terça-feira, 3 de setembro de 2013

PROVADOS PELO FOGO

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Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. 1Pedro 4:12 NVI.
A vida cristã não é um convescote, isto é, um piquenique em final de semana. Não se trata de uma colônia de férias, nem de uma viagem de turismo. Apesar da paz interior imensurável, fruto da justificação pela graça, a fé cristã aponta para uma jornada em meio a uma grande turbulência externa. Há tribulação e provas em todas as estradas.
A vocação de Cristo nos convoca para uma vivência de contradições. Temos paz, sim, mas vivemos em guerra, o tempo todo. Somos amados pelo nosso Pai, embora os inimigos de Cristo não nos deixem sossegar com o seu ódio velado ou em chamas.
Nem um cristão autêntico encontra-se isento das labaredas da perseguição. Aliás, uma das evidências da legitimidade da fé cristã é a fogueira, ora com brasas ardentes, ora inflamada pelo fogaréu desvairado das vaidades. E, nesse caso, o calor das emoções vaidosas é mais cruel do que a quentura do fogo, além do que, dura muito mais tempo e faz as suas vítimas padecerem lentamente chamuscadas pelo “pavio curto”.
A temporada das fogueiras abrasadoras na história da igreja foi uma época truculenta em que os filhos de Deus foram incinerados enquanto alumiavam como lamparinas nos pátios de execução. Foram incendiados como tochas vivas manifestando a luz radiante que habitava em seus corações inflamados de amor. Ainda hoje, em alguns lugares deste mundo tenebroso, temos cenas horrorosas como estas do inferno de Dante.
Sei que esta tortura é atroz. Contudo, há no meio da congregação do povo de Deus, uma turma desapiedada que costuma atear o fogo das paixões para azucrinar as entranhas da vida comunitária. Foi neste sentido que Pedro se referiu ao fogacho.
Mas esse braseiro tem uma finalidade muito especial: provar. Para uma pessoa ser aprovada na fé é preciso ser provada pelo fogo. A própria Palavra de Deus foi também purificada pelo fogo.
As palavras do SENHOR são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes. Salmos 12:6.
A fé é um dom gracioso desta Palavra purificada pelo fogo. Quando recebemos, pela graça, a Palavra de Deus, a fé vem junto. O Verbo que se encarnou, acaba encarnando, através dos ouvidos que O ouvem, a vida que nasceu da tumba. E, consequentemente, a fé surge como expressão real, mas subjetiva, dessa obra plena do Deus-homem. Ela é uma evidência implícita da vida de Cristo em nosso novo ser.
Ninguém nasce nesse mundo portando fé no seu currículo. A fé é uma dádiva divina, nunca, jamais um atributo natural do velho Adão. Todavia, ela precisa ser testada, uma vez recebida, para que possamos saber se, de fato, essa é a fidis Dei ou é a feérica abusiva produzida pela fidúcia de um fedelho arrogante qualquer que se propõe a ser fecundo neste assunto da invisibilidade fenomenológica.
Isto quer dizer que o terreno da fé sai dos limites tridimensionais do campo material e vai para o nível do invisível. A fé é uma visão que nunca pode ser vista pelo cego que anda na escuridão da meia noite contemplando a aurora que ainda não surgiu.
Segundo as Escrituras, podemos defini-la assim: Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. Hebreus 11:1. Ela é uma esperança, logo, é imperceptível do ponto de vista sensório, pois esperança constatada não pode ser esperada. É uma visão cega ou uma certeza invisível. Contudo, precisa ser provada e o fogo ardente é um laboratório de comprovação.
A confiança requer testes de autenticidade. A pessoa dizer que crê em Cristo é uma declaração muito importante, todavia, deve ser confirmada. Nem todo aquele que diz ser Cristo o seu Salvador é, de fato, verdadeiro crente. Se não passar primeiro pelo controle de qualidade, fica difícil afirmar que se trata de um filho de Abba.
O escritor de Provérbios faz uma analogia muito interessante: O crisol prova a prata, e o forno, o ouro; mas aos corações prova o SENHOR. Provérbios 17:3. Será que isso aqui tem alguma relação com o fogo que surge no meio de nós para nos provar?
A têmpera do caráter cristão é forjada nas altas temperaturas. As fogueiras das aflições são atiçadas pelo Acrisolador Divino a fim de promover a purificação de suas joias eternas. Quando estamos sendo depurados e reagimos com gemidos e lamúrias é prova incontestável de que ainda não passamos no teste de qualidade.
Para nos aprovar em sua comunhão permanente, o Pai providencia os meios necessários para que os acendedores de lareira aqueçam o ambiente ao máximo com as chamas ardentes das aflições, até que nós possamos confiar somente nEle como a última razão do nosso conforto e descanso espiritual.
O culto dos aprovados começa na fornalha super aquecida. Os três amigos de Daniel passaram no vestibular da adoração em meio as labaredas à sétima potência. Foi neste ambiente hostil que eles se perceberam confiantes nAquele que sempre saneia o nosso coração cheio de direitos e repleto de exigências pessoais.
Velho mendigo do vale, Glenio.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O ESPIRITO DA CRUZ

Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus. Gálatas 6:17
A Cruz não é somente um fato, não é apenas um caminho, a Cruz é um estilo de vida. Nós morremos com Cristo. Houve uma unidade experimental com Cristo em Sua morte e ressurreição.
As duas grandes verdades reveladas na Cruz de Cristo: a primeira é que ela é um fato histórico. Isto é, a verdade quanto à morte no sentido Judicial. A segunda grande verdade é que, o fato histórico, tem que se tornar uma verdade “em nós”.
Quando realmente nascemos de novo a Cruz se tornará o nosso estilo de vida. Podemos assim chamá-lo de espírito da Cruz. É mais do que simplesmente um “entendimento” é um modo de vida.
O espírito da Cruz torna-se uma vida, um princípio de vida para todas as nossas ações e reações que nos marcam como um povo separado por Deus. Este é o espírito da Cruz.
O nosso Senhor Jesus é chamado “Cordeiro morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). Quando esteve aqui foi chamado Cordeiro de Deus e, como tal, foi sacrificado por nós.
O fato de Jesus ter sido chamado o Cordeiro morto desde a fundação do mundo, significa que o principio do Espírito da Cruz já operava Nele. Por isso, aquele que segue o Cordeiro também leva essa marca.
O apóstolo Paulo trazia em seu corpo as marcas de Jesus. Talvez tenhamos um vasto conhecimento sobre a Cruz. Talvez estejamos cheios de conceitos acerca da vida cristã. Talvez nos achemos aptos para falar da Cruz. Mas, a vida cristã não é definida pelo vasto conhecimento que temos dela.
A vida cristã caracteriza o povo da Cruz. Isto é, pessoas que carregam as marcas ou possuem o espírito da Cruz. Ou seja, o Espírito do Cordeiro conosco no dia-a-dia, não importando o quanto somos ofendidos.
Na prática o que significa ter o Espírito de Cordeiro? Podemos recorrer às reações do nosso Senhor Jesus no período em que Ele permaneceu naquela Cruz. Através delas podemos entender algo a respeito do que é o espírito da Cruz.
Ele estava sendo pregado e levantado naquela Cruz para morrer. A primeira reação foi: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Lucas:23:34. Considere o momento que o Senhor Jesus estava enfrentando.
Pense naquelas circunstâncias. Os homens ridicularizaram, zombaram, desafiaram e riram Dele. Jesus tinha todo o direito de pedir ao Pai vingança, mas não o fez. Não havia rancor nem amargura no coração Dele. O que havia em seu coração era amor.
Entre o povo de Deus, em inúmeras oportunidades, nos sentimos ofendidos por alguém. Quando isso ocorre, o que fazemos? Reagimos com um espírito de clamor por vingança? Ou, pedimos ao Pai para perdoar?
Um espírito não perdoador é movido por ressentimentos e desejos de vingança. Por isso, reage como que administrando veneno em doses homeopáticas ao seu desafeto, tendo como objetivo exterminar a sua vítima, mediante cruel e prolongado sofrimento.
Pedro era uma pessoa bem impulsiva, aberta, direta e até rude. Um dia ele se aproximou de Jesus e fez a seguinte pergunta: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Mateus 18:21-22.
Parece-nos que na visão de Pedro perdoar sete vezes já era o bastante. Para ele perdoar sete vezes já era o suficiente, porque mais de sete vezes não parecia muito lógico para Pedro.
O Senhor disse: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. O que o nosso Senhor quer nos dizer é que, não devemos apenas contar e multiplicar, mas que devemos apenas esquecer. Chegamos a uma conta tão grande que não conseguimos mais quantificá-la. Em outras palavras, perdoar, perdoar e perdoar.
Logo após esta conversa com Pedro, o Senhor usou a seguinte parábola: Um rei tinha servos e um deles devia dez mil talentos. Mateus 18:24. Como ele contraiu essa dívida não se sabe, mas o fato é que ele não tinha como pagá-la. Como tipo, sabemos que a nossa dívida foi contraída na queda de Adão.
O servo implorou por misericórdia e o rei o perdoou. Mas, ao deixar a presença do rei, o servo perdoado encontrou seu companheiro que lhe devia um pouco, uma quantia insignificante na proporção da que lhe foi perdoada - apenas cem denários, isto é, o salário de um dia de trabalho.
E disse ao companheiro: “Pague ou o entregarei à prisão”. Por este não ter condições de pagar, o servo perdoado mandou o seu companheiro para a prisão. O rei ouviu o que tinha acontecido e disse:Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste: não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? Mateus 18:32-33.
Este servo que não perdoou a dívida do seu conservo foi entregue aos torturadores ou acusadores. Nada é mais torturante do que uma consciência cheia de culpa.
