A quem perdoais alguma coisa, também eu perdoo; porque, de fato, o que tenho perdoado (se alguma coisa tenho perdoado), por causa de vós o fiz na presença de Cristo; para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios. 2 Coríntios 2:10-11.
A expressão: “atirando pedra no telhado” é uma figura de linguagem que ilustra a ofensa. Ninguém vive neste mundo sem algumas pedradas pela frente e por trás. Feridas e contusões fazem parte da tragédia no dia a dia de cada um de nós. Há sempre alguém com estilingues jogando algo escabroso em alguma pessoa distraída ou desprotegida.
As críticas ferinas, as acusações injustas e as traições inesperadas são muito mais frequentes do que realmente gostaríamos de admitir em nossa ingênua imaginação. Além de que, somos também atiradores disfarçados em pacientes bem espertos.
Os bastidores dos relacionamentos estão sempre cheios de lixo composto pelos seixos atirados das janelas dos vizinhos, parentes e de gente muito próxima. Mesmo nos encontros entre aqueles que ‘consideramos’ nossos amigos de verdade, encontramos restos de brita atirada, como se fosse apenas sujeira pelas calçadas.
Ninguém está isento de ser machucado, esfolado e ferido neste mundo de tantas pedreiras, de onde, com certeza, as pedradas virão de todos os lados. Entretanto, a questão básica, aqui, não é a ferida sangrando, mas o hematoma que nunca sara.
As pauladas nossas de cada dia, precisam ser tratadas cuidadosamente na sala cirúrgica do Calvário. A dor da alma carece de uma medicação radical sob a acurada terapêutica da cruz de Cristo Jesus. É preciso um perdão furioso para tratar o furúnculo da amargura que infecciona os tecidos dos relacionamentos interpessoais.
Jesus não suportaria tanta dor moral naquelas seis horas atrozes na estaca, se não estendesse o seu perdão a todos os seus algozes. Quando ele orou: Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem, Lucas 23:34a, além de conceder o alvará de soltura aos seus ‘apedrejadores’, estava abrindo, para si mesmo, as portas de um cárcere muito apertado de sofrimento alucinante, decorrente de amargura. Perdoar é um imperativo do amor.
Com certeza, a dor aguda dos cravos, apesar de sua cruenta crueldade, não pode ser comparada com a dor sufocante e ininterrupta da amargura interior, consumindo a alma. O cálice da cruz seria mais amargo, se Jesus não tivesse perdoado aos seus inimigos.
O perdão tem mão dupla, mas a via principal é para quem o está liberando. Aquele que perdoa é o mais beneficiado no caso. Ele se livra da condição de ser transformado numa penitenciária de segurança máxima e de se converter num carcereiro apoquentador, sempre preocupado com a fuga do réu.
O perdão liberado liberta muito mais o que perdoa, do que aquele que é perdoado. O verdadeiro alforriado, neste caso, é quem exerce o perdão, uma vez que a amargura, de contínuo, cobra um imposto muito pesado do amargurado.
Temos na Bíblia alguns exemplos de pessoas magoadas que podem ser estudadas aqui, tanto no que diz respeito ao ressentimento armazenado, como também, pelo desprendimento em perdoar, financiado pelo amor perdoador de Deus.
Há uma dupla intransigente e cabeçuda que começou uma brigar feroz na barriga da mãe. Esaú e Jacó fizeram do útero de Rebeca, sua mãe, um ringue onde um tentava nocautear o outro. Os filhos lutavam no ventre dela; então, disse: Se é assim, por que vivo eu? E consultou ao SENHOR. Gênesis 25:22.
Essa perrenga histórica saiu do ventre da mãe tomando dimensões terríveis, com o mais novo pegando no pé do mais velho. A disputa entre os dois continuou até que se tornasse numa amargura crônica. Esaú foi vítima de um “golpe baixo” do irmão, em razão de sua própria mentalidade vulgar, no que diz respeito aos valores familiares às avessas.
A disputa dos gêmeos vem gemendo pelos bastidores da história de povos e nações que se engalfinham até hoje, nas cavernas do Oriente médio, por causa de uma amargura insidiosa que insiste em agredir as entranhas da alma de gerações em gerações.
Os irmãos briguentos, apesar de terem feito uma ‘reconciliação dramática’, não tiveram um relacionamento amistoso daí para frente. A Bíblia, falando num texto sobre Esaú, deixa claro: atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando- se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; Hebreus 12:15.
Fica evidente, no contexto, que o assunto se refere ao desgostoso e amuado Esaú, quando, em seguida, diz com concisão: Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado. Hebreus 12:17.
Remorso, choro e lamento não quer dizer que houve verdadeiro arrependimento, nem reconciliação formal significa que houve perdão. Há muita gente agindo com diplomacia no palco, enquanto esconde uma mágoa no camarim da sua alma.
Não é possível vivermos na terra sem cotoveladas, pedradas e pauladas, mas também, não é possível vivermos com um mínimo de saúde mental, sem perdoar os nossos agressores. O ódio aos algozes é algo agonizante para as emoções benfazejas.
