
Insegurança é o constante desejo de ter mais e mais; confiança é saber que você já tem o suficiente. Fracassar é pensar que você pode progredir ao empurrar as pessoas para baixo. Sucesso é entender que, quanto mais você coloca outros para cima, mais e mais você também subirá. Desespero é comprometer a si mesmo com coisas rasas e superficiais que, muito em breve, se desvanecem e morrem. Alegria consiste em encher o seu mundo e sua vida com coisas que real e verdadeiramente importam. A cada momento, você tem a capacidade de viver com sabedoria, força, confiança, sucesso e alegria. Não é uma questão de sorte ou acaso, mas sempre uma questão de escolha. E você pode fazer – pela graça de Deus – as escolhas agora que o levarão para um patamar que você ainda não experimentou. Tudo é uma questão de escolha.

Da soberba, só provém contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria. Provérbios 13:10

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Orgulho

Dois irmãos conversavam quando um deles disse: “Graças a Deus! Eu não sou nem um pouco orgulhoso!” Ao que o outro respondeu: “Se eu fosse você, eu não teria do que me orgulhar”. É claro que o primeiro se zangou e respondeu imediatamente: “Devagar, você tem para se orgulhar o mesmo que eu tenho”.
Quando a alma é ferida, ela responde imediatamente. E, quanto maior for a ferida, maior será sua reação, a ponto de não tratar seu irmão como irmão, ao considerar mais importante protegerse. Um irmão, ao trazer a Palavra nas reuniões, utilizava freqüentemente frases espirituais famosas, sem citar a sua fonte. Por exemplo, ele não mencionava se certa frase fora dita por Spurgeon ou por John Wesley e dava a impressão que aquelas frases eram de sua autoria. Naturalmente os outros irmãos achavam que ele era muito bom, que sua espiritualidade era muito profunda. Coincidentemente, havia um outro irmão naquela congregação que lia muito, por isso reconheceu a autoria das frases. Ele dizia publicamente de quem eram as frases todas as
vezes que o outro fazia citações Por exemplo, se o irmão dizia no púlpito a frase: Quando o trigo amadurece, ele se curva para baixo”, o outro irmão dizia: Isso foi dito pela madame Guyon”. Se o que estava compartilhando dizia: “O orgulho tem a morte mais lenta e é também o mais difícil de morrer”, o outro gritava:“Essa frase foi dita por Darby”. Depois de um certo tempo, o irmão que expunha a Palavra não se conteve e disse em alta voz: “Cale a boca agora!” Instantaneamente o outro respondeu: “Essa frase é dele!” Dessa vez era produção própria, não era um empréstimo! Quando o “eu” é machucado, a reação imediata
do homem natural revela a sua natureza original. Ele permite-nos enxergar, inúmeras vezes, que
apesar de dizer que ama o irmão, na realidade a pessoa que mais ama é a si mesmo. Christian Chen 
Fonte: Revista Betel - http://www.assbetel.com.br/