A dívida que contraímos em Adão é impagável, não temos condições de saldá-la. Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate (Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre). Salmos 49:7-8.
O fato é que, mesmo que vendêssemos a nós mesmos, nossa família e todos os nossos bens, não seríamos capazes de pagar a nossa dívida; Ela excede a todo e qualquer volume de recursos que possamos ter. Por isso, o nosso Senhor Jesus, em Sua grande misericórdia, pede ao Pai que nos perdoe. Esse é o espírito da Cruz.
Fomos perdoados de uma dívida impagável. Não devemos perdoar aqueles que nos ofendem? Esse é o espírito da Cruz. Essa é a marca de um povo separado por Deus; que vive na contramão dos conceitos humanos.
Um espírito não perdoador faz de nós pessoas amargas. Adoecemos e nos tornamos agentes adoecedores. Este talvez seja o motivo de tantas contendas e problemas no meio do povo de Deus. Esta é uma lição que precisamos aprender logo cedo: termos o espírito da Cruz - um espírito perdoador.
Jesus foi crucificado entre dois ladrões. No começo, ambos zombaram e ridicularizaram. Mas, algo aconteceu com um deles. De alguma maneira o Espírito do Senhor abriu-lhe o entendimento; ele olhou para o Senhor e disse: Lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Lucas 23:42,
Neste pedido vemos a suprema grandeza de Graça de Deus! Agora, um malfeitor se dirige a Ele pedindo-lhe salvação, e o Senhor Jesus lhe disse: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. Lucas 23:43.
Como podemos explicar este fato: O malfeitor agonizante, contemplando um homem em sofrimento, sangrando e crucificado por seu Deus e, ao mesmo tempo, tendo a antevisão do Reino? Não é um fenômeno que possa ser entendido e nem explicado, senão pela intervenção divina. Sua fé foi ummilagre da Graça!
Esse ladrão nada merecia. A sociedade já o tinha lançado fora; aos olhos humanos era desprezível, e ele mesmo sabiadisto. Entretanto, Jesus manifestou a Sua Graça àquele ladrão e disse: hoje estarás comigo no paraíso. Aqui está o significado do espírito da Cruz! É o espírito da Graça. Somos um povo salvo unicamente pela Graça.
Graça é algo dado a nós sem nenhum mérito de nossa parte. Nada nos é dado por merecimento ou porque somos dignos. A Graça não é algo que conquistamos; a Graça depende de quem está dando. Ela é uma ação voluntária, unilateral e exclusiva do amor de Deus.
Jesus, naquela Cruz estendeu a sua Graça ao ladrão, que nada podia fazer por si mesmo para escapar daquela situação; não somente pelo fato de estar pendurado naquela Cruz, mas porque a sua alma estava perdida.
A Graça de Deus para conosco é incondicional; não é uma graça retributiva, mas sim, atributiva. Não é uma Graça que busca algo de bom no homem para favorecê-lo. A Graça brota de Deus por causa da Sua natureza.
A Graça de Deus é uma ação para conosco, não uma reação a nós. A Graça é atributiva porque não depende de quem a recebe. Não depende do que somos, mas do que Deus é.
Graça é o amor incondicional de Deus manifestado em Cristo, concedida livremente ao pecador que nada merece. Mas, em Cristo todos recebemos de sua plenitude: Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. João 1:17.
A definição de Graça de acordo com o original significa “há algo de bonito e agradável” naquela pessoa. A Graça, em toda a sua expressão, não significa apenas que há algo bonito e agradável naquela pessoa, mas que a beleza seja manifestada. Este viver é caracterizado pelo espírito da Cruz.
Somos os vasos que exalam o bom perfume: Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. 2 Coríntios 2:14-15.
O espírito da Cruz significa que, quando somos alcançados pela Graça, por ela nos tornamos pessoas graciosas. Isto significa que esta Graça, pela qual fomos alcançados, exalará através de nós o seu perfume: Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o seu perfume. Cantares1:12.
Quando lemos o sermão do monte, vemos ali as características, ou o modo de vida dos filhos do reino dos céus. Eles são o povo da Cruz. Eles são humildes de espírito porque a Cruz de Cristo operou neles. Eles são os que choram, eles possuem um coração contrito diante de Deus.
Eles são mansos, eles estão sedentos, eles são misericordiosos, eles são puros de coração, eles são pacificadores. E, por amor de Cristo, estão sendo perseguidos, contudo se alegram. Essas são as pessoas que possuem o espírito da Cruz.
Eles estão exalando o bom perfume de Cristo. Podemos nos perguntar: Temos as marcas de nosso Senhor Jesus em nosso corpo? Que o Senhor tenha misericórdia de cada um de nós. Amém. Humberto Xavier Rodrigues - www.piblondrina.com.br