Na casa de Jacó, ainda temos um caso bem curioso a observar. O seu filho José, “figura ímpar da prole”, foi alvo da inveja dos seus irmãos ambiciosos, que suscitaram uma crise gravíssima, provocada por este sentimento mesquinho, no seio da família.
José foi vendido como um escravo e, em consequência de sua conduta irrepreensível, acabou comendo o pão que o diabo amassou com a cauda. Durante uns 13 anos de sua biografia, ele sofreu, injustamente, desprezo, acusações e prisões, sendo mantido como um criminoso numa masmorra. Ele foi vítima do ‘olho gordo’ dos seus irmãos.
Nada pode ser mais atroz para uma pessoa correta, do que o sofrimento causado por acusações e injustiças. A lama ácida e fétida atirada sobre o linho branco deixa uma mancha de difícil remoção. A dor da tirania é esmagadora. José tinha razão para se vingar.
Entretanto, quando os ventos mudaram de direção e ele passou de réu condenado na cadeia, a ser o segundo homem mais importante do reino, no Egito; com a faca e o queijo na mão para retaliar os seus irmãos invejosos, se quisesse; sua atitude foi bem diferente de quem nutre a vingança por debaixo dos panos.
A pessoa tratada pela graça de Deus não tem opção. Ou perdoa ou apodrece. José não se fez de coitadinho. O perdão era a sua única alternativa como filho de Deus. Favorecido pelo Cordeiro imolado, desde a fundação do mundo, ele espreme o carnegão e responde aos irmãos culpados: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. Gênesis 50:19-20.
Não existe atalhos ou uma segunda via no caminho do perdão na vida dos filhos de Deus. Como também não existe pecado tão grave que a graça de Cristo não nos garanta a disposição de liberar o perdão de modo legítimo. Já falei: é a graça que nos habilita.
Se eu e você não estamos perdoando, de fato, os nossos ofensores, por mais grave que sejam as suas ofensas, com certeza, Satanás estará levando vantagens sobre nós e causando um barraco horroroso no meio da igreja de Cristo. É tudo o que ele mais gosta.
O perdão não é um opcional no desempenho da fé cristã. Corrie Ten Boom, que foi um exemplo cristão na defesa anti-sionista na época da segunda Guerra, disse: “não há outra forma de tocar o oceano do amor de Deus, senão perdoar e amar os inimigos”.
Não há escolha: ou perdoo ou pereço no meu mau humor. A agonia do magoado o atribula ao extremo e o mantém distante de verdadeiras amizades. Ninguém, minimamente sadio, gosta de conviver com gente feroz, ferina e fértil em fabricar lesões.
Os intrigantes vegetam entre o veneno que os consome intimamente e a dor que tenta inocular no próximo. Contudo, a toxina que é injetada no outro acaba também o intoxicando ainda mais. James Coulter afirmou: “o espírito que não perdoa como forma de orgulho é o assassino número um da sua vida espiritual”.
Para Jesus, a nossa oração só tem esta prioridade: perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixes cair em tentação. Lucas 11:4. Parece que a tensão da tentação, neste caso, é não querer perdoar.
O perdão é um dom maravilhoso da graça de Deus e o portal que conduz à sala da comunhão. Li a história de uma mãe que perdoou o assassino do seu filho e, durante o período da condenação, ela o visitou semanalmente cuidando dele na cadeia. O resultado foi a sua conversão a Cristo e a transformação de um inimigo, num amigo da família.
Nós sempre teremos alguém atirando pedra em nosso telhado de barro; cabe a cada um de nós, subsidiados pela graça do Pai, consertar todas as goteiras, sem, entretanto, jogar os cacos das telhas quebradas no quintal daquele que nos alvejou. Bendito seja para sempre Aquele que nos garante tão grande empreendimento. Aleluia! Amém.
Glenio Fonseca Paranaguá - palavradacruz.com.br |
domingo, 20 de novembro de 2011
ATIRANDO PEDRA NO TELHADO
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
MIGALHAS QUE CAEM DA MESA
ALIMENTANDO GIGANTES OU FORTALECENDO PIGMEUS.
A vanglória e a autocomiseração são farinha do mesmo saco. As duas fazem parte de um único elenco e ambas chamam a atenção da platéia tonta. A primeira é o orgulho no pódio, enquanto a segunda é o orgulho no pó, com o rosto sujo, cheirando a poeira.
A vanglória gosta de exibir o seu sucesso, requerendo a boa imagem que nutre nos bastidores. A sua preferência é sempre falar das conquistas e demonstrar o valor majestoso do seu portfólio no palco. Vive à caça dos holofotes para a sua visibilidade pública.
Como são ricos os detalhes desse discurso vaidoso, que tenta esbanjar seus dotes, esnobando até mesmo os traços da humildade como se fossem integrantes de sua personalidade altiva. Ouvir atentamente esse tipo de conversa vangloriosa com quietude e mansidão é um exercício de profundo quebrantamento espiritual.
Por outro lado, na contramão da vanglória, embora ateado pelo mesmo fogo da arrogância, corre, com aparente discrição ou, tão somente, com a fisionomia anêmica, por falta de sangue nas veias, o autocompadecimento insuspeito. É o agiotismo do coitadinho.
Aqui é que mora um grande perigo. Aquilo que parece ser humildade, não passa de orgulho mascarado. A cara lavada, sem qualquer traço de maquiagem, com trapos e fiapos pendurados, pode ser o fio mais sutil da malha presunçosa.
Lutero, o reformador, disse, certa feita: "tenho mais medo do meu coração justo, do que do Papa e dos seus Cardeais". Eu também: tanto o meu gigante guloso e obeso que tento alimentar com banquetes espetaculares, quanto o meu pigmeu raquítico, aquele me sinto constrangido a fortalecer, chamando a atenção, são ferozes demais. Neste caso, eu sempre enfrento uma guerra mundial com inimigos poderosíssimos em meu íntimo.
A vanglória e a autocomiseração são aparentemente opostas, no entanto, formam um par idêntico de irmãs gêmeas e siamesas geradas pelo velho orgulho de sempre. Ser ilustre e não ser vaidoso é tão difícil como ser humilde sem ficar amarrotado pelos cantos.
A humildade é uma das mais raras de todas as virtudes do ser humano, porquanto, todo aquele que se reconhece humilde já se envolveu numa escandalosa empáfia. Como é complicado demonstrar uma humildade sem alarde!
Vou findar o texto com um enigma proverbial: Melhor é ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos. Provérbios 16:19. Afinal das contas, cadê os humildes para que possa admitir minha arrogância e festejar com eles a humildade do Cordeiro como o dom da graça em nosso favor?
Se alguém pretende encontrá-los por aí, então se acocore com uma toalha e uma bacia nas mãos e ainda um bom microscópio; talvez haja algum pé que aceite ser lavado sem sapato alto ou timidez de inchado. Quem se propõe a tal façanha? Ai de mim! Não há alternativa para mim; só se for por Cristo em mim. GLÊNIO FONSECA PARANAGUÁ
terça-feira, 8 de novembro de 2011
MIGALHAS QUE CAEM DA MESA
O CANTO EM LUGAR DO LAMENTO
A minha história na terra começou com um choro estridente, pois eu já cheguei ao mundo berrando. Mas, parece que esta é uma narrativa muito comum a todos nós. Se não estou equivocado, o bebê que não chora, quando nasce, morre. Além do que, diz um velho adágio popular: "quem não chora não mama".
Por outro lado, a cultura deste mundo velho privilegia o lamento, o queixume, a choradeira. A criança chorona e birrenta sempre é atendida e o nosso padrão de conduta é nos condoer de quem se lastima, fazendo da lamúria uma moeda valiosa nos negócios que pretendemos levar vantagens.
O gemido agrega mais adeptos ao partido dos coitadinhos do que o riso. O sofrimento desperta a compaixão de outros sofridos ao formatar o sindicato dos plangentes. Por isso, a ladainha é o estilo mais propalado na reza diária daqueles que querem chamar a atenção, e a dor de cotovelo é a cantiga número um dos chifrados.
Aí de mim é o discurso preferido das vítimas. Mas, o hinário dos filhos de Abba começa com Aleluia de Handel. Os alforriados, mesmo sofrendo, têm sempre um canto em tom maior a entoar. Ninguém neste mundo está isento da dor e do sofrimento, embora a sua permanência tenha um tempo de validade limitado.
O salmista canta com esperança: Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã. Salmo 30:5. Segundo entendo, ele está dizendo que a correção é apenas por um instante, enquanto a graça é para sempre. Para os filhos repreendidos, as lágrimas secam rápido na face, ao passo que a festa da madrugada continua pelo dia eterno.
A minha tendência humana é lamentar. É chorar as pitangas. E sempre acho adeptos pela via da lamúria como companheiros neste coral dos sapos coaxando na lama, tão prontos a destoar da cantata dos redimidos.
Mas o culto dos alcançados pela graça cultiva o louvor em meio às chamas ardentes e dá concerto na cadeia escura, com os pés no tronco e os lombos lanhados. A turma da vida que nasce da morte costuma cantar no ardor do temporal, enquanto os descendentes do velho Adão só conseguem lamentar.
Pelo canto se descobre se a ave é do dia ou da noite. As canoras cantam à luz do Sol em espetáculo melódico de alegria. As noturnas são assombrações das trevas, além de serem agoureiras, quando grasnam, gritam e gemem os seus lamentos sombrios.
Assim, também, pela linguagem, se pode descobrir quem é filho de Deus ou quem é filho do Diabo. Lamento dizer, lamentavelmente, que a nossa fala lamentável, que se expressa sempre por lamentação ou lamúrias, não nos coloca na condição de membros efetivos do coral dos filhos de Abba.
Cantem filhinhos amados, cantem com alegria. Falem a linguagem da edificação. Louvem em plena tormenta, pois o nosso Pai é santo e reina entronizado entre os louvores dos seus filhos libertos e jubilosos. Aleluia. Glenio Fonseca Paranaguá
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
ABUNDÂNCIA BOA
"Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez;" (Filipenses 4:12 RA)
Quase todos os cristãos sabem o próximo versículo na ponta da língua, ainda que nem todos saibam encontrá-lo na Bíblia. Mas, curiosamente, se perguntarmos, a maioria não saberá este. Abundância é bom, escassez não.