PROGRAMA CRISTO EM MIM.COM VOCÊ - 26


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

PROGRAMA CRISTO EM MIM.COM VOCÊ - 25


CRISTO NO SALMO 91- 8


DEUS NÃO É POP, MAS O PAPA É.

papa é pop

Às vezes é bom baixar a poeira para que possamos enxergar com clareza aquilo que de alguma maneira se nos apresenta. Digo isto com referência à visita do Papa. Sua visita causou um alvoroço em nosso país, mobilizando os meios de comunicação, classe artística, classe política e o povo. Seu discurso, carisma inegável e algumas atitudes produziram quase que uma unanimidade a respeito de sua personalidade, e para mim as unanimidades são perigosas.
Esta não é uma fala para quem não se interessa por buscar sentidos e motivações mais profundas. Se você é daqueles que estão condicionados pelo sistema que diz que: pensar e questionar dói, talvez este texto não seja para você. Se sua cabeça é daquelas habituadas ao relativismo pós-moderno ou se a única coisa que você precisa é de um ídolo a mais, como tantos, que tem a capacidade de renovar a sua fé no homem, ao passo que alimenta a sua desconfiança no caráter de Deus, definitivamente é melhor que não continue a leitura.
Quando olhamos para a vidade Jesus narrada nos evangelhos, nos deparamos com resultados totalmente distintos em sua vinda, quando comparados com os resultados obtidos pelo Papa em sua passagem por terras brasileiras. Algo que me parece um tanto quanto estranho. Haja vista que ao menos em tese o Papa seria o representante mais eminente de Jesus e de Sua mensagem.
O que está diferente? Deus ou o Papa? Este questionamento me vem à mente, pois ficoimaginando uma visita de  Jesus Cristo nestes dias em solo brasileiro. Ele chegaria sem muito alarde e sem nada preparado, levado pelo Espirito que sopra como vento onde quer. Sem agenda oficial, sem comitiva de poderosos políticos desacreditados para o bajular, sem esquema de segurança, sabendo que sua vida esta guardada nas mãos daquele que disse:
“tu és meu filho amado”.
Começaria sua visita talvez, lá pelo sertão do Piauí. A cúpula religiosa não ficaria nem sabendo a principio. Começaria apenas a ouvir o burburinho do povo dizendo:“Ele esta no meio de nós”. Mas como estão cansados de ouvir isto todos os domingos, não dariam muito crédito. Enquanto isto, Jesus sem pressa iria visitando as periferias e andado por todas as partes, cheio do Espirito Santo e de poder, sairia fazendo o bem e curando todos os oprimidos do diabo.
Aos poucos sua visita iria sendo percebida, o povo começaria a comentar com mais ênfase. Para que não ficasse chato para os representantes oficiais, Jesus enviaria de vez em quando uma testemunha de sua presença aos sacerdotes, bispos e cardeais. Ninguém muito especial, apenas um ex-ceguinho, umex-leproso ou coisa do gênero. Já imaginou o escândalo, Jesus Cristo o filho de Deus nos visitando e a cúpula da igreja sem saber de nada, pegaria mal.
Mesmo em meio ao descredito, mas por insistência dos fatos a liderança religiosa resolveria criar uma comissão investigadora para acompanhar os acontecimentos mais de perto. E em tempos de politicamente correto e de fronteiras gelatinosas a bancada evangélica seria comunicada com uma notificação para enviarem representantes para esta comissão.