Vivemos dias de uma oferta igrejista (ou igrejeira, não sei) na qual o que é bom é de Deus e o que não é bom é do inferno. Mesmo que o conceito de bom seja obscuro e cinzento. Meu time de futebol ganhar o campeonato é bom? É de Deus? E os irmãos que torcem para o outro time? Como fica? E candidato político? E ganhar causa na justiça?
Meu irmão entenda uma coisa de uma vez por todas: Paulo usa o termo "tanto" justamente para dizer que, embora tendo passado por muitas coisas, ele sabe encontrar no Senhor a força. Tudo posso (depois de experimentar o bom e o ruim) no Senhor que me fortalece. Não é triunfalismo, é experiência de vida, maturidade.
Quem não aceita ser humilhado jamais será honrado. Quem nunca teve fome não valoriza a fartura. Quem só conhece abundância não sabe do que estou falando. Glória a Deus pela vida que levo, na qual não me falta nada do que preciso. Não tenho tudo que eu quero, mas tenho tudo de que preciso. Glória a Deus por que, quando passei aperto, o Senhor foi comigo e vivi e venci para poder hoje te dizer: a foça vem Daquele que traz sobre nós o dia de sol e o chuvoso, o frio e o quente, o abundante e o escasso.
Não estou declarando que Deus tenha prazer no nosso sofrimento, mas que a dor ensina a gemer não duvide. A abundância é melhor, a riqueza é melhor, a fartura é melhor. Mas a melhor abundância de todas é a da presença do Pai, é a da força do Pai sobre nós. O resto é tão fútil e vazio que dá pena.
"Pai, Te amo. Obrigado pelo que Tu és, independente do que já me deste e que não é pouco. Obrigado por me ensinar a depender de Ti como eu preciso. Eu te amo, por que Tu nunca me faltaste."
Mário Fernandez - www.ichtus.com.br
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Aprendendo a orar ‘O Pai Nosso'
A vida que termina sob uma lápide com epitáfio é muito curta e sem sentido. Aqui e agora é pouco para quem tem fome do ilimitado.
Ser humano é ser alguém relacional. A solidão é uma tragédia e nós precisamos de nos comunicar. Mas, nós temos carências mais profundas, muito além de membros da fam'lia e de bons amigos. Somos uma raça com anseios transcendentes. Temos sede de significado eterno e almejamos compartilhar de uma intimidade pessoal com Alguém que nos ame incondicionalmente.
A vida que termina sob uma lápide com epitáfio é muito curta e sem sentido. Aqui e agora é pouco para quem tem fome do ilimitado. Fomos criados para um relacionamento sem os limites da morte, por isso gritamos por uma comunhão verdadeira. Dialogar é uma conversa entre duas pessoas amigas. É algo amistoso. Pedir é uma solicitação entre um carente e alguém com condições de atender. É coisa de necessitado. Orar é um diálogo entre um filho amado e o seu Pai amável. É assunto familiar.
Oração não é rezar. Não é repetição. Não é alguma coisa decorada. É uma conversa que pode até ter algumas petições, todavia nunca será uma lista de clamores e súplicas. É um bate-papo na sala íntima dos domésticos da fé. Portanto, Jesus nos ensinou a orar assim: Pai nosso. Pai, não padrasto. Pai, alguém que ama loucamente seu filho. Oração é o dialogo do filho com o seu Abba. É um assunto de solitude e jamais de solidão. Estar só, sem, contudo, encontrar-se sozinho. É viver acompanhado, entretanto, longe dos barulhos de fora. Trata-se de uma conversa com o Pai nosso do céu, que se importa conosco na terra. O Pai que é Pai, mas também é Rei. É Pai-Rei e não Rei-Pai. Ele não é mais Rei do que Pai e o seu reino de Pai é um reino de amor.
Como filho, quero experimentar a santificação do teu Nome, ó Pai. Porém sou incapaz de cumprir esta ordem tão significativa e tão elevada, por isso mesmo, eu te rogo que me faças um instrumento da tua santidade sob o governo do teu reino paternal. Não por imposição, nem por esforço, mas por tua graça.
Venha o teu reino de misericórdia e graça; dá-me sede dos teus próprios anseios. Tu sabes que a minha vontade está comprometida com os meus desejos egoístas, sendo assim, só a tua vontade que é boa, perfeita e agradável, pode me fazer um agente da tua vontade, capaz de fazer todas as coisas, de boa vontade.
Pai, eu tenho fome. Mas não é fome de pão de padaria. É fome do Pão do céu; fome de aceitação plena, sem qualquer rejeição. A broa nossa de cada dia não consegue satisfazer o meu apetite voraz daquilo que é permanente; da realidade eterna. O pãozinho francês, que se come de uma vez, só mata a fome do freguês por algumas horas. A minha miséria não se contenta com aquilo que é breve, transitório, provisório. Eu tenho fome mesmo é de Jesus, o maná de cima, o maná fresco do dia, e de cada dia.
Depois de ter sido alimentado hoje, com o Pão quentinho, eu tenho que tratar agora com os que me ofenderam há pouco tempo. As ofensas de ontem, graças à tua misericórdia, prontamente foram perdoadas. Eu sou grato porque na tua casa não há lata de lixo, nem precisamos acumular a sujeira, pois o lixeiro leva tudo imediatamente. Porém, como ninguém vive neste mundo de espinhos sem alguma espetadela, e, como eu também, acabo ferindo ao meu próximo, venho te pedir: Ó Pai, perdoa-me com o perdão do teu Filho, para que eu possa perdoar aqueles que me feriram. Por favor, não me permitas que eu seja um carcereiro aprisionado na cadeia dos ressentimentos de meus ofensores. Assim como o Senhor me perdoou, eu também estou pronto a perdoar.
Pai, eu sou tão débil e sujeito às terríveis tentações. A carne é fraca e o inimigo é astuto. Mas, eu não venho te pedir que me livres das tentações. O que eu te peço é que me sustentes, com tua graça, quando estiver passando pelas provas. Se eu não for tentado, eu vou ficar tentado a crer que sou especial, e, deste modo, ficarei mais arrogante ainda do que tenho sido. Abba querido, eu te rogo: Sê tu, a minha torre forte na hora das tormentas insuportáveis e, quando o maligno estiver me açoitando, livra-me dele. Quero confessar, com alegria, que pertenço ao teu reino. Sou teu filho guardado pelo teu poder e almejo ainda, de boa vontade, viver somente para a tua glória. Reitero, com grande júbilo, o que me tem ficado notório a cada dia: o Reino, o Poder e a Glória são atributos permanentes de tua Pessoa excelsa. Amém.
Na oração do Pai nosso, nós temos os avenidas por onde podemos passear em comunhão com o nosso amado Abba. Cada um das sete vias nos conduz a uma intimidade extraordinária. Então, ao orar, ore assim, sobre qualquer motivo:
Oração não é rezar. Não é repetição. Não é alguma coisa decorada. É uma conversa que pode até ter algumas petições, todavia nunca será uma lista de clamores e súplicas. É um bate-papo na sala íntima dos domésticos da fé. Portanto, Jesus nos ensinou a orar assim: Pai nosso. Pai, não padrasto. Pai, alguém que ama loucamente seu filho. Oração é o dialogo do filho com o seu Abba. É um assunto de solitude e jamais de solidão. Estar só, sem, contudo, encontrar-se sozinho. É viver acompanhado, entretanto, longe dos barulhos de fora. Trata-se de uma conversa com o Pai nosso do céu, que se importa conosco na terra. O Pai que é Pai, mas também é Rei. É Pai-Rei e não Rei-Pai. Ele não é mais Rei do que Pai e o seu reino de Pai é um reino de amor.
Como filho, quero experimentar a santificação do teu Nome, ó Pai. Porém sou incapaz de cumprir esta ordem tão significativa e tão elevada, por isso mesmo, eu te rogo que me faças um instrumento da tua santidade sob o governo do teu reino paternal. Não por imposição, nem por esforço, mas por tua graça.
Venha o teu reino de misericórdia e graça; dá-me sede dos teus próprios anseios. Tu sabes que a minha vontade está comprometida com os meus desejos egoístas, sendo assim, só a tua vontade que é boa, perfeita e agradável, pode me fazer um agente da tua vontade, capaz de fazer todas as coisas, de boa vontade.
Pai, eu tenho fome. Mas não é fome de pão de padaria. É fome do Pão do céu; fome de aceitação plena, sem qualquer rejeição. A broa nossa de cada dia não consegue satisfazer o meu apetite voraz daquilo que é permanente; da realidade eterna. O pãozinho francês, que se come de uma vez, só mata a fome do freguês por algumas horas. A minha miséria não se contenta com aquilo que é breve, transitório, provisório. Eu tenho fome mesmo é de Jesus, o maná de cima, o maná fresco do dia, e de cada dia.
Depois de ter sido alimentado hoje, com o Pão quentinho, eu tenho que tratar agora com os que me ofenderam há pouco tempo. As ofensas de ontem, graças à tua misericórdia, prontamente foram perdoadas. Eu sou grato porque na tua casa não há lata de lixo, nem precisamos acumular a sujeira, pois o lixeiro leva tudo imediatamente. Porém, como ninguém vive neste mundo de espinhos sem alguma espetadela, e, como eu também, acabo ferindo ao meu próximo, venho te pedir: Ó Pai, perdoa-me com o perdão do teu Filho, para que eu possa perdoar aqueles que me feriram. Por favor, não me permitas que eu seja um carcereiro aprisionado na cadeia dos ressentimentos de meus ofensores. Assim como o Senhor me perdoou, eu também estou pronto a perdoar.