Depois de uma guerra de egos e poder, após ter dado entrada no Albert Einstein várias vítimas de uma briga de cadeiradas, seriam escolhidos quatro representantes e um que não representa ninguém. Entre eles, Bispo Dedo Torto, Apóstolo Chapelão Chorão, Pastor Nervosinho Fala Muito, Evangelista Mansinho Engomadinho e um outrocujo o nome não foi mencionado pois, como já foi dito, não representa ninguém.
A partir deste momento a visita de Jesus que deveria ser facilitada ao menos em tese, se tornaria um inferno. Jesus não poderia nem participar de um churrasquinho na casa de gente de verdade, do tipo, pecador carente da graça de Deus, sem que sua identidade fosse posta sob suspeita. Tomar um vinhozinho com algumas pessoas passa a ser um martírio, pois logo a bancada evangélica diria: “Tem demônio!”
Isto pra não falar de Suas amizades, suspeitíssimas! Jesus andaria com prostitutas, leprosos, ricos e pobres. No caso dos ricos tudo bem, porem com relação aos pobres, causaria certo desconforto e irritação nos expoentes da teologia da prosperidade. Andaria com pecadores, com gente de bem com bons olhos, gente que nem gente se achava. Enfim, Jesus com estas práticas colocaria em risco o resultado positivo do relatório desta comissão.
Capa-Time pope francis
A coisa iria piorar muito,quando ele resolvesse visitar uma destas sinagogas evangélicas. Diante do comercio feito com o povo, temo pelo pior. Jesus ficaria tão irritado com os absurdos criados em nome de Deus para explorar o povo que iria às vias de fato. Tiraria o cinto de seu jeans e daria de fivela, quebraria os expositores com sal grosso, sabonete de arruda e lenço ungido, além de esparramar os envelopes com o produto da exploração do dia pelo chão e por pra correr 318 homens de deus.
Quando visse catedrais faraônicas, as desprezaria com o olhar de quem conhece a realidade que não se vê e diria:
- Destruam tudo, acabem com tudo isto e construirei o que de fato importa. Isto causaria revolta na liderança da igreja. Como assim? Destruir nossa torre de Babel, mas é ela que nos faz notórios, e quando estamos dentro dela nos sentimos no céu.
A partir deste momento o destino de Jesus Cristo no Brasil estaria selado. Jesus acabaria num julgamento no alto do morro, condenado à morte no micro-ondas para servir de exemplo. Esta seria a única solução para um sistema que chama de humildade qualquer prática que esteja abaixo da média dos megalomaníacos arrogantes. Sem saber que humildade é Deus virando gente, e quando o padrão é este, ninguém em sã consciência pode chamar de humildade alguém andando com o vidro aberto do carro cercado de seguranças, enquanto é idolatrado pelo povo.
A verdade é que, enquanto o Feliz Esteano, representando a si mesmo não representa ninguém, o Chico representa muita gente, só não representa quem deveria representar. Até porque só precisa de representante aquele que está ausente  o que não é o caso de Jesus Cristo, pois como Ele mesmo disse:
“Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos tempos”.
Mateus 28:20.
Desculpe, mas na terra onde o Senhor de tudo usou uma coroa de espinhos e foi crucificado, ninguém usando mitra, kipa, coroa ou chapelão, amado pelo sistema deste mundo, pode representá-lo. Pois como Ele mesmo disse: “O servo não é maior que o seu Senhor”, ou pelo menos não deveria ser. Nada pessoal Chico.
“Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia. Lembrai- vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.” João 15: 17 ao 20. Alexandre O. Chaves