Pai, eu sou tão débil e sujeito às terríveis tentações. A carne é fraca e o inimigo é astuto. Mas, eu não venho te pedir que me livres das tentações. O que eu te peço é que me sustentes, com tua graça, quando estiver passando pelas provas. Se eu não for tentado, eu vou ficar tentado a crer que sou especial, e, deste modo, ficarei mais arrogante ainda do que tenho sido. Abba querido, eu te rogo: Sê tu, a minha torre forte na hora das tormentas insuportáveis e, quando o maligno estiver me açoitando, livra-me dele. Quero confessar, com alegria, que pertenço ao teu reino. Sou teu filho guardado pelo teu poder e almejo ainda, de boa vontade, viver somente para a tua glória. Reitero, com grande júbilo, o que me tem ficado notório a cada dia: o Reino, o Poder e a Glória são atributos permanentes de tua Pessoa excelsa. Amém.
Na oração do Pai nosso, nós temos os avenidas por onde podemos passear em comunhão com o nosso amado Abba. Cada um das sete vias nos conduz a uma intimidade extraordinária. Então, ao orar, ore assim, sobre qualquer motivo:
1. Fale com o seu Pai.
2. Suplique a santificação do seu Nome.
3. Peça a governabilidade do reino paterno em a sua vida.
4. Aceite a sua vontade acima de tudo.
5. Coma do Maná de Deus, cada dia.
6. Creia no perdão divino e perdoe os que o golpeiam.
7. Fique debaixo da proteção durante a tentação, suplicando a libertação do maligno. Finalmente, permaneça adorando a Deus, reconhecendo que o Reino, o Poder e a Glória pertencem apenas à Trindade Santa.
Viva sempre com ações da graças e louvores no seu coração. Desconheço o autor, se alguém souber me informe.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
MENTALIDADE DE FILHO MAIS VELHO
Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos. Lucas 15:29. Este versículo faz parte de uma das mais conhecidas e queridas parábolas ensinadas por Jesus, a “parábola do filho pródigo”. Esta parábola, diferentemente da maioria, traz mais de uma mensagem. A mais comentada e pregada é a maneira graciosa com que o pai recebe o filho gastador, que se arrepende após ter dissipado a herança recebida. Ou seja, trata da mensagem do amor perdoador que Deus tem para com os pecadores. Alguns títulos dados a esta passagem são: “a parábola do filho pródigo”, “o filho pródigo”, “a parábola do filho perdido”. Observamos, com isto, que a ênfase dada a este texto recai sempre sobre o filho mais novo. Todavia, no versículo 11, Jesus inicia sua fala da seguinte maneira: “certo homem tinha dois filhos”. Sendo assim, nosso olhar precisa estar atento não somente ao que acontece com o filho mais novo, que é o mais famoso da história, mas também ao que acontece com o filho mais velho. E para entendermos o que acontece com o filho mais velho, é preciso destacar o contexto em que Jesus conta esta parábola. No início do capítulo 15 de Lucas, está a explicação das três parábolas que se seguem. Jesus estava, mais uma vez, falando a publicanos e pecadores. O texto nos diz que essas pessoas aproximavam-se de Jesus, achegavam-se a ele. Jesus não só os recebia, como também fazia refeições com eles (verso 2). Na verdade, não era Jesus quem procurava por estas pessoas, mas elas é que eram atraídas por Jesus. Por outro lado, ao mesmo tempo que Jesus atraía os proscritos da sociedade, ele também incomodava, em muito, um outro tipo de pessoas, os religiosos daquela época, ou seja, os fariseus e os escribas. Para estes, ajuntar-se com pecadores, até mesmo para ensinar a Lei, era algo proibido. Comer com estas pessoas, então, era o mesmo que dar boas-vindas a elas e isto era algo inaceitável. Esta introdução do capítulo 15 do Evangelho de Lucas é essencial para o entendimento da parábola do filho pródigo. O cenário, segundo o qual ela é contada, é este: Jesus atraía pecadores e comia com eles; e este seu comportamento incomodava os religiosos, que viviam murmurando. Por causa desta reclamação dos religiosos, Jesus, então, apresenta três parábolas. A primeira (versículos 3 a 7), que é a da ovelha perdida. A segunda (versículos 8 a 10), que é a da dracma perdida. E a terceira (versículos 11 a 32), que é a do filho pródigo. A essência da mensagem das duas primeiras parábolas é mostrar o amor de Deus pelo pecador e que é Ele quem busca o perdido e não o inverso. Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. João 6:44. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. 1 João 4:19. Destas três parábolas contadas por Jesus, a parábola do filho pródigo é a mais detalhada. Nesta parábola, existem duas seções principais. A primeira, do versículo 11 ao 24, mostra a graça de Deus, através do seu amor pelos pecadores, que é a força motriz do Evangelho. A segunda seção, do versículo 25 ao 32, mostra a indignação do filho mais velho, resumida na seguinte fala: há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos. Lucas 15:29. Alguns estudiosos sugerem que esta parábola possui um título inadequado, que ela deveria se chamar a “parábola dos dois filhos perdidos”, numa clara indicação de que, muito embora o filho mais velho estivesse em casa, seu coração estava, de fato, muito distante do pai, tão perdido quando o mais novo. Alguns até sugerem que esta passagem deveria se chamar “a parábola do filho mais velho”, numa demonstração de que a mensagem transmitida refere-se mesmo a este último. A intenção maior é destacar a reação inesperada e egoísta daquele que, aparentemente, era o filho obediente e bem comportado. Já foi sustentado, por alguns, que a porção do texto que trata do filho mais velho (versículos 25 a 32) deveria ser dissociada da primeira seção, que trata do filho mais novo. Este é um raciocínio equivocado. Em verdade, as duas seções precisam ser lidas e interpretadas como sendo uma só. É bem possível afirmar que o alvo desta terceira parábola é exatamente contrastar as reações do pai e do filho mais velho diante do pródigo, ou seja, a passagem do filho pródigo existe para se poder demonstrar e evidenciar a reação e a mentalidade do mais velho. Quando nos lembramos do murmúrio dos escribas e fariseus (versículo 2) diante das confraternizações de Jesus, conclui-se que a parábola do filho pródigo tem mesmo este sentido de tratar com os religiosos: todos os excessos do filho mais novo não lhe fecharão a entrada do céu, pois ele veio arrependido até seu pai; mas todas as virtudes do filho mais velho, de nada lhe aproveitarão. Portanto, a passagem trata não dos pecados como empecilho para o céu, mas, por incrível que possa parecer, das “virtudes”. Na realidade, é a justiça própria escondida pelo manto da virtude que impede o filho mais velho de ser reconciliado com o pai. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Lucas 15:7. Jesus quis ensinar que Deus recebe e perdoa pecadores. Todavia, mais ainda, quis ensinar que aqueles que se consideram justos aos seus próprios olhos, estes não têm lugar no reino dos céus. Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come [e bebe] ele com os publicanos e pecadores? Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores. Marcos 2:16-17. Na verdade, Jesus quer mostrar com esta parábola que tanto um filho como o outro estão perdidos, que ambos se rebelaram, ainda que um tenha feito isso ao ser muito mau e o outro, ao ser extremamente bom. O irmão mais novo representa o homem que não conhece a Deus, está separado Dele e vive por seu autoconhecimento. O irmão mais velho representa o fariseu, o religioso que faz da sua conformidade moral e de seus esforços, um meio para se salvar. O pecado do irmão mais novo é imaginar que não precisa de Deus. O pecado do irmão mais velho é imaginar que é o próprio Deus, o seu próprio Salvador. Tendemos a nos ver sempre como o filho mais novo, como se fôssemos o filho pródigo e nos regozijamos ao ver o amor acolhedor de Deus, nosso Pai, à nossa disposição. Todavia, é muito comum também imaginar que não somos tão estimados por Deus, como deveríamos ser; que não somos tão reconhecidos por Ele, como deveríamos ser; que não somos tão recompensados por Ele, como deveríamos ser; que não somos tão valorizados por Ele, como deveríamos ser; e nos indignamos quando alguém é mais estimado, mais reconhecido, mais recompensado, mais valorizado, do que nós. Esta é a mentalidade do filho mais velho. E ele está tão perdido quanto o filho mais novo. O autor Timothy Keller, ao falar desta parábola, argumenta que era o orgulho por suas boas ações, e não o remorso por suas falhas, que impedia o filho mais velho de participar do banquete da salvação. O problema do filho mais velho era seu farisaísmo, o modo como ele usava seu histórico moral para colocar Deus e as outras pessoas em uma posição de dívida e para poder controlá-los, para que fizessem o que ele desejava. O que separa o filho mais novo de Deus é, obviamente, o pecado. E pecado significa errar o alvo, significa incredulidade. O que separa o filho mais velho de Deus é o pecado da justiça própria. As Escrituras dizem que a nossa justiça é como “trapo de imundície”. Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia. Isaías 64:6a. O filho mais velho lembra o pai que tem direitos, pois o serve há muitos anos e nunca o desobedeceu. Em outras palavras, quer mostrar o quanto é justo e merecedor. Por outro lado, o que nos reconcilia com o Pai celeste é a justiça de Deus mediante a fé em Cristo Jesus (Romanos 3:22). A justiça de Deus nos foi imputada, mediante a obra redentora de Cristo, na cruz do Calvário. É assim que somos justificados de nossos pecados, é assim que somos tornados justos diante de Deus. A grande pergunta que nos é feita e não quer calar é: como pode o homem ser justo para com Deus? Jó 9:2b. Não há meio algum de se obter esta justiça, a não ser pela graça do Pai. Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. Romanos 3:24. Onde você está baseando a sua salvação? Em seus méritos? No seu tempo de “serviço” para Deus? Você busca controlar Deus por meio de sua obediência a Ele e a sua lei? Você transforma sua própria história pessoal em créditos colocando Deus em uma posição de devedor? Você é um justo que não precisa de arrependimento? Lembre-se que a salvação é pela graça, unicamente pela graça. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:8-9. Em nossa história pessoal com Deus, começamos como filhos mais novos, pródigos. Mas, antes de terminarmos a história como filhos mais novos que retornam à casa do Pai, arrependidos e perdoados, mudamos de história, e assumimos a posição e a mentalidade de filhos mais velhos, cheios de justiça. Só que os filhos mais velhos também estão perdidos. Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna. Tito 3:5-7. Lembre-se que, agora, a justiça de Deus se manifestou SEM lei. Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que creem; porque não há distinção. Romanos 3:21-22. Se você tem alguma coisa do que se orgulhar; acha que tem algum direito para reivindicar; ou, sente-se, algumas vezes, injustiçado; você está transitando no perigoso território das obras, isto é, você está na posição do filho mais velho, contabilizando seus feitos. Contudo, a salvação não vem de obras. A glória é somente de Deus e Ele não a divide com ninguém. Fernando Prison - www.palavradacruz.com.br |
COM CLAREZA OU PELA METADE?
"Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;" (Gênesis 12:1 ARA)
Interessante que, para Noé, Deus deu tantos detalhes sobre sua missão e para Abrão foi na base do "corre, rapaz!!!". Totalmente diferente com um e com outro. Noé, faz um barco com tantos metros de comprimento, da madeira tal, com altura tal, com uma porta, pinta de tal cor... Com Abrão é apenas "se manda".
Como Deus trata com você? Suas missões são sempre claras e detalhadas com todas as especificações que um engenheiro poderia desejar? Ou nem sempre? Ou nunca é assim?
Nem um nem outro é melhor, entenda. O importante é que Deus tenha falado com eles e conosco, indiferentemente de ter dado mais ou menos detalhes, de ter sido genérico ou específico. Dureza é nunca ouvir nada, não saber nem se tem algo para fazer muito menos do que se trata. Na minha experiência com o Pai, ao longo de já uns 24 anos, muito mais fui tratado como Abrão do que como Noé. Já recebi ordens claras, mas foram menos do que as que vieram pela metade. Muito menos.
Na minha mente exata, matemática, engenheirística, cheia de pensar... Que desafio! Quanta ansiedade à toa, se tanto conheço o Deus a quem sirvo. Mas dou-me conta de que Abrão estava sendo preparado para ser Abraão, nada mais nada menos que o pai da fé (certeza do incerto). Para quem tem fé, não é necessário explicar muita coisa, ou talvez nada. Aleluia, se estou sendo preparado pra qualquer coisa com Deus, estou dentro! E feliz!
Não estou dizendo que Noé não tinha fé, pois isso seria uma bobagem tremenda. Mas ele recebeu mais detalhes por que Deus quis assim. Será que ele teria tido dificuldade de fazer a arca com menos informações? Nunca saberemos, mas podemos ter certeza de uma coisa: Deus queria uma arca e conseguiu. Queria um homem de fé em outra terra e conseguiu. Comigo Ele há de conseguir o que deseja. E com você? Vai ser difícil?
"Pai, nada se compara a andar contigo, ter a Tua mão nos guiando e sabendo que estamos fazendo a Tua vontade. Faz de mim alguém obediente e confiante independente de quantos detalhes eu tenha."
Mário Fernandez - www. ichtus.com.br
Interessante que, para Noé, Deus deu tantos detalhes sobre sua missão e para Abrão foi na base do "corre, rapaz!!!". Totalmente diferente com um e com outro. Noé, faz um barco com tantos metros de comprimento, da madeira tal, com altura tal, com uma porta, pinta de tal cor... Com Abrão é apenas "se manda".
Como Deus trata com você? Suas missões são sempre claras e detalhadas com todas as especificações que um engenheiro poderia desejar? Ou nem sempre? Ou nunca é assim?
Nem um nem outro é melhor, entenda. O importante é que Deus tenha falado com eles e conosco, indiferentemente de ter dado mais ou menos detalhes, de ter sido genérico ou específico. Dureza é nunca ouvir nada, não saber nem se tem algo para fazer muito menos do que se trata. Na minha experiência com o Pai, ao longo de já uns 24 anos, muito mais fui tratado como Abrão do que como Noé. Já recebi ordens claras, mas foram menos do que as que vieram pela metade. Muito menos.
Na minha mente exata, matemática, engenheirística, cheia de pensar... Que desafio! Quanta ansiedade à toa, se tanto conheço o Deus a quem sirvo. Mas dou-me conta de que Abrão estava sendo preparado para ser Abraão, nada mais nada menos que o pai da fé (certeza do incerto). Para quem tem fé, não é necessário explicar muita coisa, ou talvez nada. Aleluia, se estou sendo preparado pra qualquer coisa com Deus, estou dentro! E feliz!
Não estou dizendo que Noé não tinha fé, pois isso seria uma bobagem tremenda. Mas ele recebeu mais detalhes por que Deus quis assim. Será que ele teria tido dificuldade de fazer a arca com menos informações? Nunca saberemos, mas podemos ter certeza de uma coisa: Deus queria uma arca e conseguiu. Queria um homem de fé em outra terra e conseguiu. Comigo Ele há de conseguir o que deseja. E com você? Vai ser difícil?
"Pai, nada se compara a andar contigo, ter a Tua mão nos guiando e sabendo que estamos fazendo a Tua vontade. Faz de mim alguém obediente e confiante independente de quantos detalhes eu tenha."
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